A falta de laboratório para a certificação da semente da batata-reno faz parte de uma série de constrangimentos que encarecem a produção e comercialização daquele tubérculo no país, em geral, e na província de Manica, em particular.

O chefe do Departamento de Agricultura e Silvicultura na direcção provincial da Agricultura e Segurança Alimentar de Manica, Zacarias Muzaja, disse que, devido a este facto, os produtores nacionais estão dependentes da importação deste insumo na vizinha África do Sul, um dos maiores exportadores da bata para Moçambique, exercendo assim uma concorrência desleal com a produção nacional.

Para suprir este problema, o nosso interlocutor revelou estarem em curso esforços visando a instalação do primeiro laboratório para a certificação da semente da batata Reno, no país.

Para o efeito, de acordo com a fonte, um grupo de técnicos nacionais deslocou-se, recentemente, à África do Sul, Zâmbia e Irlanda para a troca de experiências com os seus congéneres daqueles países em matéria de certificação da batata Reno.

Citando as experiências colhidas pelos referidos técnicos naqueles países, Muzaja afirmou que o processo da certificação da batata é bastante onerosa, para além de implicar redobrada atenção para evitar a infestação do tubérculo com viroses e fungos, que constituem as principais doenças que causam o seu apodrecimento.

Há dias, representantes das direcções provinciais da Agricultura e Segurança Alimentar, da Indústria e Comércio e do Conselho Empresarial de Manica, reuniram-se num encontro destinado a apresentar o projecto da Monstesco, a maior empresa do centro do país vocacionada à produção da batata Reno, para a produção da semente certificada no país.

Na circunstância, Monty Hanter, proprietário da empresa proponente do projecto, disse que caso seja avalizado o seu empreendimento, os custos da semente no país poderão baixar em 25 por cento relativamente ao preço de importação na África do Sul, o que, de acordo com as suas palavras, possibilitaria também que os custos de produção e de comercialização venham a reduzir substancialmente.

O encontro destinou-se, igualmente, a consciencializar aquelas instituições sobre a oportunidade e pertinência de investir na semente certificada, iniciativa que tem como visão estratégica contribuir para a redução dos custos destes insumos actualmente importados da África do Sul.

A Montesco é uma empresa de capitais sul-africanos. Para além de batata Reno, dedica-se à produção de milho e cebola nas províncias de Manica e Tete, onde desenvolve seus empreendimentos nos distritos de Báruè e Angónia e Tsangano, respectivamente, num investimento de pouco mais de dois milhões de dólares norte-americanos.

Promover a auto-suficiência do país e acabar com a actual dependência das importações sul-africanas tanto no tocante à semente certificada como da própria batata para o consumo, constitui outro foco da iniciativa que visa também colocar Moçambique na rota dos maiores produtores desta cultura e da sua semente na região.

A Montesco, com sede na Serra Chôa, distrito de Báruè, tem neste momento capacidade de produzir cerca de duas mil toneladas de batata Reno, em cada seis meses, que a comercializa nas quatro províncias da região do centro do país.

VICTOR MACHIRICA

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