OPERADORES madeireiros do distrito de Moatize, na província de Tete, estão a apoiar a implementação do programa de expansão da rede escolar, através da sua participação na construção de salas de aulas, no âmbito da sua responsabilidade social junto das populações em redor das suas áreas operacionais.

Na sequência do facto, de acordo com o director distrital da Educação e Juventude, Simões Sopa, disse que nos últimos cinco anos a rede escolar naquele ponto da província de Tete conheceu uma expansão com a construção de 14 salas de aula em diversas localidades dos postos administrativos de Moatize, Cambulatsitsi e Zóbuè.

“Estamos a expandir a rede escolar com a construção de novas salas de aula com material convencional para as zonas onde não existiam escolas, com comparticipação dos operadores de exploração de recursos madeireiros”, explicou Simões Sopa.

Neste momento, o distrito conta com uma rede escolar constituída por 147 estabelecimentos de ensino, albergando um efectivo de 72.271 alunos da primeira à 12.ª classe.

O administrador distrital referiu que do universo de alunos do distrito de Moatize, no presente ano lectivo, 25.330 assistem aulas sentadas em bancos fabricados com recurso à madeira apreendida aos operadores furtivos nas comunidades.

“Em substituição de carteiras duplas, orientámos as direcções das escolas para o aproveitamento dos recursos locais como estacas com forquilhas para o fabrico de bancos e, noutros casos, em restos de touros de madeira cortada pelos operadores legais no sentido de evitar que as crianças se sentem no chão”, indicou Simões Sopa.

Actualmente, o distrito de Moatize conta com deficit de cerca de 6.030 carteiras duplas para cobrir as actuais necessidades em termos de mobiliário escolar para toda rede escolar.

Igualmente, de acordo com o nosso entrevistado, outras entidades e empresas envolvidas no programa de reactivação da indústria extractiva de carvão mineral no distrito estão a prestar um apoio à área de educação, através da edificação de salas de aula, residências para os professores, entre outros apoios pontuais.

A nossa fonte acrescentou, por outro lado, que os operadores madeireiros, assim como as empresas envolvidas na exploração dos recursos minerais no distrito de Moatize, comparticipam na implantação de fontes de abastecimento de água nos recintos escolares.

Por outro lado, nos casos em que apenas existem escolas de construção precária, o Governo distrital tem orientado os madeireiros que operam nas comunidades à volta para a edificação de salas convencionais e reabilitação de outras.

“Nós temos o programa de alargamento da rede escolar, no qual temos recebido apoio dos madeireiros na construção de algumas salas de aula e, nalgum momento, também de fontes de abastecimento de água e residências para professores”, referiu Simões Sopa.

Apontou que, de acordo com o combinado com os operadores de madeira, é obrigatório a construção de salas de aula convencionais para as comunidades em arredores das áreas concessionadas, em conformidade com a planta-tipo de construção do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.

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11.10.2017   Banco de Moçambique

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