Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A memória é o lugar da nossa consciência que guarda informações que de alguma forma marcam a nossa vida individual. Com as cidades, naturalmente, esse registo existe. Há nelas espaços emblemáticos que devem ser preservados porque significativos para os seus habitantes.

Essas gavetas de arquivo das nossas consciências guardam “documentos” e retratos que, se tratados com desdém, correm o risco de se perderem com o vento e irão para baixo da terra com algumas gerações e comprometerá a própria história.

A cidade de Maputo, obviamente, tem os seus lugares que testemunharam momentos inéditos que, sem dúvida, mudaram o rumo dos acontecimentos e conduziram-nos ao destino que hoje seguimos.

Nota-se, entretanto, um exercício, não percebemos se propositado, de apenas exaltar os que se localizam no centro da cidade, no “Xilunguine”, em detrimento dos que se encontram na periferia, em bairros como Mafalala, Chamanculo, Xinhambanine (hoje Luís Cabral) …

É de conhecimento geral que os movimentos proto-nacionalistas, de conscientização da condição de explorados a que estávamos submetidos pelo triste regime colonial, foram sendo feitos nos becos e casas – que deveriam ser elevados a essa categoria – emblemática, porém,  delas pouco se fala às novas gerações.

Estamos de acordo com a Associação Iverca, sediada na Mafalala, quando reivindica a concepção de leis municipais para a categorização e preservação desses espaços, enquanto património cultural da cidade de Maputo.

Nesse sentido, já o escritor e intelectual Luís Bernardo Honwana, com o livro “A Velha Casa de Madeira e Zinco”, Aurélio Le Bon, ao resgatar a “Operação Galo” e Rui Laranjeira, ao escrever sobre a história da marrabenta, deram o seu contributo que pode ajudar a orientar o caminho a seguir.

É com tristeza que passamos, diariamente, pelo Ntsyindza, ali ao lado do mercado Xipamanine, indiferentes às memórias que as paredes daquele edifício guardam consigo. Mas a culpa não é, de todo, de quem não sabe, é de quem detém a informação e a guarda na sovaqueira. Desconhecemos os seus propósitos, pelo que repudiamos.

A concepção de uma legislação para a preservação desses espaços, que até antes de terem significados nacionais representam valores para os moradores da cidade, do bairro e das cercanias, seria um caminho para a inclusão dos vários actores, ainda anónimos na nossa epopeia fundadora, que não apenas de armas nas matas deve ser constituída.

Os lugares onde as comunidades encontravam-se para, assumamos – nada de puritanismos baratos -, entre copos de algum álcool e fumos de cigarro, discutir os problemas, as alegrias, os sonhos e as frustrações devem ser preservados e elevados à categoria de património cultural.

Cada cidade tem as suas memórias e as suas razões para celebra-las e é obrigação de todos fazê-lo.

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