A EMPRESA Electricidade de Moçambique (EDM) vai retomar a transferência para o Conselho Municipal da Cidade de Guruè, na Zambézia, dos fundos referentes às taxas de saneamento cobradas aos consumidores, cujo processo havia sido interrompido há quatro anos sem informação prévia à edilidade.

Cumprindo uma orientação do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, o presidente do Conselho de Administração da EDM, Mateus Magala, deslocou-se há dias à cidade de Guruè para se inteirar das razões da interrupção da transferência mensal do fundo das taxas de saneamento calculado em 195 mil meticais.

Na recente visita de trabalho do Presidente da República à província da Zambézia, o chefe da edilidade de Guruè, Orlando Janeiro, queixou-se do corte da transferência mensal do fundo das taxas de saneamento para os cofres do conselho municipal local por parte da EDM, sem a devida justificação, situação que vinha comprometendo, de algum modo, a realização das actividades planificadas.

Na ocasião, Orlando Janeiro disse que o corte das transferências indignou o seu Executivo, que esforços feitos para buscar esclarecimentos junto à empresa não surtiram os efeitos desejados. Referiu que o diálogo para resolver o aparente desentendimento não foi compreendido pelos representantes da EDM como melhor via para a solução do imbróglio prevalecente, tendo, por conseguinte, solicitado a intervenção do Chefe do Estado.

Na sequência, uma das orientações presidenciais foi para a necessidade do estreitamento das relações entre o Governo e a edilidade local, do que resultou a recente deslocação do PCA da EDM àquela autarquia.

À saída de encontro que manteve com os responsáveis da edilidade, Mateus Magala disse ter sido encontrada uma saída para o problema, ao mesmo tempo que solicitou ao presidente do conselho municipal para acompanhar, mensalmente, o processo de transferência dos fundos das taxas de saneamento e, em caso da constatação de qualquer anomalia, informar à direcção da empresa para a tomada de medidas correctivas e eventual responsabilização dos funcionários.

Visivelmente satisfeito, Orlando Janeiro disse acreditar na solução do problema, pois, segundo afirmou, a edilidade, para fazer a gestão e tratamento de resíduos sólidos urbanos, precisa daquele dinheiro. Na ocasião, pediu à direcção da empresa para a extensão de energia eléctrica para mais bairros de forma a contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.

Entretanto, o presidente do Conselho de Administração da EDM reuniu-se com os habitantes da região para esclarecer dúvidas sobre as alegadas cobranças de tarifas fora do estipulado. Os populares pediram a melhoria da qualidade de energia fornecida, quer nas suas residências, quer na via pública.

Em jeito de resposta, Magala explicou que a iluminação pública é da responsabilidade do Governo local e não da EDM.

MARIA DE NEYD (Colaboração)

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11.10.2017   Banco de Moçambique

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