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OS Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) decidiram apoiar a produção de manuais do projecto de ensino bilingue nas escolas de condução em Moçambique. O facto foi anunciado ontem pelo director do gabinete de comunicação e imagem desta empresa, Adélio Dias.

Sem revelar os montantes envolvidos, a fonte disse que para além do seu “core business”, os Caminhos de Ferro de Moçambique têm uma política de apoio multiforme, no âmbito da sua responsabilidade social, no quadro da qual decidiu apoiar a iniciativa da Escola de Condução Pontifícia Académica, que conta com o suporte didáctico da Universidade Pedagógica (UP) e o Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER), como regulador.

Segundo afirmou, trata-se dum projecto inédito e inovador no país, porque vai de encontro com a política do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano de introdução das línguas nacionais no ensino.

“Olhando para aquilo que são as estatísticas da alfabetização, nós acreditamos que adoptando o ensino das línguas nacionais pode muito bem contribuir para apreensão de conteúdos funcionais, daí que vimos a necessidade de contribuir para a viabilização deste projecto”, sublinhou.

 Adélio Dias manifestou-se esperançado que o ensino bilingue nas escolas de condução no país traga uma mudança na redução dos acidentes de viação que diariamente ceifam vidas e provocam danos materiais avultados.

Frisou que o ensino das línguas nacionais nas escolas de condução é de extrema importância, pois responde à preocupação de um número considerável de pessoas que, por exemplo, não sabem ler, têm dificuldades de expressar ou exprimir as suas ideias e sentimentos em português durante as aulas teóricas de condução.

“Tudo isso fez com que o Conselho de Administração abraçasse esta causa e esperamos que outras entidades também apoiem-na, a fim de dar os passos necessários e os resultados esperados. Nós entramos na vertente de produção de manuais. É uma ideia que já está com pernas a andar”, disse, sublinhando que a iniciativa da Escola de Condução Pontifícia Académica irá ajudar muitos moçambicanos, sobretudo na componente do emprego.

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