NUMEROSAS escolas do interior dos distritos de Panda, Homoíne, Morrumbene, Inhassoro, Mabote e Govuro estão às escuras em consequência da vandalização dos pequenos sistemas de distribuição de energia eléctrica através de painéis solares.

Esta preocupação foi manifestada no decurso dos trabalhos do segundo conselho coordenador da Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano realizado recentemente na cidade da Maxixe.

De acordo com a respectiva directora, Josefina Menete, a montagem deste equipamento foi possível na base da implementação do memorando de entendimento entre esta instituição governamental com o Fundo Nacional de Energia FUNAE, rubricado em 2008, tendo beneficiado 93 escolas até princípios deste ano.

Entretanto, segundo lamentou Josefina Come, as acções de roubo e vandalização dos sistemas reduzem os esforços do governo na busca de melhorias da qualidade de ensino, uma vez que em todas escolas atingidas, já não há aulas nocturnas, como também os serviços da secretaria acontecem a meio gás já que os computadores e outro equipamento não podem funcionar por falta da energia eléctrica.

“Não é só isso. Até os professores não se comunicam porque não podem carregar os seus telefones”, lamentou a directora.

Para estancar estas acções de vandalização, Josefina Come disse que os directores das escolas, em coordenação com os conselhos das escolas, estão a trabalhar com as autoridades administrativas, incluindo a polícia, para reforçar a vigilância nos recintos escolares de forma a impedir o fenómeno.

Com a electrificação das referidas escola, foram registados como benefícios, iluminação das salas de aula e pátio escolar, digitação e impressão de documentos diversos, projecção de filmes sobre programas educativos, além de carregamento de telefones dos docentes.

Josefina Come fez saber que o seu sector não se dispõe de fundos para a reposição dos painéis roubados, como também a falta dinheiro para reparação dos painéis vandalizados.

Por causa destes factores numerosas escolas voltaram à estaca zero, atrasando deste modo o processo de criação de melhores condições para o melhoramento da qualidade de ensino.

A nossa interlocutora acrescentou que decorre igualmente uma sensibilização nas comunidades, no sentido de serem vigilantes para denunciar os supostos vândalos.

“Estamos a trabalhar com os conselhos das escolas, comunidades circunvizinhas das escolas electrificadas, explicando a necessidade de ter uma escola com energia e sobretudo a sua vantagem”, explicou Josefina Come, para quem uma escola electrificada dinamiza o processo de desenvolvimento. Para garantir a aquisição de componentes avariados ou roubados e resgatar um funcionamento ininterrupto dos sistemas as escolas abrangidas por aquele tipo de projecto de electrificação são sensibilizadas a pagarem uma taxa mensal de 800 meticais. Com o pagamento deste valor, reduz-se o tempo de resposta a avarias, aumentando a disponibilidade de acessórios para substituição de componentes avariados ou furtados, para além de facilitar a realização de visitas periódicas de manutenção preventiva e correctiva.

Tomás Menete Júnior (colaboração)

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