A EMPRESA Hidráulica do Chókwè (HICEP), em Gaza, está a trabalhar numa área de mais de 100 hectares na produção de diversas culturas, com destaque para o milho, feijão vulgar e batata-doce, naquilo que constitui o arranque da implementação do seu programa de sustentabilidade.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Soares Xerinda, trata-se de uma iniciativa cuja implementação arrancou na presente campanha agrícola, devendo, de forma gradual, abranger uma área de 500 hectares até a próxima temporada. O programa envolve operações culturais nos campos de Nwachicoloane, Conhane e Chilembene, zonas escolhidas para o arranque desta nova experiência, com a atenção especial centrada na produção da semente do arroz.

A decisão, segundo disse, visa inverter o actual défice da semente do arroz de forma a permitir que nos próximos tempos esta deixe de ser importada e poupar-se divisas.

Ainda no quadro da busca de alternativas visando a sua sustentabilidade, a HICEP, unidade gestora do maior sistema de irrigação no país, com mais de 30 mil hectares, para além dos trabalhos de produção em campos agrícolas, está num estágio avançado da busca de parcerias para tornar a empresa mais sustentável.

É dentro deste quadro que procedeu à aquisição da antiga fábrica de processamento do arroz, localizada na cidade do Chókwè - a MIA - cuja passagem para a empresa se encontra num processo bastante avançado, conforme garantias dadas por Soares Xirinda.

“Aqui, para além da participação accionária do sector privado, há um compromisso de prover custos operacionais para a produção de matéria-prima para a laboração da fábrica, estando prevista, na primeira fase, a produção de sete mil toneladas de arroz, o correspondente a aproximadamente um terço da capacidade instalada”, disse o Presidente do Conselho de Administração do HICEP.

Com a passagem da MIA para as mãos da HICEP, a ex-unidade de processamento de arroz vai passar a denominar-se Limpopo Indústrias Alimentares.

Para garantir o “stock” necessário à laboração plena da unidade, a HICEP vai trabalhar numa área de três mil hectares, produzindo em moldes que privilegiem as novas tecnologias já ensaiadas com sucesso no regadio, as quais garantem a obtenção de seis a dez toneladas de arroz por hectare.

No quadro da implementação do programa visando garantir a sustentabilidade da empresa, a Reportagem do “Notícias” esteve recentemente nos campos agrícolas de Nwachicoloane, Conhane e Chilembene, onde testemunhou a entrega de todo o pessoal envolvido, apesar da interferência negativa dos ratos que estão a invadir os campos das culturas de milho e feijão.

Virgílio Bambo

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