Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O ParqueIndustrial de Beluluane, na província de Maputo, terá mais e melhor qualidade de energia eléctrica, na sequência de um projecto de robustecimento e modernização da rede local de transmissão e distribuição.

Trata-se de uma iniciativa financiada pelo governo da Alemanha e que consiste na construção de uma subestação na zona de Mahoche e reabilitação da existente no parque industrial.

No âmbito do projecto, está prevista a conexão entre as duas subestações, além da reabilitação de toda a rede de distribuição agora existente, incluindo a substituição dos transformadores, de acordo com uma nota da Electricidade de Moçambique.

Para o efeito, a empresa pública de electricidade acaba de lançar um concurso de empreitada, convidando construtores interessados em executar as obras.

O acordo de financiamento, em regime de donativo, foi assinado em Julho do ano passado.

A iniciativa vai beneficiar, além do Parque Industrial e Comercial de Beluluane, mais de cinco mil famílias das zonas próximas, com destaque para as de Mavoco.  

No final, Beluluane terá uma carga calculada em 200 Megawatts, o que vai impulsionar a implantação de mais indústrias, segundo garantias avançadas na ocasião. 

Mateus Magala, presidente do Conselho de Administração da EDM, disse que com a entrada em funcionamento da subestação serão abertas mais empresas que vão gerar emprego e receitas para o Estado.

Magala explicou que a melhoria da energia em Beluluane foi colocada como prioridade pelo facto de a zona ser um Parque Industrial e acolher projectos de empresas cuja materialização carece de corrente eléctrica fiável.

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O Tribunal Distrital de Chigubo, na província de Gaza, condenou, nos últimos três meses, 14 pessoas que se dedicavam à caça furtiva de espécies faunísticas e corte de madeira no Parque Nacional de Banhine.

O veredicto é o culminar de esforços desenvolvidos pelo corpo de fiscalização daquela área de conservação visando combater a destruição de espécies da flora e da fauna.

Dos 34 casos que deram entrada naquela instituição da justiça, nos últimos nove meses, envolvendo indivíduos implicados em actividades ilegais dentro do parque, pelo menos 11 foram julgados e 14 condenados, disse o administrador do Parque Nacional de Banhine, Abel Nhabanga.

Segundo Nhabanga, os implicados, na sua maioria provenientes dos distritos de Mabalane, Chicualacuala, Mapai, Chigubo, Chókwè, cidade de Xai-Xai, em Gaza, e de alguns distritos limítrofes da província de Inhambane, foram condenados a penas que variam entre 15 dias e 12 anos de prisão.

Os criminosos foram detidos pelos fiscais no interior do parque quando caçavam animais bravios e outros dedicando-se ao corte de madeira, lenha e árvores para  produção de carvão vegetal.

“A lei de conservação, ora actualizada e aprovada pelo Parlamento, em Novembro de 2016, prevê penas de até 16 anos de prisão maior”, explicou a fonte da AIM.

O tribunal decidiu, também, reverter a favor do Estado moçambicano (parque) as viaturas, motorizadas e bicicletas que eram usadas pelos furtivos, bem como a destruição de armadilhas e confiscação das armas de fogo entregues ao comando distrital da Polícia da Republica de Moçambique (PRM).

“O aumento de casos de condenação dos implicados nas actividades de caça no Parque Nacional de Banhine demonstra o nível de sensibilidade que os órgãos de administração da justiça têm sobre os assuntos da conservação da biodiversidade”, disse Nhabanga.

A fonte explicou que o parque tem estado, nos últimos anos, a realizar campanhas de consciencialização sobre a importância de conservar a biodiversidade, envolvendo comunidades locais, Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), da Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e Meio Ambiente (PPRNMA), procuradores e juízes.

Este ano, segundo Nhabanga, aquela área recebeu mais cinco fiscais com formação específica, com vista a intensificar, cada vez mais, as acções de combate à destruição da fauna.

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A esposa do governador de Tete, Joana Auade, considera ainda preocupante o índice de prevalência de uniões prematuras na província, embora haja registo de redução de casos deste fenómeno.

A esposa do governador falava ontem, no distrito de Mágoè, no final da primeira conferência religiosa distrital, evento que reuniu governantes distritais, líderes religiosos e comunitários, entre outros convidados.

“Há uma redução sim. Estamos a envidar esforços para a sua contenção, mas não estamos satisfeitos, porque ainda ocorrem uniões prematuras. Este assunto é muito preocupante, porque as raparigas estão a interromper os seus estudos para cuidar de lares, serem mães de forma precoce”, afirmou a esposa do governador Paulo Auade.

Argumentando, ela disse que o fenómeno é preocupante, porque trava o desenvolvimento, pois “as raparigas que deveriam continuar a estudar para o bem deste país estão a ser casadas cedo”.

Louvou a iniciativa do Governo distrital de Mágoè, que juntou várias camadas sociais para promover o debate sobre casamentos prematuros e abuso sexual de menores, incentivando que esse gesto deve ser multiplicado para que este fenómeno reduza cada vez mais na província de Tete.

“Por isso chamamos a atenção de todos para o seu envolvimento no combate a este mal social. Os próprios líderes comunitários e religiosos jogam um papel muito importante na educação moral para que a sociedade saiba que este mal deve ser eliminado para o bem de todos”, sublinhou, segundo a AIM.

Joana Auade acredita que os debates havidos na conferência poderão contribuir significativamente na redução ou contenção de casamentos prematuros na província.

“Estamos satisfeitos quando ouvimos os próprios líderes comunitários a dizerem que assumem este fenómeno como um problema sério que precisa do envolvimento de todos para a sua erradicação”, acrescentou.

A poligamia, registo das igrejas, artes nocivas à pesca e raiva foram outros temas também debatidos na primeira conferência religiosa distrital, em Mágoè.

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Seis pessoas perderam a vida na manhã de hoje, quarta-feira, na aldeia de Mpire, no distrito de Metuge, em Cabo delgado, em consequência de um acidente de viação.

Segundo Júlio Bernardo, uma das testemunhas ouvidas pela nossa reportagem no local, o acidente de tipo despiste e capotamento envolvendo uma carrinha do tipo mini-bus de transporte de passageiros, foi provocado por excesso de velocidade.

Das vítimas mortais, consta uma criança de aproximadamente tres anos, que seguia na companhia dos seus pais, com destino ao distrito de Chiúre.

Para além de mortos, o acidente provocou um número não especificado de feridos, que entretanto foram evacuados para o hospital provincial de Pemba para cuidados médicos.

Até a altura em que saímos do local, 10 horas, a polícia de trânsito ainda não se tinha feito ao local, para apurar as circunstancia em que se deu o sinistro.

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O GOVERNO na província de Tete está a construir infraestruturas de raiz e a colocar profissionais de Saúde em diversas localidades situadas ao longo da faixa fronteiriça com o Malawi, Zâmbia e Zimbabwè, para melhorar a prestação de serviços às comunidades locais.

A directora provincial da Saúde em Tete, Carla Mosse, afirmou que se está a privilegiar unidades sanitárias do tipo II, equipadas para atender a demanda.
“Estamos a construir com fundos do Orçamento do Estado e com base em parcerias, na perspectiva de levar os serviços mais próximos das comunidades, sobretudo no meio rural”, disse.

Referiu que o investimento vai aliviar a população que tinha que percorrer longas distâncias ou atravessar a fronteira à procura de assistência médica e medicamentosa sendo sujeitos, nalgumas vezes, a maus-tratos de outro lado da fronteira.

Neste pacote já foram inaugurados 10 centros de saúde do mesmo tipo nos postos administrativos de Calomuè, distrito de Angónia, próximo da fronteira com o Malawi; Nzadzu, em Chifunde, e Malowera, em Marávia, junto à fronteira com a Zâmbia e Luia, no posto administrativo de Mecumbura, na fronteira com o Zimbabwe.

Realçou que o Governo tem recebido apoio de algumas entidades privadas e instituições, com destaque para a Hidroeléctrica de Cahora-Bassa que, num passado recente, reabilitou o Hospital Distrital do Zumbu, uma unidade sanitária que veio minimizar em grande medida o sofrimento da população.

“Aqui resolvemos o problema de assistência médica e medicamentosa no distrito que dista 600 quilómetros da cidade de Tete e com vias de acesso péssimas, sobretudo na época chuvosa”, anotou.

Apontou ainda a reabilitação e ampliação do Hospital Rural de Zóbuè, distrito de Moatize, na fronteira com o Malawi, onde foram introduzidos novos serviços de atendimento aos pacientes.
Explicou que estão a ser envidados esforços para a construção de um bloco operatório nestas unidades sanitárias para reduzir a distância, em caso de cirurgia.

Assim, para além dos que já estão em funcionamento no Hospital Rural de  Úlonguè, sede distrital de Angónia, e de Zóbuè, em Moatize, está em construção um outro em Furancungo, distrito de Macanga, que vai aliviar a população do posto administrativo de Chifunde, na linha de fronteira com o Malawi e Zâmbia.

Concluiu que estão em curso, um pouco por toda a província, obras de reabilitação regular das unidades sanitárias e algumas estão a ser dotadas de novos serviços para a melhoria da oferta de serviços de saúde.  

A província de Tete, situada na zona central do país, conta com 1.6 milhões de habitantes e uma rede sanitária constituída por 130 unidades.

Bernardo Carlos

 

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