Os adolescentes que integram o More Jazz Big Band participam esta manhã num workshop de jazz orientado pelo quarteto Camille Thurman & The Darrell Green Trio, conjunto norte-americano que desde segunda-feira está no país.

O evento, a ter lugar no Centro Cultural da Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, culminará com uma sessão musical na qual Moreira Chonguiça, parceiro da Embaixada dos Estados Unidos e que organizou a vinda dos jazzistas, estará entre os músicos presentes. Aliás, um dos momentos mais altos do evento será quando Chonguiça e o More Jazz Big Band fizerem uma acção conjunta com a banda Camille Thurman & The Darrell Green Trio.

Na ocasião, Camille Thurman (voz e saxofone tenor), Darrell Green (bateria), ambos líderes do conjunto, Saadi Zain e David Bryant vão partilhar a sua experiência de trabalho que é tecida num contexto, dos Estados Unidos da América, em que a música é integrada na educação e cujo mercado é renhido e exigente, com uma crítica actuante.

Por exemplo, o portal norte-americano especializado em jazz,All About Jazz, caracteriza Camille Thurman como “uma saxofonista de primeira classe que sopra o proverbial telhado do lugar”.

No que diz respeito à voz da vocalista do quarteto, outra publicação especializada,Ginny's Supper Club, associa-a à lendária Ella Fitzgerald e Betty Carter pela sua habilidade na execução do scat que estas figuras notabilizaram e eternizaram.

O artigo em referência frisa que Camille Thurman esbanja uma “inflexão emotiva e notável, proezas de Fitzgerald-esque scat”.

Já o baterista californiano Darrell Green é um músico que não se fecha, tendo já estabelecido parcerias de grande relevância no próprio jazz, na música latina e no estilo musical da África Ocidental.

“Eles aprendem música desde criança”, situa o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, destacando que, “desde novos, entretêm-se com a música nas igrejas, escolas, jardins dos bairros, nas ruas…”.

 O saxofonista moçambicano considerou Camille Thurman boa referência que resulta de um contexto em que se investe na educação, daí referir que vai ser produtivo para os participantes do evento “beberem daquela água”, sobretudo a pequenada que integra o More Jazz Big Band.

Quanto ao “jam session” que precede o workshop, Moreira Chonguiça explicou que, como é regra nessas circunstâncias, a música será espontânea, irá acontecer naquele momento em palco, mesmo porque, esclarece: “Para o ‘jam session’ não se ensaia”.

No final do dia, o quarteto Camille Thurman & The Darrell Green Triovai dar um espectáculo restrito no Conselho Municipal de Maputo.

Desmistificando o elitismo do jazz

A banda americana de jazz Camille Thurman & The Darrell Green Trio, que desde semana passada efectua um périplo pelo país, desmitificou o elitismo que se julga caracterizar este género musical.

Numa sessão musical realizada na quinta-feira na cidade da Beira, em Sofala, o quarteto afirmou que o jazz representa o amor que deve ser partilhado de todos para todos.

Além de actuar para todas as camadas sociais sem cobrar ingresso, a banda norte-americana partilhou igualmente os seus conhecimentos artísticos com alguns músicos da cidade da Beira, na Casa Provincial de Cultura.

Por exemplo, a jazzista Camille Thurman explicou que o jazz é a maior representação do amor pela vida e pelas artes, sendo que as suas actuações inspiram a paz e o bem-estar.

Para Darrell Green, apesar dos desafios que caracterizam este género musical, a ponto de algumas pessoas pensarem que é um estilo de música somente para gente de elite, ele significa liberdade a todos os níveis e busca um bem-estar sem fronteiras.

O quarteto, composto por Camille Thurman (saxofone), Saad Zain (baixista), Darrel Green (baterista) e David Bryant (piano), mostrou o que de melhor sabe fazer, tocando alguns números seus para a satisfação do público que esteve presente na Casa Provincial de Cultura.

Entretanto, a oficial de relações públicas da Embaixada norte-americana em Moçambique, H.Joy Peters, referiu que ampliar o número de contactos com pessoas ligadas às artes, sobretudo à música, é o que moveu o seu governo a promover este intercâmbio com os moçambicanos.

“Achamos nós que esta era uma oportunidade para partilhar ideias e experiências entre os jazzistas norte-americanos e os músicos moçambicanos. Este intercâmbio é extremamente útil porque permite que os artistas se conheçam e aprendam uns dos outros”, anotou Joy Peters.

A Universidade Pedagógica esteve representada por Raimundo Mulhaisse, que disse que a presença dos artistas americanos constitui uma oportunidade para se divulgar o jazz nas zonas onde ele não é muito conhecido, como é o caso da província de Sofala.

Referiu que, no âmbito da promoção cultural,  os Estados Unidos da América têm apoiado a sua instituição na realização de algumas actividades, sendo que no Cantinho “Rosa Park” está implantado um espaço de leitura que conta com mais de mil livros. 

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