O GOVERNADOR de Inhambane, Daniel Chapo, instou às diversas instituições intervenientes no processo de fiscalização rodoviária, semana passada, para uma maior coordenação das suas acções com vista a evitar a ocorrência de acidentes de viação que continuam a ceifar vidas humanas e a causar danos materiais.

O governante, que reagia ao acidente de viação ocorrido em Mavanza, distrito de Vilankulo, do qual resultaram seis mortos e um número considerável de feridos, entre graves e ligeiros, para além de avultados danos materiais, considerou que os sinistros de tipo choque de viaturas contra obstáculos fixos, sobretudo no período nocturno, são consequência dessa fraca coordenação.

Para Daniel Chapo, é necessário que cada sector que integra a fiscalização do trânsito rodoviário faça devidamente a sua actividade, baseando-se no lema “Tolerância Zero à Sinistralidade Rodoviária” porque, segundo afirmou, de contrário, as estradas continuarão a ser mortíferas por causa da negligência de alguns agentes das instituições envolvidas.

Conforme orientou, para além do cumprimento escrupuloso dos horários de circulação dos transportes públicos e semi-colectivos de passageiros, concretamente das cinco da manhã às 21.00 horas, a Administração Nacional de Estradas (ANE) e o Instituto Nacional de Transportes Terrestres Rodoviários (INATTER) devem encontrar formas para a retirada imediata das viaturas avariadas na via pública, de modo a permitir visibilidade necessária a outros automobilistas.

“Se os agentes e técnicos envolvidos na fiscalização rodoviária realizassem devidamente o seu trabalho, conforme as suas atribuições, não teríamos perdido irmãos no acidente de Mavanza, assim como noutros que se registam por erros humanos possíveis de evitar”, observou Daniel Chapo.

O sinistro de Mavanza, do qual resultaram seis mortos e 27 feridos, entre graves e ligeiros, para além de avultados danos materiais, foi ocasionado por excesso de velocidade do autocarro com a chapa de inscrição ACC160MC, para além da fadiga do motorista que, proveniente de Quelimane, pernoitou em Pambara e retomou a viagem para Maputo antes da hora estipulada para a circulação deste tipo de transportes, isto é, das cinco da manhã às 21.00 horas.

A atitude do motorista, que entretanto se encontra detido para responder pelo sucedido, teria sido igualmente facilitada pelos agentes de fiscalização que permitiram que o autocarro, com excesso de passageiros, circulasse nas horas proibidas.

“De princípio, o autocarro não devia ter passado da vila Franca de Save, onde atravessou a ponte depois das 19.00 horas do dia anterior, e muito menos o posto de fiscalização de Mangungumente, em Inhassoro. No dia seguinte iniciou a marcha pelas quatro horas, violando, desta maneira, a norma e perante o olhar cúmplice e sereno dos agentes fiscalizadores”, observou o governador.

Devido à fraca visibilidade causada pela cacimba, que se registou na madrugada daquele dia na região, o machimbombo, que também circulava à alta velocidade, embateu violentamente nas traseiras de um camião avariado estacionado fora da faixa de rodagem e devidamente sinalizado.

De referir que em Abril do ano passado, no mesmo lugar e nas mesmas circunstâncias, um autocarro que partira de Vilankulo com destino à cidade de Maputo embateu-se num camião avariado e provocou a morte de 15 pessoas no local.

VICTORINO XAVIER

 

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