Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A COMPOSIÇÃO tripla “Ku Ringhisa”, da autoria do jovem Estevão Chissano, foi escolhida para a abertura e encerramento, esta noite no Teatro Avenida, em Maputo, da II série de concertos da Temporada de Música Clássica Xiquitsi 2018.

“Ku Ringhisa” foi interpretado quarta-feira durante a abertura desta série pela violinista japonesa Maya Egashira, que emprestou os seus saber e sabor na interpretação deste tema que tem três partes, nomeadamente Introdução, Liyendzo (Viagem) e Hi wu moçambicana (À moda moçambicana).

Estevão Chissano é um jovem moçambicano residente no bairro “Maxaquene D” e estudante do curso de Geologia na Universidade Eduardo Mondlane. Estreou-se no mundo da música, primeiramente, na igreja, no grupo coral, e depois se integrou no projecto Xiquitsi, onde teve a oportunidade de revitalizar as suas habilidades através do ensino colectivo da música e da convivência com diversos profissionais da música clássica provenientes de diferentes pontos do mundo.

Fruto desta convivência, e através do trabalho realizado na classe de composição que teve início em 2015, este jovem brilhante fez a sua primeira composição de música clássica que marcou a abertura da Temporada de Música clássica de Maputo na sua primeira série.

Uma obra que tem despertado atenção de diversos admiradores da música clássica, tem como titulo “Kyrie; Letra: Kyrie eleison. Kriste eleison” Significa: Senhor misericórdia. Cristo misericórdia.

Chissano surge com esta peça e tende a ganhar notoriedade no Xiquitsi, desde a apresentação da sua “Missa na Quarta Temporada” do projecto, no ano passado.

Mas, a noite musical começou com a interpretação de A. Scarlatti Nel Core para tenor e contínuo na voz de Timóteo Bene Júnior.

Com efeito, o Xiquitsi celebra este ano o seu quinto aniversário. E Kika Materula, directora artística deste projecto, afirmou que não haveria melhor forma de celebrar que não fosse através da música. É neste contexto que, este ano, ao invés das habituais três, haverá cinco séries de concerto.

“Celebramos os cinco anos dedicando a nossa temporada ao maestro José António Abreu, fundador do projecto mãe, conhecido como ‘El-Sistema’, que inspira o Xiquitsi e mais de 55 países em todo o mundo”, disse Kika Materula.

“El- Sistema” nasceu em 1975 na Venezuela pela mão de António Abreu, homem que se pode descrever como o maior e visionário musical contemporâneo, que perdeu a vida no passado dia 24 de Março, com 78 anos de idade.

António Abreu deixou uma grande herança, que já dá frutos, incluindo em Moçambique, parte dos quais exibiram o seu talento e potencial na abertura quarta-feira do Xiquitsi.

“Para aqueles que apoiam, patrocinam, e nos têm acompanhado ficarão, tal como eu, orgulhosos do resultado dos cinco anos de investimento na formação cultural, intelectual, musical e humana de crianças e jovens em Moçambique”, reforçou Kika.

Esta série de concertos junta os instrumentistas internacionais Maya Egashira, Peter Martens, Luís Magalhães, David Juritz, Pedro Muñoz, Juan Rivas, Ainoã Cruz, estes dois últimos professores convidados do Xiquitsi.

A mesma prossegue no Teatro Avenida, encerrando amanhã, onde será inaugurada uma exposição de pintura alusiva aos cinco anos da iniciativa.

A mostra é do artista e designer gráfico Titos Pelembe que colabora com o projecto e pretende, através da mesma, angariar fundos para dar continuidade à sua formação em Portugal.

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