A EMPRESA Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) está a seleccionar empreiteiros para ainda este ano substituir cerca de cinco mil separadores nas linhas de corrente contínua de alta tensão (HVDC) que transportam energia eléctrica para a África do Sul.

A ser realizado no troço Songo-Rio Luenha, no distrito de Changara, o trabalho consiste na substituição e renovação da cadeia de isoladores que separam as torres metálicas e os cabos de transmissão da corrente eléctrica, de modo a melhorar a qualidade e a minimizar os danos provocados aos equipamentos.

Os materiais montados há cerca de três décadas serão substituídos por isoladores que suportam mudanças drásticas de temperaturas neste período de Verão, aliadas a queimadas descontroladas que muitas vezes contribuem para cortes constantes do fornecimento de energia.

Os isoladores são equipamentos montados no espaço entre os cabos e as torres metálicas, servindo para evitar a energização dos postes que transportam energia eléctrica da Subestação de HCB do Songo à África do Sul.

Nesta época de preparação de machambas e de altas temperaturas, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa tem registado cortes frequentes na sua rede de transporte de energia eléctrica.

Ainda assim, no âmbito das celebrações do décimo aniversário da reversão da HCB ao Estado moçambicano, recentemente, o presidente do Conselho de Administração da HCB, Pedro Couto, disse que a situação económica e financeira da empresa é estável, apesar de algumas vicissitudes de origem hídrica em consequência do “El Nino”, que provocou seca na região e afectou o Zambeze e, consequentemente, os níveis de produção.

Acrescentou que o Conselho de Administração da HCB está empenhado na materialização plena dos programas definidos e inseridos no vasto programa da modernização da empresa para torná-la mais dinâmica, eficiente e competitiva na produção.

Segundo Pedro Couto, a HCB está segura e sólida, com uma estrutura empresarial preparada para implementar todos os planos.

“A empresa, nestes dez anos, existe e tem realizado os investimentos necessários, e vai continuar com o programa de manter a estrutura efectuando as remodelações que são necessárias para que exista eternamente, como é o desejo dela própria como do país”- realçou Pedro Couto.   

BERNARDO CARLOS

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11.10.2017   Banco de Moçambique

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