Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

“Avó Dezanove e o Segredo do Soviético” é o título da nova longa-metragem do cineasta moçambicano João Ribeiro, cuja rodagem iniciou segunda-feira nas cidades de Maputo e Matola.

Esta obra cinematográfica resulta da adaptação feita ao romance, com o mesmo título, do escritor angolano Ondjaki.

A ideia de levar “Avó 19” para a grande tela surge do fascínio que o livro criou em João Ribeiro, do conhecimento que tem da produção literária do escritor angolano e da amizade que partilham.

Orçada em um milhão de euros, “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético” é uma co-produção entre Moçambique (Kanema Produções), Portugal (Fado Filmes) e Brasil (Grafo Audivisual).

Os palcos escolhidos para filmagens, que arrancaram segunda-feira e vão decorrer até ao dia 11 de Outubro, são as cidades da Matola (Bairro Hanhane) e Maputo (Costa do Sol, Coop e Ka Tembe).

O contexto apresentado no enredo deste filme é dos anos 80. A obra retrata uma história de amor e da profunda relação que as pessoas estabelecem com o espaço em que vivem. Por isso, Ribeiro considera este filme como sátira política e social.

Como protagonistas desta longa-metragem, o realizador foi buscar um elenco de crianças que nunca tiveram contacto com produção de cinema, nomeadamente Keanu Bastos, Caio Canda e Thainara Calane Barbosa.

O realizador apostou também num naipe de actores moçambicanos de craveira. São eles Ana Magaia (que faz o papel de Avó Catarina), Mário Mabjaia (Velho Pescador), Adelino Branquinho (Senhor Osório), Cândida Bila (Dona Libânia). Estão igualmente Evaristo Abreu (Senhor Truales), Eduardo Gravata (Soldado 1), Elliot Alex (gasolineiro) e Iva Mugalela (Tia Antónia).

Do Brasil e Portugal vieram Flávio Bouraqui (Espuma do Mar) e Dimitri Bogomogov (Bilhardov), respectivamente. Flávio Bouraqui é conhecido por actuar em telenovelas e no cinema, tendo ainda uma forte presença em programas televisivos. Já Bogomogov é um actor de origem russa que vive há largos anos em Portugal, também muito requisitado para diversas produções culturais.

Ribeiro surpreendeu ainda pelo facto de misturar actores de grande calibre com figuras que, sendo da cultura, não são actores de cinema, destacando-se nesse grupo Anabela Adrianoupulos e Filimone Meigos.

Anabela Adrianoupulos, que fará a personagem da “Avó 19”, é uma cara da televisão nacional, mas nunca participou numa longa-metragem, o mesmo acontecendo com o escritor e académico Filimone Meigos (director-geral do Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC).

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O Festival de Gastronomia, denominado “Tsotsiva”, que traduzido do emakhwa significa gostoso, é um dos eventos que irá marcar, no próximo domingo, a derradeira fase das comemorações dos 200 anos de elevação à categoria de cidade da Ilha de Moçambique, na província de Nampula.

Segundo apurou ontem a AIM, na Ilha de Moçambique, pelo menos 30 equipas de operadores turísticos da área de comes e bebes apresentaram-se para dar corpo a esta actividade.
Para este evento gastronómico está a ser preparado o jardim temático, defronte do Museu da História Colonial, um dos 400 monumentos classificados da Ilha de Moçambique e a poucos passos também da renovada ponte-cais.

Ainda no que respeita à oferta de comidas e bebidas para os turistas que se deslocarem nos próximos dias à Ilha de Moçambique, o governo local autorizou a instalação de perto de uma centena de bancas fixas e ambulantes em locais estratégicos.

O chefe da Comissão dos 200 anos, Manuel Sumalgy, disse à AIM que os preparativos decorrem  a um ritmo normal e que a oferta de camas ronda os três milhares no global.

Segundo projecções dos organizadores da festa do bicentenário da Ilha de Moçambique, espera-se que entre sábado, domingo e segunda-feira próximos perto de três mil pessoas que se juntarão aos residentes habituais locais, na ordem dos dez mil.

Para as cerimónias centrais da efeméride estão previstas diversas actividades de índole cultural, económica, social e desportiva, que terão lugar na parte insular e no Lumbo, no continente.
As festividades dos 200 anos da Ilha de Moçambique decorrem desde Janeiro, com as actividades culturais a terem grande expressão.

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As ruínas da cidade de Pedra e Cal, parte norte da Ilha de Moçambique, vão ganhando um novo alento com as obras de reestruturação em curso. Entretanto, as intervenções estão a ser feitas por estrangeiros.

Ao largo das estreitas ruas da urbe, que para a semana celebra 200 anos de elevação à categoria de cidade, o martelo e o berbequim, durante o dia, para além do roncar das motorizadas, fazem a trilha sonora.

Trata-se de obras de restauração em andamento, nos diversos pontos da Ilha de Moçambique. Devido à condição de pobreza a que muitos dos antigos proprietários nacionais estão voltados, os edifícios foram (e continuam) sendo vendidos a estrangeiros.

Aos pedaços, gradualmente, o Património Mundial da Humanidade, eleito em 1991 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), vai deixando de pertencer ao país em termos práticos.

Naturalmente, não é do agrado das estruturas locais que temem pelo futuro, pois desconhecem os interesses de quem tem estado a apropriar-se daquele espaço. Até porque, embora se apele a investimentos, de modo a tornar a Ilha de Moçambique um atractivo turístico mais lucrativo, a expectativa é a de que tal seja feito pelo capital nacional.

Neste contexto, estando nas mãos de empresários moçambicanos, garantiria que, de facto, as mais-valias e os dividendos, assim como o acesso tivessem como ponto privilegiado a economia nacional. Aliás, o Governo definiu o turismo como uma das quatro áreas prioritárias do seu Programa Quinquenal (2015-2019). 

 “Os nacionais estão a vender os seus imóveis”, lamentou Celestino Gerimula, director do Gabinete de Conservação da Ilha de Moçambique, a contextualizar que a maioria dos antigos proprietários adquiriu os imóveis a preços baixos.

Consta que a compra foi feita através da Administração do Parque Imobiliário do Estado (APIE). Os antigos inquilinos, quando o Estado decidiu desfazer-se dos edifícios, num processo de alienação, pagaram valores simbólicos para que passassem a ser os donos. 

Os preços baixos, no caso da Ilha de Moçambique, foram feitos à luz da sua idade e elevado estado de degradação em que se encontravam, em conformidade com a Lei 5/9 de Janeiro de 1991.

Não tendo condições para mantê-las e aliciados, os nacionais, com valores chorudos, há já alguns anos que vão vendendo a estrangeiros, o que, repara Celestino Gerimula, poderá empurrar os nativos para fora do circuito urbano e deixar em mãos alheias um importante património cultural da história do país.

“É necessário que haja um crédito para garantir a permanência dos nacionais”, sugeriu o director, tendo como referência os extintos sete milhões de meticais que eram emprestados pelo Estado para investimentos nos distritos.

Tal apelo não dista da proposta de criação de um fundo, por parte do Governo, através do Ministério da Cultura e Turismo, que, de acordo com o Programa de Desenvolvimento Humano Sustentável e Conservação Integral da Ilha de Moçambique, proposto à UNESCO pelo consultor e jurista Guido Carducci, em Novembro de 1998, deveria tutelar a primeira capital do país.

O argumento do especialista sustenta-se no facto de na qualidade de património mundial necessitar de um tratamento diferenciado, que obedece a determinadas especificidades.

Conforme o referido documento, embora pela sua natureza a cidade mais antiga do país atraia o turismo internacional, há limitações que se deve impor, de forma a impedir que se torne de massas.

“O tamanho pequeno da Ilha de Moçambique e a sua densidade em termos de património cultural não permitem a construção de hotéis grandes (com pelo menos 250 quartos) no território”, lê-se no capítulo referente ao turismo.

No que diz respeito às actuais reabilitações, conforme Celestino Gerimula, as mesmas estão a responder a um apelo das autoridades municipais no sentido de dar vida a alguns edifícios que o tempo ia corroendo.

Os registos oficiais indicam que, em andamento, estão intervenções em 54 casas que já se encontravam em avançado estado de degradação, comprometendo sobremaneira a estética da cidade que se vale da história que os edifícios a testemunham.

De um discurso arquitectónico manuelino em pedra e cal, que confirmam marcas de um passado que teve nos bantus – nativos -, árabes persas, até pertencer ao sultão de Zanzibar e, a posterior, aos portugueses, é composta a Ilha de Moçambique, na sua parte norte.

Os edifícios ali implantados são a prova física de que outrora ali existiu uma história, uma vida, acontecimentos por desvendar, que ficaram no passado e que o tempo desgastou a pedra, a madeira, e todos os materiais, sem, no entanto matar a sua beleza e poesia.

É nesse sentido que as mesmas valem-se não pelo seu significado valor funcional, mas pelo valor histórico e estético. À medida que os edifícios que marcaram de algum modo o rumo da História do país e, por outro lado, demarcam uma identidade cultural.

“Explicamos que podem adquirir cal em Mossuril para, para além das casas, reabilitarem as principais calçadas da cidade, de modo a acolher de forma condigna quem vier às celebrações dos 200 anos da ilha”, disse o governante.

Tendo em conta a Carta de Veneza, que as intervenções em edifícios de natureza histórica, chamou atenção que algumas das obras, no seu interior, tem construções de bloco e cimento, que, moldam novas estruturas, destoando a arquitetura de outrora.

Celestino Gerimula refere tratarem-se de desvios à norma, sendo que, alguns já receberam ordens para interditar as intervenções, havendo casos, inclusive, que tiveram que recorrer a tribunais para embargar a destruição de um dos mais significativo património que o país possui.

 

Consciência moral e estética

na intervenção nas obras

O director do GACIM defende a necessidade de uma consciência colectiva na hora da intervenção nos edifícios. Mesmo porque tais obras são necessárias, na medida em que algumas datam do século XVI.

Conforme explicou, foi a compreensão do valor de tais imóveis que motivou a criação do seu gabinete, em 2006, com a função de garantir que se obedeça a conservação e que a reestruturação das ruínas siga os padrões definidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Depois de em 1991 a ter elevado à categoria de Património Mundial da Humanidade, a entidade, durante vários anos, contou Celestino Gerimula, enviou especialistas para averiguar se as exigências estavam a ser seguidas ao pé da letra.

A partir de “2009, deixaram de vir anualmente por terem percebido que estamos a preservar o património, isso deixa-nos satisfeitos”, comentou, a reconhecer que há ainda vários desafios pela frente, pois, na sua opinião, a consciência da necessidade de acarinhar a cidade, para muitos, ainda vai levar o seu tempo.

Celestino Gerimula recordou ainda que a Ilha de Moçambique transcende as fronteiras nacionais, porém, frisou, cabe aos moçambicanos cuidarem dela, pois é parte da sua história.

 

Inventário da cidade de Macuti

A cidade da Ilha está dividida em duas: a de pedra e cal e a de macuti. A segunda, onde sempre viveram os mais pobres, tem os seus parágrafos nos registos que se fazem sobre o lugar.

As roupas da casa grande – como chamariam os brasileiros aquele tipo de divisão – eram lavadas naquela parte da cidade, pelo que não se pode pensar que tenha sido passiva aos acontecimentos que elevam o significado da Ilha de Moçambique.

É nesse contexto que, em parceria com a Universidade Lúrio, foi realizado um inventário sobre o tipo de construção, de modo a manter a tipologia e a preservar o seu valor.

“As casas eram cobertas de macuti – folhas de coqueiro – e suportadas por estacas que já não existem, o que torna o trabalho de preservação mais difícil”, disse Celestino Gerimula.

Há, assegurou, uma oficina que está a estudar alternativas para a inclusão da cidade de macuti na preservação da primeira capital do país, que, inclusive, deu nome a nação.

 Leonel Matusse Jr.

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O DESFILE das duas gerações de combatentes e a compenetração demonstrada no evento da Beira, em Sofala, realizado a 7 de Setembro, Dia da Vitória, demonstrou, mais uma vez, que o desenvolvimento da nação moçambicana continua a ser o esteio que congrega estes heróis.

Dirigido pelo Chefe do Estado, Filipe Nyusi, o V Festival Nacional do Combatente foi igualmente uma oportunidade para juntar, na mesma “trincheira”, os intervenientes da nossa história recente e rever a epopeia e vida heróica dos Veteranos da Luta de Libertação Nacional, Combatentes pela Defesa da Soberania e Democracia.

Nesta que é a maior festa do combatente, Filipe Nyusi reiterou que moçambicanos se inclinavam perante a proeza heróica de todos aqueles que pegaram em armas para libertar o país, o que culminou com a proclamação da independência nacional, a 25 de Junho de 1975.

E esta acção só foi possível graças à coragem e bravura demonstradas por um grupo de moçambicanos que, de forma abnegada e destemida, combateu o colonialismo português.

É este legado, esta visão e este sentido patriótico que o Presidente da República entende que estas gerações de combatentes devem passar para os mais novos, que são os continuadores da nação moçambicana.

Devidamente uniformizados e pelas respectivas três cores deste escalão guerreiro, os 5.625 combatentes seleccionados “levantaram” poeira no campo de futebol do Ferroviário da Beira, numa marcha “triunfal” que durou cerca de 50 minutos, fazendo vibrar o público que enchia por completo aquele “palco”.

Tudo começou com a passagem de revista à guarda feita pelo Comandante-Chefe, acompanhado pelo Ministro dos Combatentes, Eusébio Lambo, num momento solene que serviu para reconhecer a acção destes “nobres filhos da independência nacional, da pátria, liberdade, paz, unidade nacional e soberania.”

Depois foi o autêntico “show” da banda militar que, mais uma vez, teve uma actuação soberba.

Diferentes faixas etárias e sexos, desde anciãos, adultos e jovens, espalharam a sua performance acompanhada por aplausos dos espectadores. Lindo foi ver que naquela festa do combatente estava simplesmente içada a bandeira da moçambicanidade, que a todos cobre e conforta.

Mas, também comovente, foi o desfile, sem amarras, daqueles combatentes que, no teatro dos acontecimentos, perderam parte dos seus membros e, por isso, hoje andam apoiados por cadeiras de rodas, canadianas e triciclos. E quando estes combatentes desfilaram, passando pela tribuna de honra, foram efusivamente saudados. Na verdade, foi um autêntico momento de uma verdadeira festa e alegria. Por isso, entende-se por que razão muito depois da parte oficial do festival, marcado por discursos, o público não arredou pé, ficando a deliciar-se, igualmente, com a excelente organização do evento.

Afinal, era o reconhecimento da contribuição de cada um daqueles homens ali a desfilar para a edificação da nação moçambicana, daí que muitos agentes económicos de Sofala se tenham oferecido a apoiar o evento com vários bens, um dos quais foi a água mineral distribuída a todos os presentes.

 

A cultura sempre presente

Neste convívio houve espaço para exibição de vários momentos culturais, começando pelas canções revolucionárias, cantadas quase que em uníssono.

E os músicos locais, liderados por Jorge Momad, surpreenderam o público quando subiram ao palco para cantar o hino do V Festival Nacional dos Combatentes.

Com uma melodia que retratava então episódios do teatro das operações militares que até faziam arrepiar a pele, unidade nacional, paz e desenvolvimento, o hino nacional cantado também em diferentes idiomas emocionou os mais sensíveis.

Quem pensava que a festa terminava por aqui enganou-se, pois a mesma prolongou-se noite adentro num ambiente de verdadeiro convívio, onde a cordialidade e o diálogo fraterno era um dos vários pratos servidos entre os combatentes.

Este ambiente estava reservado para todos aqueles que sacrificaram a sua juventude ao pegarem em armas para libertar a terra e os homens contra o exército colonial português, depois de 500 anos em Moçambique, que culminou com os Acordos de Lusaka, no dia 7 de Setembro de 1974, abrindo caminho para a proclamação da Independência Nacional, a 25 de Junho de 1975. Fruto de grande capacidade de mobilização e receptividade das mensagens das autoridades, combatentes, particularmente da anfitriã província de Sofala, transformaram aquele primeiro acontecimento local na história dos 43 anos da Independência Nacional.

Contribuíram com tudo, como farinha de milho, arroz, ovos, galinhas, cabritos até cabeças de vaca e bebidas alcoólicas, enquanto centralmente o Governo disponibilizou cerca de 14 milhões de meticais para a festa.

Por isso, ninguém se queixou de fome, alojamento condigno nas cidades da Beira e Dondo, incluindo meios de transporte de e para zonas de origem, sendo que todos os participantes, convidados e organizadores saíram a ganhar.

O V Festival Nacional dos Combatentes decorreu sob o lema “Combatentes Firmes na Consolidação da Unidade Nacional, Paz e Promoção de Desenvolvimento”. No final do evento era visível a alegria no rosto dos participantes, assinalando que estes festivais são especiais, sobretudo por marcarem o reencontro de velhos amigos e companheiros de armas e de trincheiras. Mas também por serem um momento de rememoração.

O Ministro dos Combatentes, Eusébio Lambo, falou da exemplar organização da efeméride, considerando ter sido uma verdadeira festa nacional com desfile de várias expressões culturais, como o canto e a dança, a música, o teatro, gastronomia e a moda.

Estes eventos exibem, na sua acepção, o forte lado cultural do combatente moçambicano, demonstrando que, mesmo durante o combate, ele nunca se apartou da sua cultura. E as canções revolucionárias, muitas das quais registadas em disco, sublinham a forte ligação do combatente à cultura. Aliás, este foi um dos seus alimentos, lembrando-se da velha máxima da Luta de Libertação Nacional que era: “Combater, Produzir e Estudar”.

Por seu turno, o secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, Fernando Faustino, alinhou pelo mesmo diapasão e acrescentou mesmo que a realização do V Festival Nacional dos Combatentes, na Beira, superou as expectativas, sobretudo numa altura em que o país enfrenta a situação de crise financeira.

 O primeiro Festival Nacional dos Combatentes decorreu em Cabo Delgado, em 2014, com mais de cinco mil participantes, seguindo-se em 2015, na província de Tete também com igual número de participantes e convidados.

Na altura, por se ter notado a gritante falta de sincronização, o Governo decidiu então voltar a realizar o III Festival Nacional dos Combatentes na província de Cabo Delgado, em 2016, já com cerca de sete mil elementos, tendo escalado no ano passado em Niassa com cinco mil combatentes e no próximo ano para a vizinha província de Manica.

 

Experiências históricas

O MINISTRO dos Combatentes, Eusébio Lambo, disse que o principal objectivo da realização de Festival Nacional dos Combatentes foi transmitir experiências à nova geração.

A anteceder ao evento desta edição 2018, a Casa Provincial de Cultural de Sofala, na cidade da Beira, foi palco de mesa-redonda sobre os temas que nortearam motivações dos primeiros movimentos, seus líderes, condições internas que existiam para a sua formação de movimentos políticos e reais, causas da sua criação fora de Moçambique.

Na circunstância, foi recordado ainda por que razão estes movimentos eram constituídos do ponto de vista tribal. As actividades políticas desenvolvidas durante a sua existência, o que defendia cada um dos movimentos e as relações que estabeleciam com outros movimentos nacionalistas.

O relacionamento entre eles face à luta anticolonial, os seus pontos de vista perante a emergência da unificação também fizeram parte das palestras transmitidas à nova geração.

Durante as palestras maior enfoque foi para actividade política e diplomática de Eduardo Mondlane, aliada ao papel exercido por Julius Nyerere (Tanganyika) e Kwame Krumah (Gana), tendo contribuído significativamente para a fusão dos três movimentos.

Com efeitos, a 25 de Junho de 1962 o mundo testemunhou a união da MANU, UDENAMO e UNAMI numa larga frente, que foi a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), tida como única e legítima representante do povo de Moçambique na sua luta contra o colonialismo português.

Horácio João

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A COMPANHIA de Teatro Mahamba encontra-se na cidade de Zurique, Suíça, a participar numa série de eventos, com destaque para as conferências e reflexões sobre produção teatral. Leia mais

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