Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

“A FORMIGA Juju e a borboleta mwarusi”, mais do que um simples livro para as crianças, insta-as a perspectivar o seu futuro, lutandocontra práticas que inibem o seu desenvolvimento, uma delas as uniões prematuras.Um problema sociale actualno nosso país, sobretudo naszonas interurbanas.

Além de educar e levantar esta discussão, o livro activa a criatividade destas ao dar-lhes a oportunidade de pintar os seus sonhos e escolher o desfecho da personagem principal da estória,a “mwarusi”, que significa menina em emakwa.

Pois, defende-se, neste livro que “saber ler e escrever dá-nos asaspara voar”.E,continua, “para alcançar o teu sonho,nunca deixes de estudar”.

Ademais, incentiva os menores a alargar o vocabulário, fazendo consultas ao dicionário, e a valorizar as línguas nacionais.

Este é o quarto trabalhoda autoria de Cristiana Pereira, uma escritora portuguesaque trabalhou em parceria com o movimento social “A formiga juju”e a “Girl move foundation”,uma organização que promove a educação da rapariga em Moçambique face ao combate às uniões prematuras.

“MABUKU YAHINA” LEVA O LIVRO ÀS ESCOLAS

Filipa de Sousa, da “MabukuYahina”, indicou que desde 2012 “A formiga Juju” brinda as bibliotecas escolares e as maletas de leitura comlivros de diferentes temáticas.

Acrescentou que, para além de promovera literatura infantil, o movimento apoia-se emoutras formas artísticas, como a dança, a música e o teatro para garantir que as crianças que não sabem ler, ainda, também aprendam, mas de uma forma lúdica.

Segundo Válter Zand, ilustrador das obras, já foram lançados quatro contos, sendo que a primeirafoi intitulada“A formiga Juju na cidade das papaias”, esteensinava os pequenos a preservar o meio ambiente,de modo agarantir o equilíbrio ecológico.

De seguida surgiram outros, como “A formiga Juju e o sapokaribu”, um bicho mudo, que representa os meninos com necessidades educativas especiais, que muitas vezes enfrentam dificuldades para a sua inserção social e “A formiga Juju e o professor mosquito”, que retrata aproblemáticada maláriaque, infelizmente, tem ceifado vidas, principalmente de crianças menores de cinco anos de idade.

Recentemente, a formiga aparece a contar o drama de muitas meninas que viram os sonhos destruídos por causadas uniões forçadas.

Segundo Sandra Mendes, da “Girl move Foundation”, é importante dar atenção a este assunto, pois a falta de informação concorre para a tomada de decisões emina o futuro das adolescentes.

“Nós consciencializamos não só a rapariga sobre as consequências da união prematura,que vão desde o abandono escolar, gravidezes precoces, abortos e até ao risco de vida, mas também instamos os pais e educadores a proteger as filhas contra todos este riscos”, explicou.

Mendes apontou que, vezes sem conta, enfrentaram dificuldades para transmitir esta mensagem, porqueos “casamentos” antecipados são vistos como prática cultural das comunidades.

“Após o aparecimento da menarca,são feitos os ritos de iniciação e a menina é automaticamente considerada mulher e preparada para se juntar a um homem. Então, quando sensibilizamos a comunidade a rever esse ponto de vista,fecham-nos as portas, alegando que estamos adesvalorizar a cultura”, afirmou Mendes.

“MWARUSI” EM TEATROPARA ABRANGER MAIS CRIANÇAS

Nalgumas vezes a mensagem escrita não chega ao público-alvo, devido àfalta de habilidades de leitura, escrita e até mesmo dom doinício da língua portuguesa.

Para vencer esta barreira, os artistaspretendem recriara estória em representação teatral.

“Nós queremos que a mensagem abranja toda a gente, sobretudo aos educadores. Entendemos que através da representação e em línguas nacionais podemos ir mais longe”, completou Mia Temporário, “design” do livro.

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