O AMBIENTE geral de paz que o país tem vindo a experimentar está a repercutir-se positivamente no relançamento do turismo em Gaza.  Como resultado disso, cerca de 36 mil turistas escalaram esta região nos primeiros seis meses.

Desse conjunto de visitantes, de acordo com informações tornadas públicas em Chidenguele, distrito de Mandlakazi, pela directora provincial de Cultura e Turismo, Emília Mapsanganhe, por ocasião da passagem, semana finda, do Dia mundial do turismo, acima da metade é constituída por cidadãos nacionais, que, por sinal, nos últimos tempos têm estado a cultivar de forma crescente o hábito e a prática do turismo interno.

Sabe-se ainda que os moçambicanos assumiram ao longo do período em referência a dianteira no que concerne ao acesso às unidades hoteleiras para o seu descanso com o registo de mais de 48 mil dormidas contra as cerca de 20 mil de estrangeiros.

Por outro lado, refere Emília Mapsanganhe, locais históricos como Nwadjahane, terra que viu nascer Eduardo Chivambo Mondlane, fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), e arquitecto da unidade nacional, a vila de Chilembene, berço do fundador da nação moçambicana, Samora Moisés Machel, constiuem ultimamente destinos   preferidos de turistas nacionais e estrangeiros interessados em buscar o conhecimento da nossa cultura e identidade. 

A estes pontos de interesse histórico-cultural e turístico se juntam igualmente as lagoas, reservas de caça, matas sagradas, que proporcionam aos visitantes momentos de lazer e de muita animação.

A nossa fonte referiu durante as festividades em Chidenguele, que o turismo tem vindo igualmente a prestar um grande contributo na renda familiar com a disponibilização de cerca de 2600 postos de trabalho em estabelecimentos, para além de inúmeros beneficiários directos.

Para tornar esta actividade rentável e sustentável, segundo a nossa fonte, o sector privado deve ser mais proactivo, oferecendo, por outro lado, serviços complementares aos seus clientes.

"Para   garantir que a província seja um destino turístico por excelência para além de prosseguir com a construção de novos empreendimentos, deve aliar essa actividade a outras, como a criação de agências de viagem, transporte e animação turística, por forma a facilitar a vida dos que procuram os nossos serviços  em Gaza,” disse Emília  Mapsanganhe.

Na mesma ocasião a governante referiu que apesar dos factores ditados pela actual conjuntura financeira nacional e internacional, o executivo de Gaza, continua determinado em tudo fazer por forma a facilitar investimentos em infra-estruturas de apoio ao sector de hotelaria e turismo.

Ainda no decurso das festividades, foi ainda enaltecido o papel da Universidade Pedagógica de Gaza, pela sua inestimável contribuição durante a semana alusiva às celebrações do Dia mundial do turismo, através da realização de palestras visando a sensibilização das comunidades e doutros actores sobre a necessidade de preservação dos recursos naturais e como tornar o turismo num instrumento para espevitar o desenvolvimento sócioeconómico do país.

OPERADORES CONFIANTES

ENQUANTO isso, algumas figuras ligadas à área do turismo na província que se fizeram presentes em Chidenguele, para a celebração daquela efeméride, foram unânimes em afirmar que o retorno do clima de paz e de estabilidade estão a concorrer decisivamente para o reatamento da actividade na região.

Para Nelson Busse, gestor do Hotel de Bilene, o ambiente é sem dúvida animador e isso já se reflecte na enorme presença de turistas neste início de verão, como também o início de reservas para a quadra festiva que se avizinha.

"Estamos a intensificar a promoção dos nossos serviços através de um site excepcionalmente criado para o efeito, tendo ainda a atracção de turistas estrangeiros, não só oriundos da África do Sul, como doutros cantos do mundo, e a mensagem de estarmos a viver num país de paz e segurança vai animar ainda mais os turistas desses países," disse Busse.

Daúde Valgy, responsável pelo pelouro do Turismo na CTA em Gaza, a paz vai catapultar o turismo no país, restando apenas aos operadores arregaçarem as mangas e trabalhar de forma árdua para recuperar o tempo perdido devido a factores ligadas à crise político-militar que se viveu na região central do país.

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