Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

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OS espaços onde as pessoas circulam são parte da sua identidade, pelo que a sua lógica deve ser preservada em casos de requalificações, conforme ilustra a exposição “Futuros da Mafalala”, inaugurada recentemente naquele bairro emblemático na história do país na cidade de Maputo.

 

A mostra está patente no Lima’s Bar e é composta por fotografias e maquetes que ilustram três hipóteses para a reconstrução da Mafalala, que enfrenta problemas básicos de saneamento de meio, distribuição irregular dos terrenos, onde as casas estão instaladas.

O projecto foi concebido por Remígio Chilaúle, docente na Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane (FAPF-UEM), e Johan Mottelson, professor de arquitectura na Copenhagen-Dinamarca (KADK).

A mostra traz os três possíveis cenários de desenvolvimento urbano do bairro para os próximos anos, que são o crescimento não-regulado, a intervenção radical e a intervenção consciente, que respeita o contexto. Este último é o ideal, pois, mantém a lógica da vida dos residentes do bairro.

“Concebemos uma hipótese que preserve as rotinas dos moradores”, explicou Remígio Chilaúle, fazendo alusão aos vários espaços públicos onde se dá a vida dos “mafalalenses”.

A intenção, prosseguiu, é preservar as virtudes sociais das comunidades, como, por exemplo, o prazer que vários senhores têm de sentar-se na via pública para jogar o tradicional “ntxuva” nas sombras de árvores, algumas frondosas que ainda se encontra em vários pontos do bairro.

Esta preocupação, conforme explicou Remígio Chilaúle, deve-se à consciência de que o meio no qual o indivíduo está inserido, os edifícios, a configuração dos espaços públicos e privados, participa na construção da sua personalidade e identidade.

“Gostaríamos de ver a condição de vida destas pessoas a melhorar, mas sem alterar os seus traços identitários”, assumiu o arquitecto. O actual cenário é de construções precárias, algumas convencionais, ocupação arbitrária e problemas de saneamento. 

A iniciativa abarca a possibilidade de identificar-se algumas casas de madeira e zinco emblemáticas por terem acolhido algumas figuras históricas, para preservar, enquanto património cultural.

De referir que o estudo de caso ainda está em andamento e que o projecto, nesta fase, de acordo com os dois arquitectos, é conceber uma proposta de como requalificar o bairro, mantendo as suas particularidades. 

A área seleccionada para o efeito corresponde 100 metros quadrados na zona central do bairro, próximo ao campinho da Mafalala, onde Eusébio, descalço, deu os primeiros toques à bola.

O perímetro possui 10 casas de madeira e zinco, 18 árvores de médio e grande porte e uma praça pública.

“Apesar do estado de conservação das casas, da infra-estrutura pública insuficiente, de aparente desordem e insegurança que caracteriza o bairro, a área tem qualidades urbanas de grande valor”, lê-se numa das notas explicativas na exposição.

O bairro da Mafalala dista a dois quilómetros a norte do centro da capital do país, sendo que a sua implantação data, conforme o arquitecto             Nuno Gonçalves no livro “Mafalala: Memória e espaços de um lugar”, do primeiro quartel do século XX.

 Repleto de história e multicultural, é um bairro que “à medida que se penetra nas estreitas e labirínticas vielas, vai-se sentindo o espírito do local formado por encontros de culturas”, escreveu Nuno Gonçalves.

“Futuros da Mafalala” realiza a sua segunda exposição ao público, desta vez na Mafalala, após ter sido apresentada em Copenhagen, na Dinamarca, no âmbito da colaboração entre os arquitectos.

A segunda exposição é uma colaboração de docentes das faculdades de Arquitectura da UEM (FAPF) e de Copenhagen-Dinamarca (KADK), com apoio da KADK e da Associação IVERCA.

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