Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O QUOTIDIANO de alguns alemães que estiveram a residir no país entre 1981 e 1989 no âmbito da amizade entre Moçambique e a extinta República Democrática da Alemanha (RDA) estarão patentes numa exposição fotográfica que será inaugurada hoje no Centro Cultural Franco-Moçambicano em Maputo.

Intitulada “RDA em Moçambique”,a mostra de Katrin Barh, acadêmica, coleccionadora e curadora alemã, é composta por mais de 700 fotografias que se movem numa projeção em “slide”, exibindo o detalhe das imagens.

Os registos foram feitos por fotógrafos amadores que trabalharam em Moçambique, com intuito de arquivar nos seus acervos pessoais a memória dos momentos que passaram no país.

“As fotografias dão uma visão sobre os locais de trabalho e relações dos cidadãos da RDA, a vida familiar, excursões ao país, actividades de lazer e encontros com o povo moçambicano”, lê-se na nota de imprensa que chegou ao “Notícias”.

Por outro lado, a exposição, de alguma forma, ilustra as rotinas dos moçambicanos no contexto da guerra de desestabilização, pouco depois do fim da opressora colonização portuguesa.

Conforme o documento acima referido, as fotografias representam uma contra-narrativa para as fotografias do Estado em circulação na RDA, que enfatizaram as conquistas da cooperação para o desenvolvimento e da solidariedade internacional.

A intenção de Katrin Barh, que morou na Beira por dois anos quando o seu pai trabalhava na construção da rede ferroviária local, é revesti-la de um novo significado para o discurso da memória do trabalho estrangeiro da RDA, dando a possibilidade de actores anônimos dessa narrativa contarem a sua versão dos factos.

Nesse sentido, a exposição busca empregar um sentido humano a este momento histórico ao transcender os discursos políticos para mostrar o seu ambiente e os encontros com os moçambicanos na vida prática, na troca de afectos.

A disposição das fotografias não segue a ordem cronológica, pois, guiada pela lógica das artes contemporânea, a curadora pretende incentivar o público a ter seus próprios pensamentos sobre onde e quando as fotos foram tiradas.

“Uma abordagem individual é criar espaço para reflexão, enfocando as relações pessoais, políticas e culturais dos fotógrafos”, lê-se na nota de imprensa.

O tratado de amizade entre Moçambique e a República Democrática da Alemanha foi concluído em 24 de Fevereiro de 1979. Foi nesse contexto que o país recebeu várias famílias alemãs que apoiaram em áreas como educação, pesca, indústria extractiva, agricultura e saúde. Em média, ficavam entre dois e três anos e estavam espalhados por todo o país.

Katrin Bahr estudou Ciências Sociais na Universidade Humboldt, em Berlim, antes de ir como um oficial de relações públicas para uma organização sem fins lucrativos nos Estados Unidos em 2007.

Em 2011, ela começou seus estudos de doutorado na Universidade de Massachusetts, em Amherst, onde ela pesquisa o quotidiano dos cidadãos da RDA na década 80. Além de uma representação visual do trabalho e da vida dos cidadãos da Alemanha Oriental em Moçambique, Katrin Bahr incide sobre as mulheres que contribuíram como especialistas ou esposas acompanhantes, sua parte na compreensão do funcionamento da RDA no exterior.

Sábados

TEMA DE ...

O RESPEITO pelo bom profissional de saúde, reconhecendo publicamente ...

CLICKADAS

...

TEMOS dito muitas vezes, aqui, que continuam enganados aqueles que pregam o ...

Conselho de administração

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

Siga-nos

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction