O músico Gabar Mabote lança sábado, na cidade de Maputo, o seu primeiro álbum, intitulado “Unganipoile”, depois de mais de 30 anos de uma carreira marcada por sucessos e episódios que o afastaram dos palcos e obrigaram-no a viver na “invisibilidade”.

Dos problemas enfrentados pelo artista destaca-se o envolvimento com bebidas alcoólicas e doença, que tornaram a sua condição física e financeira débil.

Apesar dos dramas da vida, a voz do músico manteve-se impudente e firme e com ajuda de amigos decidiu gravar “Unganipoile”, língua rhonga falada na região sul de Moçambique que significa “Não goze comigo”.

Com o trabalho discográfico, Gabar pretende afastar as críticas e mostrar que a mudança é possível, com perseverança e o suporte de amigos.

O álbum é composto por 14 músicas, sendo dez sucessos que marcaram o seu percurso e quatro inéditas. A gravação do disco começou em Novembro do ano passado e o lançamento do disco é patrocinada por um parque de estacionamento localizado no Malhazine, bairro onde o artista cresceu e se fez homem.

“Fiquei muito emocionado, quando vi os exemplares deste meu primeiro disco oficial. Há muito que aguardava por esta oportunidade e por este momento. É uma honra, porque, quando comecei a cantar nas salas de cinema e nas casas de pasto fiz o meu nome, vão já 30 anos”, contou recentemente Gabar Mabote ao jornal “O País”.

Gabar Mabote celebrizou-se nos finais da década 1980 e início dos anos 1990, com temas como “Helenane” e “Dana Ndzole”. No entanto, há mais de três décadas que lutava para conseguir finalizar e lançar o tão almejado álbum.

“Lembro-me que gravei músicas nos estúdios da Rádio Moçambique, em 1986, e houve tempos que tentei negociar a gravação de um disco meu. Não tive possibilidades e, a partir daí, comecei a afastar-me”, detalha.

No álbum, encontramos um Gabar Mabote com mensagens esclarecidas, que criticam e lançam sugestões para a melhoria da sociedade. Assim, depois do lançamento do disco, o músico espera ter mais oportunidades para mostrar o seu trabalho.

“Tenho uma bagagem que me está a pesar. Estava à espera desta oportunidade para descarregar em disco. Possuo muitas músicas, porque nunca parei de compor. Se houver mais oportunidades, entro no estúdio e gravo temas com qualidade”, concluiu.

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