Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A cidade de Lichinga passa a acolher, aos sábados, concursos de canto, dança, teatro e desfile de moda, nos quais estarão presentes alunos das diferentes escolas secundárias da capital provincial do Niassa. Leia mais

Comments

O escritor britânico V.S. Naipaul morreu aos 85 anos em Londres. O autor ganhou o prémio Nobel da Literatura em 2001. "Foi um gigante em tudo o que alcançou", recorda a mulher.

O escritor “morreu rodeado daqueles que amava, depois de ter vivido uma vida cheia de criatividade maravilhosa e de esforço”, declarou ainda a sua mulher, Nadira Naipaul.

Vidiadhar Surajprasad Naipaul nasceu em Chaguanas, na ilha de Trinidade e Tobago, em 1932. Filho de um jornalista de origem indiana, acabaria por mudar-se para o Reino Unido aos 18 anos, depois de lhe ter sido atribuída uma bolsa de estudo numa instituição à escolha dentro da Commonwealth. Naipaul escolheu Oxford, local onde acabaria por sofrer de um esgotamento nervoso.

Escreveu o seu primeiro romance quando era ainda estudante universitário, mas nunca conseguiu publicar essa obra. Acabaria, contudo, por escrever mais de 30 obras ao longo destas décadas e acumulou inúmeros prémios. São dele títulos tão conhecidos como “A Curva do Rio”, talvez a sua obra mais aclamada, ou “Uma Casa para Mr. Biswas”, este último baseado na vida do seu pai.

Muitas das suas obras abordam a vida nas antigas colónias britânicas, traçando retratos que nem sempre reuniram consenso. Naipaul, como resumiu em tempos o professor de literatura Edward Said citado pelo Telegraph, era “um grande romancista e uma testemunha importante da desintegração e hipocrisia do terceiro mundo. No mundo pós-colonial, ele é um homem marcado como um fornecedor de estereótipos e de nojo pelo mundo que o produziu — e no entanto isso não impede as pessoas de acharem que ele é um escritor dotado”, disse.

Já o jornal The Guardian escreve que os retratos pouco lisonjeiros que criou das Caraíbas, Índia e África, bem como da fé islâmica, despertaram hostilidade, mas também aclamação. Os críticos acusaram-no de nas suas obras manifestar algum desprezo pelos povos dos países em desenvolvimento, mas reconheceram a qualidade da sua prosa.

O seu romance “Num Estado Livre” foi galardoado com o Prémio Booker em 1971. Em 1989, Naipaul foi ordenado cavaleiro pela Rainha de Inglaterra. Doze anos depois, ser-lhe-ia atribuído o prémio Nobel da Literatura, com a Academia a destacar a sua capacidade de unir “narrativa percetível com escrutínio incorruptível”, em obras que “nos forçam a ver a presença das histórias suprimidas”.

V.S. — iniciais para Vidiadhar Surajprasad — Naipaul foi um dos finalistas para a edição “de ouro” do Man Booker com a obra com Num Estado Livre, mas o galardão acabou por ser dado a outro autor.

O autor nunca receou a polémica, comparando o que descreveu como “efeito calamitoso” do Islão ao colonialismo em 2001. Também sugeriu que conseguia perceber apenas a partir de um ou dois parágrafos se uma obra tinha sido escrita por uma mulher. Alimentou uma disputa com o escritor Paul Theroux durante 15 anos que só ficou resolvida com a intervenção de outro autor famoso, Ian McEwan..”

A sua reputação foi abalada quando confessou à revista New Yorker em 1994 que tinha sido um “grande prostituto” durante o seu casamento com Patricia Hale. E depois em 2008 quando admitiu ao seu biógrafo ter tido um longo caso com Margaret Gooding com quem terá sido “bastante violento” a nível psicológico, o que terá contribuído para a morte desta. Várias das suas obras foram adaptadas ao cinema como o Mystic Masseur, o primeiro livro que publicou em 1957.

V.S. Naipaul esteve em Portugal em 2016, no festival literário de Óbidos. Nesse evento, onde o Observador esteve presente, o autor britânico falou abertamente sobre o seu processo de escrita e sobre a dificuldade do seu trabalho. “Não consigo dizer-te o quão difícil foi — foi tão difícil — no início escrever uma página. E se falar sobre isso desta forma casual, estou a ser injusto — injusto em relação ao meu trabalho, em relação a encontrar a minha própria voz”, disse ao entrevistador, José Mário Silva. “Não sei o que te dizer mais sobre isto. O que fiz, fiz a partir do instinto. Queria escrever um livro, e isso é um desejo importante.” (OBSERVADOR.PT)

 

Comments

O GRUPO moçambicano de teatro Lareira Artes em co-produção com O outro d'Santana participam no Festival Lusófono de Teatro (FestLuso), a decorrer de 15 a 26 de Agosto, nos estados brasileiros de Piauí e Maranhão. Leia mais

Comments

A biblioteca central da Universidade Pedagógica-UP, na cidade de Maputo, conta desde ontem com mais de 200 livros de diversos ramos do saber, que vão proporcionar aos estudantes, professores e público, no geral, melhores condições para a realização de pesquisas.

Trata-se duma doação da Embaixada da China, no âmbito da parceria entre este país asiático e Moçambiquena área da Educação.

O diplomata Li Chunhua que procedeu a entrega do material bibliográfico, que aborda temas sobre justiça, história, artes, entre outros,referiu que o gestovisava também suprir o défice de livros nesta instituição, uma vez que os estudantes têm enfrentado dificuldades no momento de efectuar os trabalhos de investigação.

 Na ocasião, reiterou que a China continuaria a apoiar na formação académica e profissional dos moçambicanos.

Por sua vez, Jorge Ferrão, reitor da UP, indicou que o acervo bibliográfico recebido iria enriquecer ainda mais a biblioteca, beneficiando não só a instituição, mas também alunos do ensino secundário.

“Estes livros serão, indubitavelmente, uma mais-valia para os esforços do apetrechamento da nossa biblioteca com informação actualizada, cientificamente relevante e de referência internacional”, disse o reitor.

Acrescentou que esperava por mais acções similares de forma regular e que se expandissem as diversas unidades orgânicas desta universidade em todo o país.

“É com este tipo de parceria inteligente que contamos e pretendemos sempre desenvolver para fazer jus a nossa missão estatutária. Por isso, em meu nome pessoal e o da instituição, agradecemos pelo gesto”, concluiu Jorge Ferrão.

Comments

O ESCRITOR Ungulani Ba Ka Khosa caminha pela história moçambicana com a sua história, a partir de “Ualalapi”, sua obra de estreia, passando por “Choriro”, “Sobreviventes da Noite” a retratar algumas feridas ainda não saradas do nosso país. Leia mais

Comments

Sábados

...

TEMOS dito muitas vezes, aqui, que continuam enganados aqueles que pregam o ...

TEMA DE ...

O RESPEITO pelo bom profissional de saúde, reconhecendo publicamente ...

CLICKADAS

Conselho de administração

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

Siga-nos

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction