Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A CIDADE de Inhambane volta, a partir de hoje, a viver as emoções do teatro com o regresso aos palcos do grupo Gunduru Gombeni, que irá exibir a peça “Falso Empresário”, na Casa Provincial da Cultura.

João Marrime, encenador do grupo, que se transformou numa associação juvenil, garantiu que “Falso Empresário” marca o retorno das noites de humor e celebração desta arte cénica, mas também deixando mensagens educativas para crianças, jovens e adultos. Até porque, diz, a “Terra da Boa Gente” há muito se ressentia deste tipo de recreações.

“Fomos obrigados a interromper as noites de teatro em todos sábados no Cine Teatro Tofo, a única casa com condições para o efeito, quando alguém, estando na cidade de Maputo, simplesmente decidiu fechar as portas e deixar aquela casa de artes a degradar-se”, acusou João Marrime.

Explicou que a pedido dos amantes de teatro na capital provincial de Inhambane, Gunduru Gombeni voltará a alegrar os seus fãs, num modesto espaço concedido pela Casa da Cultural, que anuiu ao pedido, por ser também responsabilidade daquela instituição governamental promover as artes cénicas.

“Falso Empresário”, segundo João Marrime, narra a triste sina de um jovem que, vivendo de aparências, extorquia muitas entidades colectivas e singulares, com a capa de ser um empreendedor de sucesso, quando, na verdade, não passava de um caloteiro e sem nenhuma actividade económica na praça.

João Marrime explicou que, desde que pararam de fazer exibições no Cine Teatro Tofo, vinham trabalhando com instituições públicas e privadas nas campanhas de educação cívica.

“Mas agora decidimos voltar a ter contacto com o nosso público. E todos os sábados estaremos na Casa Provincial de Cultura a apresentar novos produtos de um vasto reportório da nossa organização”, garantiu João Marrime.

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Reinventar a marrabenta através do jazz e outras fusões move o baterista e compositor moçambicano Frank Paco, radicado na África do Sul.

Partindo da música que ouviu na infância, adolescência e que, de alguma forma, desbravaram o seu gosto pelo instrumento que actualmente executa e a profissão que escolheu para a sua vida, o baterista espera encontrar outros lugares.

A experiência acumulada em vários anos de estrada, na descoberta de outros géneros musicais, acompanhando intérpretes, de diferentes linhas de composição e sonoridades que se pode atestar nos mais de 35 álbuns em que colaborou, o levam a procurar evidenciar o “sotaque daqui” nas suas próprias músicas. 

“Meu próximo disco terá muitas fusões com ritmos nacionais, partindo da marrabenta, xitchuketa, mapiko para que não se perca a nossa identidade”, disse Frank Paco, depois de um ensaio para o concerto que deu ontem no Uptown, na baixa da cidade de Maputo.

Crente na necessidade de preservar os valores culturais moçambicanos, patentes nas artes, a música em particular, aplaudiu a incorporação que músicos na diáspora, como, por exemplo, Ivan Mazuze, Albino Mbie, Ildo Nandja, Deodato Siquir, Jaco Maria ou Childo Tomás estão a fazer de sonoridades pertencentes ao folclore nacional.

É neste contexto que revelou a intenção de gravar, para o ano, o seu terceiro disco, que precede “Buyanine” (2014) e o segundo com “New Horizons” – neste, como que a indicar o rumo que pretende seguir dali em diante -, no país.

“Os músicos e instrumentistas daqui percebem melhor as minhas composições, porque são próximos do que crescemos a ouvir, apesar de possuirmos diferentes referências”, disse o baterista.

A explicar a questão das sonoridades com um passaporte repleto de vistos internacionais, exemplificou que o chilrear dos pássaros e os sons que se ouvem em cada cidade e país, diferem-se uns dos outros. Só isso, referiu, já faz a diferença na forma que se constrói e percebe a música.

Foi nesse contexto que justificou a selecção de Nicolau Cauneque (teclado), Tony Paco (percursão), Hélder Gonzaga (baixo), Muzila saxofone tenor) e Válter Mabas (guitarra) para o concerto de ontem à noite no programa “Jazz na Hora da Ponta”.

De igual modo, apontou o facto de já terem trabalhado juntos noutras circunstâncias e a afinidade que desenvolveu com os músicos como razão, Hélder Gonzaga, para contextualização, integrou a banda Tucan-Tucan, da qual o baterista foi líder e membro fundador.

Tony Paco, por outro lado, o acompanhou no concerto 46664 (Mandela AIDS). Válter Mabas, por sua vez, executou algumas músicas do álbum de estreia de Frank Paco, “Buyanine” – bem-vindo, traduzido de algumas línguas bantu.

No final do concerto de ontem, para além de temas novos e de alguns dos anteriores discos, prestou um tributo a algumas das maiores referências da marrabenta. “Não gosto de ser classificado, para mim, o mais importante é que a música toque nas pessoas, independente do género”, esclareceu Frank Paco.

 

 

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A cantora Marllen, popularmente conhecida por Preta Negra, lança na tarde de hoje, o seu Gabinete de Responsabilidade Social, numa cerimónia a ter lugar no Auditório do Banco Comercial de Investimento (BCI), na cidade de Maputo.

A iniciativa pretende desenvolver acções que possam contribuir para redução dos problemas enfrentados por crianças, adolescentes, jovens e mulheres em Moçambique.

A cantora e Activista Social quer usar a força da sua presença no espaço público nacional para contribuir para o desenvolvimento da sociedade moçambicana.

As áreas de intervenção do Gabinete são a luta contra a mortalidade infantil (Mwana), o incentivo ao aleitamento materno (Ser Mãe), o apoio às vítimas de calamidades naturais (Ajuda Moçambique), a promoção de mudança de comportamento em adolescentes e jovens (Ser Responsável) e o contributo para reinserção social de mulheres.

Marllen afirma que a iniciativa visa mostrar as suas facetas como mãe, mulher e jovem moçambicana preocupada com o desenvolvimento social das crianças, adolescentes, jovens e mulheres.

Para o alcance das metas previstas, o Gabinete de Marllen vai conceber e implementar campanhas de intervenção social. A componente artística vai se aliar a social, sendo que serão criadas e divulgadas músicas e vídeos para a mudança de comportamento na sociedade, entre outras acções.

Marllen vem, ao longo dos anos, realizando várias acções de cariz social. A criação do Gabinete de Responsabilidade Social da Preta Negra pretende consolidar e estruturar todas as acções de activismo social que a artista vem desenvolvendo desde 2011. 

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“Avó Dezanove e o Segredo do Soviético” é o título da nova longa-metragem do cineasta moçambicano João Ribeiro, cuja rodagem iniciou segunda-feira nas cidades de Maputo e Matola.

Esta obra cinematográfica resulta da adaptação feita ao romance, com o mesmo título, do escritor angolano Ondjaki.

A ideia de levar “Avó 19” para a grande tela surge do fascínio que o livro criou em João Ribeiro, do conhecimento que tem da produção literária do escritor angolano e da amizade que partilham.

Orçada em um milhão de euros, “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético” é uma co-produção entre Moçambique (Kanema Produções), Portugal (Fado Filmes) e Brasil (Grafo Audivisual).

Os palcos escolhidos para filmagens, que arrancaram segunda-feira e vão decorrer até ao dia 11 de Outubro, são as cidades da Matola (Bairro Hanhane) e Maputo (Costa do Sol, Coop e Ka Tembe).

O contexto apresentado no enredo deste filme é dos anos 80. A obra retrata uma história de amor e da profunda relação que as pessoas estabelecem com o espaço em que vivem. Por isso, Ribeiro considera este filme como sátira política e social.

Como protagonistas desta longa-metragem, o realizador foi buscar um elenco de crianças que nunca tiveram contacto com produção de cinema, nomeadamente Keanu Bastos, Caio Canda e Thainara Calane Barbosa.

O realizador apostou também num naipe de actores moçambicanos de craveira. São eles Ana Magaia (que faz o papel de Avó Catarina), Mário Mabjaia (Velho Pescador), Adelino Branquinho (Senhor Osório), Cândida Bila (Dona Libânia). Estão igualmente Evaristo Abreu (Senhor Truales), Eduardo Gravata (Soldado 1), Elliot Alex (gasolineiro) e Iva Mugalela (Tia Antónia).

Do Brasil e Portugal vieram Flávio Bouraqui (Espuma do Mar) e Dimitri Bogomogov (Bilhardov), respectivamente. Flávio Bouraqui é conhecido por actuar em telenovelas e no cinema, tendo ainda uma forte presença em programas televisivos. Já Bogomogov é um actor de origem russa que vive há largos anos em Portugal, também muito requisitado para diversas produções culturais.

Ribeiro surpreendeu ainda pelo facto de misturar actores de grande calibre com figuras que, sendo da cultura, não são actores de cinema, destacando-se nesse grupo Anabela Adrianoupulos e Filimone Meigos.

Anabela Adrianoupulos, que fará a personagem da “Avó 19”, é uma cara da televisão nacional, mas nunca participou numa longa-metragem, o mesmo acontecendo com o escritor e académico Filimone Meigos (director-geral do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC).

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O Festival de Gastronomia, denominado “Tsotsiva”, que traduzido do emakhwa significa gostoso, é um dos eventos que irá marcar, no próximo domingo, a derradeira fase das comemorações dos 200 anos de elevação à categoria de cidade da Ilha de Moçambique, na província de Nampula.

Segundo apurou ontem a AIM, na Ilha de Moçambique, pelo menos 30 equipas de operadores turísticos da área de comes e bebes apresentaram-se para dar corpo a esta actividade.
Para este evento gastronómico está a ser preparado o jardim temático, defronte do Museu da História Colonial, um dos 400 monumentos classificados da Ilha de Moçambique e a poucos passos também da renovada ponte-cais.

Ainda no que respeita à oferta de comidas e bebidas para os turistas que se deslocarem nos próximos dias à Ilha de Moçambique, o governo local autorizou a instalação de perto de uma centena de bancas fixas e ambulantes em locais estratégicos.

O chefe da Comissão dos 200 anos, Manuel Sumalgy, disse à AIM que os preparativos decorrem  a um ritmo normal e que a oferta de camas ronda os três milhares no global.

Segundo projecções dos organizadores da festa do bicentenário da Ilha de Moçambique, espera-se que entre sábado, domingo e segunda-feira próximos perto de três mil pessoas que se juntarão aos residentes habituais locais, na ordem dos dez mil.

Para as cerimónias centrais da efeméride estão previstas diversas actividades de índole cultural, económica, social e desportiva, que terão lugar na parte insular e no Lumbo, no continente.
As festividades dos 200 anos da Ilha de Moçambique decorrem desde Janeiro, com as actividades culturais a terem grande expressão.

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