O CONSELHO Municipal de Guruè, na Zambézia, diz estar preocupado com a invasão dos passeios por parte dos vendedores informais, obstruindo, desta forma, a livre circulação de pessoas.

A ajuntar a isto, está o facto de haver automobilistas que circulam a alta velocidade, uma situação que também põe em perigo a vida de muitos transeuntes, particularmente de crianças e dos próprios operadores informais.

O chefe da edilidade, Orlando Janeiro, disse que a cidade já não dispõe de espaço para a edificação de novos mercados municipais e de outras infra-estruturas de interesse público para acomodar mais vendedores.

Por isso, o nosso interlocutor apontou para o facto de a cidade ter sido edificada no tempo colonial em função dos interesses empresariais e turísticos dos colonizadores, mas que nos últimos 20 anos registou-se uma explosão demográfica que, entretanto, não foi acompanhada pela construção de novas infra-estruturas.

A cidade de Guruè ocupa, actualmente, 102 quilómetros quadrados e as autoridades afirmam ter já solicitado às entidades competentes a extensão da actual área para 120.

O presidente do conselho municipal disse que técnicos do Ministério da Administração Estatal e Função Pública já estiveram naquela urbe para avaliar as condições geomorfológicas, mas que, até ao momento, não tem resposta em relação às pretensões.

Para Orlando Janeiro, a questão da exiguidade de espaço tem explicações históricas e culturais. Disse que quando o colono concebeu e construiu a cidade tinha apenas um interesse, a exploração do chá, não prevendo o crescimento da população.

“Na entrada e saída da cidade só temos plantações do chá, montanhas e vales. As pessoas viviam fora da cidade e só vinham para cá prestar serviços nas plantações e no final regressavam para os seus aposentos”, explicou Janeiro.

Entretanto, a promoção do turismo de contemplação e de aventura constitui um dos principais desafios da edilidade para o próximo ano.

A cidade de Guruè tem uma configuração geográfica que permite relançar o turismo e gerar receitas.

Ainda para 2018, a edilidade vai funcionar com um orçamento de 120 milhões de meticais para várias rubricas, nomeadamente de funcionamento e investimentos.

A reabilitação e melhoramento das estradas dentro do município, a aquisição de meios para reforço e melhoramento do processo de recolha e tratamento de lixo, arrelvamento do campo de futebol, entre outras intervenções, são as outras prioridades do Executivo de Orlando Janeiro para o próximo ano.

Jocas Achar

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