Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A PRODUÇÃO de livros literários com qualidade e em quantidades suficientes, permitirá dar visibilidade internacional ao trabalho dos escritores africanos da língua portuguesa, afirmando-os como incontornáveis neste panorama. Leia mais

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DECORRE de hoje a sábado a 4.ª edição da Feira do Livro de Maputo, que terá lugar no Jardim Tunduru, na baixa da capital do país, e que junta, ao lançamento de livros e saraus de cultura, debates sobre a dinâmica cultural nacional e do mundo. Leia mais

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A ATRIZ moçambicana Melanie de Vales Rafael, de 23 anos, está nomeada pela Academia Sotigui, do Burquina Fasso, para o Prémio de Melhor Jovem Actor Africano, edição 2018, pelo personagem Rosa, no filme “Comboio de Sal e Açúcar”.

Do realizador Licínio Azevedo na longa-metragem, Rosa é uma jovem enfermeira formada na cidade sem nenhum contacto directo com a guerra de desestabilização, não obstante embarcou porque pretendia prestar o seu serviço no Centro de Saúde de Cuamba.

É durante a viagem que ela vive, na pele, as atrocidades daquela contenda. E em meio ao caos, ainda houve espaço para o amor, tendo ela se apaixonado e entregue ao militar Taiar, interpretado pelo angolano Matamba Joaquim.

A cerimónia de entrega dos “Prémios Sotigui” terá lugar de 29 de Novembro a 1 de Dezembro. Trata-se de um evento organizado pela Academia em colaboração com o FESPACO, o mais importante festival de cinema africano, que se realiza anualmente em Ouagadougou.

Antes de participar como actriz principal do filme pelo qual foi nomeada, rodado em 2014, Melanie havia tido a sua estreia em cinema no filme “República das Crianças”, do guineense Flora Gomes, rodado em Maputo, em 2010.

“Não imaginei que a minha carreira começada há pouco tempo atingisse esta fasquia”, disse a atriz em reação à nomeação, na manhã de ontem, em entrevista telefónica cedida ao “Notícias”. 

A jovem disse que premiações de género para uma indústria cinematográfica pequena como a moçambicana abre espaço para que se perceba o potencial existente e, quem sabe, a partir dai se explorar a variedade de histórias que o país pode contar.

Abre a possibilidade, prosseguiu, de mais intercâmbio e permite as pessoas envolvidas nas produções cinematográficas nacionais a sonhar com saltos e voos maiores, pois está a ficar claro que é possível ir mais longe.

“Para mim já é um prémio, sobretudo, porque as pessoas ao meu redor insistiam que eu apostasse noutra carreira que desse mais segurança, mas eu insisti porque amo isto que faço”, disse Melanie de Vales Rafael.

A sua expectativa é que mais mulheres tenham a mesma visibilidade, reconhecendo que para tal é preciso que elas se envolvam mais em toda a cadeia de produção.

“Rosa é uma mulher que lutou pelo direito das mulheres por essa razão eu acredito que ela estaria orgulhosa”, expressou referindo-se à personagem que a possibilitou a nomeação na categoria de Melhor Jovem Actor Africano.

Licínio Azevedo, realizador do western “Comboio de Sal e Açúcar” considerou que tal constitui um passo importante para o cinema nacional, sobretudo vindo de uma academia com o significado que a Sotigui, do Burquina Fasso, tem.

Apesar de nos diferentes eventos internacionais em que estiveram na sequência do filme ter observado que surgiram vários convites para a Melanie de Vales Rafael participar de várias produções “foi uma surpresa boa saber desta nomeação”, comentou.

O “Comboio de Sal e Açúcar” já recebeu vários prémios em festivais internacionais, sendo o mais recente o de Melhor Realizador, em Los Angeles, nos Estados Unidos, no PAFF – Festival de Cinema Pan-Africano.

Recentemente, o filme teve exibição comercial em salas de cinema de vinte cidades brasileiras, tendo estado em cartaz em algumas delas por quatro semanas consecutivas, sendo um dos raros filmes africanos a conseguir esta projeção naquele país. 

 

 

 

 

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A LITERATURA moçambicana terá mais livros traduzidos no Reino Unido, na sequência da participação da tradutora moçambicana Sandra Tamele, na Conferência de Tradução Literária no Breadloaf Campus em Ripton, Vermont, Estados Unidos de América.

A possibilidade de marcar presença nesse evento, surgiu na sequência da candidatura que submeteu, em Janeiro, um manuscrito com a tradução inglesa do livro de poesia “DESdENHOS”, do escritor moçambicano Hélder Faife.

“Submeti uma candidatura que foi aceite e beneficiou de uma bolsa da Fundação Bakeless Neson”, explicou a tradutora que, na sequência, descreveu 2018 como um ano intenso e produtivo para a tradução literária.

Durante a semana em que a conferência decorreu, Sandra Tamele conta ter travado contactos com vários editores renomados, alguns do Reino Unido, que requisitaram obras literárias moçambicanas para leitura num grupo de 18 tradutores de todo mundo para selecção e possível publicação nos seus países.

Por outro lado, uma vez que se celebra a 30 de Setembro, o Dia Internacional da Tradução, no país, as celebrações começam amanhã.

Com efeito o anúncio dos premiados da 4ª Edição do Concurso de Tradução Literária, a ter lugar no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), será o evento que marcará as celebrações.

Organizado pela S M Traduções, E.I., com o CCFM a premiação consistiu na tradução das línguas francesa, italiana e inglesa para a portuguesa de quatro contos premiados nos seus países.

Trata-se de Ataque de chats de Marguerite Abouet, Bad Dreams de Tessa Hadley, Liquida de Anna Felder e The dogs of Tessaloniki de Kjell Askildsen, sugeridos pelas representações diplomáticas em Maputo.

“O objectivo do mesmo é estimular tradutores iniciantes ou potenciais à prática tradutória ao premiar os três melhores textos com valores monetários, livros e diplomas”, esclarece a nota de imprensa que chegou ao “Notícias”.

Ainda na sequência das referidas celebrações ATIM (Associação de Tradutores e Intérpretes de Moçambique), participará entre 28 e 30 do mês corrente no Congresso Trienal da congénere sul-africana, SATI.

De acordo com Sandra Tamele, membro fundador, a agremiação está neste momento a reunir-se para eleger os órgãos sociais, de modo a realizarem uma Assembleia Geral, que, por sua vez, possibilitará a participação da associação no Congresso Mundial da Federação Internacional de Tradutores, em Cuba em 2020.

A 30 de Setembro, tradutores e intérpretes em todo o mundo celebram o Dia Internacional da Tradução. A data foi instituída pela UNESCO em 1991 no dia de São Jerónimo, tradutor da primeira versão da Bíblia em Latim (a ‘vulgata’) e santo patrono dos tradutores.

O tema definido pela Federação Internacional de Tradutores para celebração da data em 2018 é: “Tradução: agente para promoção do património cultural num mundo em mudança”. Em Moçambique, o Dia Internacional da Tradução é celebrado desde 2010.

 

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NO ano de 1983 uma instituição de ensino mostrou que era possível leccionar arte. Hoje passam 35 anos e os alunos e ex-alunos da Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV) exibem, numa exposição, as suas obras de cerâmica, grafismo, têxteis, artes visuais para homenagear a entidade que os formou.

A mostra “Retrospectiva 35 anos”, patente no Auditório do BCI, na cidade de Maputo, até 29 do corrente mês, exalta o percurso da ENAV e o trabalho que a mesma realizou para o engrandecimento das artes plásticas em Moçambique.

Segundo a directora desta instituição de ensino, Ricardina Marcos, as obras expostas são belas pelas técnicas e emoções usadas para a sua concepção e pela intenção que carregam: exaltar a Escola Nacional de Artes Visuais.

Domingos Artur, em representação do Ministério da Cultura e Turismo, apontou que a mostra expressa o trabalho desenvolvido por jovens desta escola nas diferentes áreas profissionais, para a sua contribuição na promoção das artes, cultura e desenvolvimento do país.

“Pelo seu tema, pelas suas cores, traços, curvas e construções criativas, a exposição convida-nos à reflexão sobre o percurso pedagógico e artístico desta escola. A mostra deixa-nos o desafio de repensar continuamente o futuro e rumo que pretendemos conferir ao ENAV”, disse.

Disse ainda que a exposição reflecte o potencial que a cultura representa como vector de profissionalização, geração de rendimentos, emprego e autoemprego.

“Centenas de profissionais formados nesta entidade operam no mercado do trabalho, na maioria, gerindo suas próprias empresas”, acrescentou.

Victor Sala, antigo director das “Artes Visuais”, apontou que os formados nesta entidade de ensino são especiais e devem ser tratados de igual forma. A formação dos mesmos, sublinhou, é um processo complexo, pois a arte tem as suas particularidades.

Outro antigo director desta instituição é o artista plástico e curador Jorge Dias, que afirmou que grande parte dos artistas plásticos deste país é produto da ENAV.

Realçou que a escola deve ser exaltada pelo papel que desenvolve para a consolidação das artes plásticas nacionais.

A Escola Nacional das Artes Visuais é uma instituição de ensino técnico-artístico criada em 1983 com o objetivo de formar técnicos na área artístico-cultural, nas especialidades de Cerâmica, Gráficas e Têxteis.

Actualmente, conta com mais um curso de Artes Visuais e uma especialização em Formação de Professores de Educação e Ofícios.

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