A TIMBILA passa a integrar a diversidade de peças culturais expostas no Museu Internacional de Música de Cuba. Esta semana, um exemplar deste instrumento de música chopi foi entregueem Muane, distrito de Zavala, em Inhambane, ao Governo cubano.

Numa cerimónia que decorreu em casa do ícone da timbila, Venâncio Mbate, já falecido, Raul Quinones, embaixador de Cuba em Moçambique, recebeu o instrumento dos filhos do malogrado diante do governador de Inhambane, Daniel Chapo, e do saxofonista e etnomusicólogo, Moreira Chonguiça.

A iniciativa de colocar timbila na galeria museológica da capital cubana, Havana, pertence ao saxofonista Moreira Chonguiça que, depois de visitar o local, descobriu que Moçambique não estava representado nesta que é a maior montra mundial de instrumentos da música tradicional.

E na recente visita que o Presidente da Republica, Filipe Nyusi, efectuou à Cuba, o Governo cubano convidou Moçambique a colocar um instrumento que possa simbolizar a sua música tradicional.

Durante a entrega do instrumento, Daniel Chapo reconheceu o papel de Morreira Chonguiça na concretização desta iniciativa, afirmando que através da sua iniciativa, o jazzistaeleva o nome da timbila de Zavala, de uma forma particular, mas também, e de Moçambique, no cômputo geral.

Para Chapo, esta acção simboliza ainda a internacionalização do Festival M´saho, evento que promove a timbila e permitiu que ela fosse declarada obra-prima do património oral e imaterial da humanidade pela UNESCO, em Novembro de 2005.

“Queremos, com esta cerimónia,prestar a nossa merecida homenagem ao mestre Venâncio Mbande, que em vida muito fez pela promoção da timbila e da música tradicional chopi, dentro e fora do país”, afirmou Daniel Chapo. 

O Governador referiu, igualmente, que com este acontecimento, Moçambiqueestabelece uma relação histórica de cooperação com a República de Cuba, em vários ramos de actividades, incluindo a cultura.

“A timbila será exposta no Museu Internacional de Música, na República de Cuba, marcando deste modo a presença da timbila, de Inhambane e de Moçambique no mapa mundial e abrindo espaço para a preservação, internacionalização e promoção do nosso turismo cultural”, indicou Chapo.

Apelou a todos para preservarem e multiplicarem o Muendje, árvore usada no fabrico da timbila.

Por seu turno, o embaixador de Cuba referiu que com a entrada da timbila no museu cubano, Moçambique ocupa o seu lugar.

“Este acto, não deve ser entendido como mera entrega de uma timbila, mas sim uma representação simbólica das relações de amizade entre os dois povos moçambicano e cubano”, anotou.

Acrescentou que nutre uma admiração especial pela humildade e hospitalidade do povo moçambicano, particularmente de Inhambane, além da beleza da sua riqueza cultural.

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