O MINISTRO da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, sugeriu, há dias, aos operadores turísticos a conceberem pacotes turísticos que não se limitem ao Verão, mas que também incluam as paisagens que a nossa costa tem para se “curtir”.

A preocupação foi manifestada no espírito de contornar a sazonalidade que apoquenta o sector, pois tal cenário coloca a sustentabilidade do negócio hoteleiro e da restauração em situação pouco confortável.

O quadro não deixa de ser inquietante quando a nível mundial, de acordo com a World Travel & Tourism Council (WTTC), no ano passado, esta área contribuiu em 10 por cento do PIB global.

Andando pela baixa da cidade de Maputo, na rua do Bagamoio, vêem-se várias edifícios de arquitectura de bom gosto em ruínas, ainda que alguns até estejam a ser usados, tal é o caso da Escola Nacional de Dança.

Na rua paralela, a Consiglieri Pedroso, no mesmo perímetro, imóveis, alguns do princípio do século passado, estão a cair aos pedaços e tomados por pessoas sem tecto. Continuando o percurso para a Avenida 25 de Setembro, na equina com a Samora Machel, encontra-se o prédio Pott, visível a partir do Conselho Municipal de Maputo.

Estão ali as testemunhas da nossa história a morrer aos olhos de todos, a representação que traz as características e pistas sobre o nosso passado.

Aqueles edifícios, que são apenas exemplos de tantos outros pelo país adentro, são património que desperta o interesse, instiga a procura por mais informações sobre o lugar, representa a materialização da cultura de uma localidade, além de trazer elementos para perceber o estilo das pessoas que os construíram.

Ao deixarmos morrer, estamos a ignorar possibilidades de alimentar o nosso turismo, tanto doméstico como o estrangeiro, com outros tipos de atractivos que, a nível mundial, estão a mover valores avultados de dinheiro.

Não se pretende aqui negar o desenvolvimento e a construção de novos edifícios de traços mais contemporâneos. Seria insano e retrógrado posicionar-se desta forma.

O apelo é para se preservar o património de que somos herdeiros e capitalizá-lo para a indústria do turismo, que possibilitaria a geração de novos empregos.

É preciso que se tenha consciência de que a perda do património representa a perda da história e da identidade, o que é preocupante, pois a história do local onde moramos é única e insubstituível. A destruição das suas representações materiais representa o esquecimento de parte da nossa identidade cultural, e esquecer a nossa cultura é esquecer quem somos.

O que foi destruído está perdido para sempre, restando apenas eventual registo iconográfico e a memória particular daqueles que viram com seus próprios olhos determinado monumento.

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