O toureiro Ricardo Chibanga, o único matador de touros africano da história da tauromaquia, morreu hoje em casa, aos 76 anos, disse à agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET), Paulo Pessoa de Carvalho.

O toureiro esteve recentemente internado no hospital de Torres Novas (Santarém), depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral, tendo regressado a casa, na Golegã.

Natural de Moçambique, Ricardo Chibanga veio para Portugal nos anos 60 do século passado, tendo sido apoiado por várias figuras da festa brava, como o matador de touros e empresário taurino Manuel dos Santos.

A alternativa de matador de touros de Ricardo Chibanga surgiu na Real Maestranza de Caballaria de Sevilha (Espanha) a 15 de agosto de 1971, tendo sido apadrinhado por António Bienvenida, com o testemunho de Rafael Torres.

Em Portugal, apresentou-se como matador de touros na praça do Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 19 de agosto de 1971, tendo toureado ao lado do matador espanhol José Luis Galloso.

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As escritoras Melita Matsinhe, Virgília Ferrão e Hirondina Joshua estarão em conversa, amanhã, às 17:30 horas, na sede da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), em Maputo, numa sessão subordinada ao tema “Escritoras moçambicanas: espaço, resistência e desafios actuais”.
O encontro, que dáinício ao Projecto Mulheres e Letras, é coordenado pela escritora Emmy Xyx e conta com a moderação do poeta Nelson Lineu.

A mesa pretende discutir espaços, leituras, recepção crítica das obras escritas por mulheres, a relação autor com o mercado editorial, os espaços de consagração e os desafios actuais da criação literária em Moçambique.

A coordenadora da acção aponta que a ideia é trazer para debate questões, perspectivas e soluções. “A ideia é entender que literatura vai para além da publicação do livro, não que isso não seja válido e/ou importante, mas existem outras formas bem plurais de se pensar e realizar a literatura”, disse Emmy Xyx.

Virgília Ferrão é prosadora com livros publicados em Moçambique e Brasil, Mel Matsinhe é poeta e pianista, e Hirondina Joshua é poeta com um livro publicado e tem colaborado em diversas revistas literárias no Brasil e Portugal.

 

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O romance “Um Rapaz Tranquilo”, de Álvaro Carmo Vaz, é lançado na tarde de hoje pela Editora Marimbique no auditório do edifício-sede do BCI, pelas 17.00 horas, na cidade de Maputo.

“Um Rapaz Tranquilo” é uma obra que versa sobre amor, na qual se traça o percurso de uma geração que sonhou com a independência e se entregou à tarefa de construir um país novo, constituindo, por isso, um importante exercício de memória, tão relevante quanto crucial nos dias de hoje.

Segundo um comunicado enviado à nossa Redacção, a obra cruza uma narrativa ficcional com um excurso memorialista de grande interesse em Moçambique no período imediatamente anterior e ulterior à independência do país.

Álvaro Carmo Vaz é engenheiro civil de formação, tendo feito a sua carreira na Universidade Eduardo Mondlane, autor de dezenas de textos científicos e técnicos e co-autor do livro “Hidrologia e Recursos Hídricos”.

 

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“MULHER da Noite – Amor Eterno” é título de uma performance artística, que engloba literatura, música e teatro, a ser exibida, quinta-feira, no Teatro Avenida, em Maputo.

Criada pelo poeta Leco Nkhululeko (Paulo Paulo), o evento contará com a participação especial da escritora Paulina Chiziane, convidada para fazer descrição do espetáculo focando-se, nas opções temáticas do autor, nomeadamente, espiritismo e crenças africanas e religiosas.

O palco será preenchido pelos bailarinos Iva Mugalela e Osvaldo Passirivo e os músicos Helena Rosa, Samito Tembe, Mauro Paulo e Jorge Domingos.

 “Mulher da Noite – Amor Eterno” mescla poesia, música e a dança, no que o autor classifica como “Orgia Perfomativa”. Amor e ódio, prazer e dor e de lutas internas são alguns dos condimentos desta performance.

O autor da obra promete chamar o público a reflectir, profundamente, sobre a temática das mulheres da noite, um termo que tem múltiplas interpretações, duas das quais se destacam: designação pejorativa para chamar trabalhadoras de sexo; e esposas espirituais, um conceito criado há mais de 500 anos, que está, intimamente, ligado a crenças mágico-religiosas.

“Existe um duplo sentido. Consoante a interpretação, o termo “Mulher da Noite” ganha vários sentidos. Caberá ao público tirar as suas próprias ilações. É algo aberto”, disse, frisando que a trama foca no amor, sentimento que, segundo ele, é capaz de “vencer todas as barreiras, visíveis e invisíveis”.

Num texto sobre o espetáculo, a antropóloga Sónia Seuane indica que a trama se propõe a entreter “as nossas percepções sobre a expressão “Mulher da Noite”, usada no nosso quotidiano de forma “normativa”. O trabalho de Leco desperta-nos para uma vivência, que não muito distante, muitas vezes é escondida, repelida e não reconhecida entre nós cidadãos da aldeia global, nós os cosmopolitas!”.

O espetáculo tem a duração de 50 minutos. O autor aponta que o tempo é insuficiente para abordar temáticas tão antigas como a prostituição e as mulheres espirituais. “Trago uma abordagem inovadora, produto das minhas interpretações e pesquisas. Sei que seria impossível trazer na generalidade tudo sobre o assunto. O nosso foco é a parte emotiva: captar as emoções, os sentimentos”, acrescentou.

Leco Nkhululeko iniciou a sua intervenção literária nos jornais. Nos últimos anos recebeu distinções do Prémio Nósside, na Itália, pelos poemas: “Sangue de Darfur”, 2009; “Casa de Ninguém”, 2010; “África Esperança”, 2013; “Eutanásia-2014” e em “Maputo e Mediterrâneo”, 2015.

Activista cultural e social, dedica-se à intervenção literária, em concertos, declama Moçambique e faz a poesia acontecer no lugar e nas pessoas.

“Há Gritos no Silêncio”, publicado em 2011, em Moçambique e em 2013 no Brasil, é a sua estreia em livro; e “Bíblia Lounge”, publicado em 2018, em Moçambique é a sua mais recente obra. 

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Os cristãos anglicanos apelam a todas as pessoas, que se encontram a atravessar momentos difíceis, para que tenham esperança de que tudo será ultrapassado com a graça divina.

O apelo foi feito, hoje, por ocasião da celebração da missa do “ Domingo de Ramos” e do inicio da Semana Santa.

O padre anglicano, da igreja Santo Estêvão e Lourenço, na cidade de Maputo, Benedito Mahumane, disse que os cristãos estão no momento da penitência e que se deve reflectir pela humildade de fiéis perante aos outros.

Lembrou também que é altura importante para confortar em forma de consolo, os irmãos que estão abalados por várias vicissitudes da vida.

Benedito proferiu estas palavras, num dia em que os cristãos de todo mundo comemoram o “Domingo de Ramo e o inicio de Semana Santa, também conhecida por Paixão do Senhor”.

 O Domingo antes da Páscoa, celebra-se a entrada triunfal de Jesus Cristo, em Jerusalém, e dá inicia à semana em que Cristo é preso, torturado, julgado e condenado à morte e depois à sua ressurreição.

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