AS esferas da política e da religião são importantes na garantia da vitalidade, desenvolvimento e estabilidade de um país como Moçambique, daí que nenhuma deve ser dissociada da outra.

Esta tese foi defendida pelo académico Brazão Mazula no lançamento há dias de dois livros seus, intitulados “Dialogando com a política e a religião” e “De Messumba à UEM: um percurso académico”.

Segundo o antigo Reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), instituição na qual ainda é docente, na obra “Dialogando com a política e a religião” sublinha-se que nem a política nem a religião não devem se cooptar, até porque nenhuma deve ainda considerar-se superior à outra, na medida em que ambas se complementam.

Composto por 11 textos, que são reflexões por si feitas sob forma de orações de sapiência, no livro “Dialogando com a política e a religião”, o autor desafia os moçambicanos a repensarem as relações entre a política e a religião na dinâmica do desenvolvimento nacional.

Cada uma dessas “aulas” foi sugerida pelas instituições nacionais e internacionais onde o Professor Mazula foi convidado a partilhar o seu conhecimento em forma de palestras, conferências ou colóquios em diferentes matérias sociais. E todos estes temas estão ligados ao contexto actual de Moçambique, por um período relativamente longo, mas também de África e, de uma forma geral, do mundo.

Convidado a apresentar este livro, o Director da Faculdade de Filosofia, Alberto Ferreira, que considera o livro de leitura obrigatória, referiu que estas reflexões versam sobre importantes temas da vida quotidiana e de interesse social e académico.

Citando o autor, Ferreira disse que a religião e a política são duas realidades que devem ser vistas em letras maiúsculas, pois, “queiramos ou não, elas nos invadem e dirigem as nossas vidas desde o nosso nascimento até a nossa morte. Seja um ateu, agnóstico ou apolítico”.

Já o livro “De Messumba à UEM: um percurso académico”, esta é a forma criativa que Brazão Mazula encontrou para publicar o seu Curriculum Vitae, contando o seu percurso desde a entrada na escola, em 1951, para fazer a 1ª Classe, na Escola Primária da Missão Anglicana de Messumba, na Província de Niassa, até 2016, ano em que prestou as provas públicas a Professor Catedrático em Filosofia da Educação na Faculdade de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane.

Sobre esta obra, o autor relatou que não tinha a intenção de a publicar porque foi uma das exigências para a candidatura à Cátedra na UEM, acabou cedendo à pressão de colegas.

 

 

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