TRINTA e quatro projectos de desenvolvimento estão a ser financiados pela Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, no âmbito da implementação do programa de agro-negócios na região.

É neste contexto que foram alocados 22 tractores agrícolas com os respectivos acessórios, quatro camiões com capacidade entre três e quatro toneladas e uma pequena fábrica de processamento de rações para galinhas.

O director-geral da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, Roberto Albino, disse que, inserido na implementação do mesmo programa, foram igualmente construídos um armazém e um sistema de irrigação, entre outras realizações visando impulsionar e galvanizar as o agro-negócio nas quatro províncias da região centro do país.

No âmbito da mecanização agrícola, um dos pressupostos para a efectivação do agro-negócio, o nosso interlocutor disse que a agência estabeleceu 44 parques de máquinas agrícolas constituídas por 173 tractores e respectivos suplementos. Trata-se de meios com a capacidade de lavoura de cerca de 20 mil hectares de terras por ano.

A propósito, a fonte disse que, ainda no decurso deste ano, a Agência perspectiva o arranque da segunda fase do programa de mecanização agrícola, com foco na expansão das áreas mecanizáveis e no estabelecimento de mais parques de máquinas nos postos administrativos e no suporte à suplementação alimentar do gado, com vista a responder à demanda dos produtores e criadores.

Assistência técnica às PME

Por outro lado, Roberto Albino apontou que a sua instituição está a envidar esforços para o estabelecimento de capacidade para a assistência técnica às pequenas e médias empresas (PME) na região do Vale do Zambeze, como o suporte financeiro para a instalação de quatro Centros de Orientação ao Empresariado em Caia, na província de Sofala; Mocuba, na Zambézia; Báruè, em Manica; e Chiúta, na província de Tete.

Na qualidade de entidade catalisadora e promotora do desenvolvimento socioeconómico no Vale do Zambeze, a agência tem idealizado e desenvolvido acções em várias áreas com vista a garantir um crescimento harmonioso e sustentável da região.

O desenvolvimento do capital humano e social, com base no fortalecimento dos centros de excelência do saber fazer e empreender, mediante assistência técnica e financeira às instituições do ensino superior e técnico-profissional e de formação vocacional ligadas ao sector agrário e gestão integrada de recursos hídricos no Vale do Zambeze, constitui algumas das apostas da Agência.

Por outro lado, a instituição está a promover o sector privado local, através do fortalecimento dos seus alicerces para o estímulo do processo produtivo, alargando a sua competitividade e capacidade de gerar mais emprego e riqueza.

“A nossa actuação tem priorizado a expansão e modernização da capacidade produtiva, da assistência técnica e financeira e de prestação de serviços dos agentes económicos públicos e privados na região abrangida pelo Vale do Zambeze”, disse Roberto Albino.

Desenvolvimento empresarial

Em parceria com o GAPI, a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze disponibiliza assistência directa a mais de três mil cooperativistas agrícolas enquadrados em sete empresas cooperativas e outras 124 organizações financeiras de base comunitária e concessão de créditos a PME, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento Empresarial.

“Igualmente, estamos empenhados na revitalização da fábrica de processamento de arroz de Nicoadala, na província da Zambézia, que constitui um dos ganhos deste projecto”, disse o director-geral da Agência, sediada na cidade de Tete.

Referiu que, no quadro do projecto de produção do açúcar e arroz orgânico, em Chemba, na província de Sofala, a sua instituição vai financiar com cerca de seis milhões de euros o restabelecimento de cerca de mil hectares para os cooperativistas que vão produzir a matéria-prima para a fábrica, bem como para a instalação de uma unidade de geração de energia eléctrica com base nos subprodutos.

“A energia eléctrica gerada será usada na irrigação dos campos e no funcionamento da própria fábrica, e o excedente poderá ser usado para outros projectos socioeconómicos do distrito”, anotou.

De referir que, há dias, a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze e o Banco Nacional de Investimento lançaram, na cidade de Tete, uma linha de financiamento para agro-negócio, com foco para insumos agrícolas, abrangendo, nesta primeira fase, um grupo constituído por 400 jovens empreendedores, essencialmente graduados das instituições de ensino superior e técnico-profissional da região central do país.

Roberto Albino apelou à classe empresarial e à camada juvenil do Vale do Zambeze para se apropriarem das oportunidades que o Governo tem proporcionado, através de diferentes iniciativas e programas de desenvolvimento em curso no país.

BERNARDO CARLOS

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