DOIS milhões de toneladas de produtos agrícolas diversos constituem o volume de excedentes disponíveis, na província da Zambézia, que poderão ser usados como reserva alimentar nos próximos tempos. Aquele volume, segundo o Director Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar, Jabula Zibia, corresponde as colheitas feitas até Junho último em que os rendimentos tinham atingido 5.7 milhões de toneladas de um total de 6.9 da produção esperada no final da safra 2016/2017.

Jabula Zibia disse que o volume de excedentes poderá crescer em função das colheitas conseguidas tanto na primeira como na segunda época. Sem entrar em detalhes, Zibia ajuntou que neste momento os técnicos da instituição que dirige estão a harmonizar os dados estatísticos referentes ao volume de produção agrícola com vista a formar um banco de dados mais completo sobre a situação alimentar e nutricional da Zambézia, cujo resultado poderá ser divulgado para o domínio público.

Aquele responsável sublinhou ainda que a segurança alimentar e nutricional está garantida, mas apela as famílias para não comercializarem todos os excedentes como forma de assegurar a sementeira para a próxima campanha agrícola, que inicia próximo mês, bem como as reservas alimentares em período de relativa escassez entre Outubro a Março.

Na ocasião, Jabula Zibia desmentiu rumores segundos os quais havia bolsas de fome em alguns distritos da província. Esclareceu a este propósito, que a informação disseminada foi mal interpretada. É que segundo ainda Zibia, entre Junho e Julho foi feito um estudo à escala nacional, incluindo a Zambézia, que indicava que 19 mil pessoas estariam a passar fome por terem vendido os excedentes.

 “ Essa informação acabou sendo interpretada como as 19 mil pessoas estivessem sem recursos alimentares, o que não é verdade, pois há muita produção em quase todos os distritos”, disse.

Entretanto, a Zambézia prevê a comercialização de mais de dois milhões de toneladas de produtos diversos na presente campanha de comercialização agrícola. A problemática de preços e mau estado das estradas tem vindo a caracterizar a campanha de comercialização, principalmente, de cereais.

Os distritos considerados de maiores produtores, nomeadamente Gurué, Milange, Alto Molocué, Morrumbala, Mocuba, Ile e Gilé, queixam-se do baixo preço praticado pelos operadores económicos. O preço de milho, por exemplo, está a ser comercializado a seis meticais, o que não compensa o esforço empreendido pelos produtores durante a campanha agrícola.

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