AS obras de reabilitação da Fortaleza de São João Baptista, no distrito da Ilha do Ibo, serão concluídas no próximo ano, isto no quadro dos esforços do Governo visando impulsionar o turismo nesta região da província de Cabo Delgado.

O anúncio foi feito pela governadora de Cabo Delgado, Celmira da Silva, na apresentação à Assembleia Provincial, há dias, da proposta do Plano Económico e Social (PES) e Orçamento para o ano 2018.

A ideia é transformar a Fortaleza de São João Baptista do Ibo num centro de atracção turístico-cultural, abrindo ainda espaço para a realização de outras actividades de interesse comunitário e comercial.

No ano passado, o Governo encetou esforços junto dos seus parceiros de cooperação para o financiamento das obras de reabilitação desta infra-estrutura. O projecto estava sob responsabilidade da Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano.

Os documentos indicam que a Fortaleza de São João Baptista do Ibo é a segunda maior fortificação de Moçambique. Ela foi construída em 1781 e restaurada, pela última vez, em 1953.

Localizada junto ao mar, com planta no formato poligonal estrelado, a fortaleza possui no seu interior edificações de serviços, com capacidade para aquartelar cerca de 300 homens, uma capela, para além de estar artilhada com 15 peças de ferro.

Para além da Fortaleza de São João Baptista, existem ainda no Ibo o Fortim de São José (primeira fortificação erguida na Ilha do Ibo, em 1760, que se localiza na enseada da ilha e que viria a perder a sua função militar quando foi construída a Fortaleza de São João Baptista) e Fortim de Santo António do Ibo (1847) que em tempos funcionou como última peça defensiva do porto local.

A povoação do Ibo foi elevada à categoria de vila (1761) depois do desmembramento da província de Moçambique do Estado português da Índia (1752), constituindo-se, assim, na primeira capital de Cabo Delgado.

O Governo foi instalado em 1763 e era constituído de uma câmara municipal e tribunal.

Ibo conheceu o seu apogeu económico graças ao comércio de escravos, cuja abolição decretou um lento declínio económico que se consumou, politicamente, com a transferência das últimas repartições da administração de Cabo Delgado para Pemba (então Porto Amélia), em 1929.

 

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