MOÇAMBIQUE poderá contar, a partir do próximo ano, com o primeiro porto seco do país, uma terminal intermodal terrestre directamente ligada à EN1, EN6 e linha férrea Beira-Machipanda, nas províncias de Sofala e Manica, respectivamente.

O referido porto vai ser erguido no Inchope, principal cruzamento rodoviário da região Centro, onde se entrelaçam as duas estradas que ligam as zonas Sul, Centro e Norte do país.

Com efeito, o porto seco, que também será conhecido por Estação Aduaneira Interior de Inchope, vai constituir um terminal internacional de carga e desanuviar a concentração de mercadoria contentorizada destinada à exportação e importação a partir e/ou proveniente do Porto da Beira e dos países do “hinterland”, com especial enfoque para o Zimbabwe, Malawi, Zâmbia e República Democrática do Congo.

Ao nível nacional, o porto seco de Inchope poderá armazenar a carga proveniente das regiões Sul, Centro e Norte do país, destinada à exportação e importação, contribuindo também para aliviar o Porto da Beira. Para o efeito, a infra-estrutura estará ligada à linha férrea Beira-Machipanda, EN1 e EN6, que cruzam Inchope.

O chefe do posto administrativo de Inchope, Augusto Roque, que revelou o facto ao nosso Jornal, disse que o empreendimento pertence à empresa Nagy Investiments, de origem tanzaniana, proprietária dos transportes Nagy Investimentos, que operam nas rotas inter-provinciais do país. Em termos de previsão, a fonte acredita que o porto seco de Inchope poderá começar a operar a partir do próximo ano.

Para o efeito, Augusto Roque revelou ter sido cedido o terreno para a construção do empreendimento, tendo já arrancado as obras com a edificação dos respectivos escritórios. A infra-estrutura estará localizada a cerca de 500 metros do cruzamento de Inchope, defronte da actual balança localizada na parte norte do entroncamento.

Os custos do empreendimento e a data do início das operações não foram revelados, mas, Augusto Roque, assegurou que ao nível administrativo todos os procedimentos inerentes estão em curso junto das autoridades competentes.

O porto seco é um terminal intermodalterrestre directamente ligado por estradae/ou via férrea e/ou até aérea, sendo um depósito alfandegadolocalizado na zona secundária(fora do porto), geralmente no interior.

Recebe as cargas ainda consolidadas, podendo nacionalizá-las de imediato ou trabalhar como entreposto aduaneiro. Dessa forma, o porto seco armazena a mercadoria do importador pelo período que este desejar, em regime de suspensão de impostos, podendo fazer a nacionalizaçãofraccionada.

O mesmo processo pode acontecer na exportação, num sistema que permite que o exportador utilize o porto seco para depositar sua carga e, a partir do momento que esta entra, todos os documentos referentes à transacção podem ser negociados normalmente como se a mercadoria já estivesse embarcada.

Pelo sistema, o custo de armazenagemfica a cargo do importador e assim que a carga é colocada dentro do porto seco cessam as responsabilidades do exportador sobre ela. Além do seu papel na carga de transbordo, o porto seco pode também incluir instalações para armazenamento e consolidação de mercadorias, manutenção de transportadores rodoviários ou ferroviários de carga e de serviços de desalfandegamento.

Com o uso do porto seco de Inchope, as mercadorias exportadas já chegam ao porto marítimo da Beira, em Sofala, prontas para o embarque, enquanto no caso das importações, pode-se tirar as mercadorias daquele porto marítimo mais cedo, onde a armazenagem é mais caro.

VICTOR MACHIRICA

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11.10.2017   Banco de Moçambique

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