OS munícipes de Xai-Xai consideram que a edilidade deve imprimir maior dinâmica para melhorar suas vidas, particularmente na provisão de transporte público, reabilitação das vias de acesso, combate à erosão dos solos, entre outras preocupações.

No entanto, conforme anotaram, a despeito das dificuldades, notam-se alguns sinais de desenvolvimento da cidade, ainda que de forma tímida. Estas observações foram no sábado, dia em que Xai-Xai celebrou 56 anos de elevação à categoria de cidade.

Anastácio Matavel, secretário executivo do Fórum das Organizações Não-Governamentais de Gaza (FONGA), considera que, na área económica, a cidade está a regredir, justificando isso com o encerramento de diversas unidades hoteleiras.

Tal é o caso, conforme assinalou, da Mozambique Sun, instituição pertencente ao Instituto Nacional de Segurança Social, que constituía motivo de orgulho não só da urbe, como também de toda a região sul do país, pelas condições para a realização de grandes eventos.

“Não consigo entender como é que as autoridades locais assistiram impávidas e serenamente à transformação de uma estância turística que era uma referência na cidade numa mercearia. Este tipo de actividade devia ser expandida para a zona alta da cidade, que é onde reside a maior parte da população”, anotou Anastácio Matavel.

Na ocasião, o interlocutor defendeu a necessidade de a edilidade liderar o processo que vise atrair mais investimentos para a urbe, de forma a contribuir para a redução dos elevados índices de desemprego e criar mais espaço para a prática das actividades desportivas, com vista a ocupar os jovens e, desta forma, evitar que estes enveredem pelo consumo de drogas e a prática da criminalidade.

“Nota-se pouca intervenção na área social, fraca manutenção das ruas, muitas delas esburacadas, isso mesmo em zonas nobres da cidade. Por outro lado, outras estradas, na periferia, estão tomadas pela erosão. Estou ainda preocupado com a existência de estradas iniciadas e não concluídas, a exemplo da estrada Chiquelene/Wenela”, observou Matavel.

Por seu turno, Zulmira Francisco, directora da Universidade Pedagógica – Delegação de Gaza, disse que apesar de estar a residir na cidade há relativamente pouco tempo, três anos, agrada-lhe ver a edificação de diversas infra-estruturas habitacionais e comerciais, sobretudo nos bairros de expansão. Isto, conforme considerou, denota um certo crescimento e dinamismo empreendido pela edilidade na concessão de licenças para o efeito.

Zulmira Francisco congratulou-se, por outro lado, pelo facto de Xai-Xai ser uma cidade limpa, segura e tranquila, naquilo que constitui o lema das autoridades administrativas locais.

Na ocasião, a interlocutora destacou o empenho das autoridades municipais na abertura de vias de acesso no interior dos bairros, a construção e pavimentação das vias terciárias, o que, de acordo com as suas palavras, confere alternativas variadas de circulação pelas diferentes zonas residenciais da cidade, com particular destaque para a estrada alternativa da Wenela, que ajuda a resolver o problema de congestionamento da EN1.

“Penso que deve merecer maior atenção, como desafio para o município, o combate à erosão, que é o grande calcanhar de Aquiles desta cidade em quase todos os bairros. Como também o é notável a escassez dos meios de transporte público, a medir pelas enchentes nas paragens. Ainda assim, está de parabéns a cidade de Xai-Xai”, referiu.

Mansur Daúde vive há várias décadas na capital provincial de Gaza e testemunhou as diversas transformações ocorridas ao longo do tempo.

Empresário ligado à hotelaria há mais de 40 anos, dirigente desportivo de reconhecida competência, considera ser importante que se pare de crucificar o edil Ernesto Chambisse pela alegada estagnação em que a cidade se encontra.

“Vamos todos apoiar o nosso edil, porque no fim todos saímos a ganhar com essa colaboração, pois o que nos pode orgulhar é sermos donos duma cidade que é referência em todos os capítulos, desde a sua bela imagem que possa atrair todos que por aqui passam ou queiram visitar. Precisamos de melhorias na estética da urbe e, para isso, deve-se colocar ponto final à invasão dos passeios protagonizada, impunemente, pelos vendedores de rua”, anotou Mansur Daúde.   

 

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