AS obras de reabilitação e ampliação da Estrada Nacional número seis (EN6), que liga cidade da Beira à vila fronteiriça de Machipanda, carecem de desvios para acomodar o intenso tráfego, facto que embaraça o decurso normal da empreitada.

Devido ao facto, são formados longas filas de carros ao longo do trajecto em obras, facto que condiciona a movimentação de pessoas e bens.

Com uma extensão de 288 quilómetros, o projecto está avaliado em 410 milhões de dólares norte-americanos e estão a cargo do empreiteiro chinês AFECC com um prazo de execução de 36 meses, contados até Abril de 2018).

Embora as obras estejam a progredir, o mesmo não se pode dizer da movimentação dos cerca de três mil veículos, entre pesados e ligeiros, que em média cruzam a estrada por dia com destino a países como o Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e RDCongo, tradicionais utilizadores do Porto da Beira, bem como o tráfego interno.

Os engarrafamentos tornaram-se frequentes e cada vez mais embaraçosos na medida em que chegam a atingir 30 quilómetros. Veículos prioritários, como as ambulâncias que transportam doentes, acabam bloqueados durante várias horas no intenso tráfego.

A situação é particularmente dramática no eixo Beira-Dondo. Como resultado, há uma acentuada crise de transporte semicolectivo de passageiros entre as duas cidades.
Automobilistas há que se vêem obrigados a pernoitar ao longo do trajecto crítico sem condições mínimas e expostos aos mosquitos, frio e fome. Os vendedores ambulantes são os mais felizardos, porque encontram clientes a quem vendem produtos a preços especulativos.

Dados facultados pelo director provincial das Obras Públicas e Recursos Hídricos de Sofala, Manuel Fobra, dão conta que tudo isto se deve à falta de 33 milhões de meticais para a indemnização dos proprietários das infraestruturas afectadas pelos trabalhos, casos de condutas adutoras, postes e cabos eléctricos, mercados, residências e campas.

A governadora Maria Taipo mostrou-se preocupada com a situação durante o recente Conselho Coordenador do governo provincial, realizado recentemente na Beira, que poderá comprometer os prazos de execução da obra.

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21.08.2017   Banco de Moçambique

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