O proprietário da embarcação que naufragou semana finda, na província da Zambézia, tendo culminado com a morte de 17 pessoas, poderá ser responsabilizado pelo sucedido.

Um relatório preliminar de investigações, citado quinta-feira pelo governador da província, Abdul Razak, indica que houve negligência por parte dos responsáveis da embarcação, por terem permitido o transporte de 52 pessoas, contra 35 da capacidade total da embarcação.

“As condições que a embarcação tinha não eram compatíveis com o número de passageiros que transportava, incluindo a carga. Não tinha condições de segurança, que é, fundamentalmente, ter coletes salva-vidas”, disse Razak, citado pela Rádio Moçambique, a emissora nacional.

“Naturalmente que uma das questões do inquérito está em responsabilizar o dono da embarcação, como um dos que contribuíram para esta tragédia”, frisou o governador.

O naufrágio ocorreu na manhã do passado dia 8 no rio Zambeze, nas proximidades do distrito de Luabo, na província da Zambézia.

A embarcação, baptizada pelo nome de “Baco-Baço”, tinha como destino o distrito de Marromeu, na vizinha província de Sofala, e, segundo informações avançadas no dia do acidente pelo administrador do Chinde, esta embateu num tronco nas águas do Zambeze e de seguida criou uma racha, que permitiu a entrada de água. Na sequência, a embarcação naufragou, fazendo vítimas e desaparecidos.

Comments

As obras de construção da ponte provisória sobre o rio Save, que liga as províncias de  Inhambane e de Sofala, já estão concluídas.

A infra-estrutura será usada enquanto decorrem os trabalhos de reabilitação da actual ponte, que deverá estar encerrada por seis meses, a partir de Junho próximo, para dar lugar às obras da sua reabilitação.

Segundo a Rádio Moçambique, o governador de Inhambane, Daniel Chapo, foi informado, semana passada, que no mesmo período vão arrancar os trabalhos de construção da nova ponte sobre o Save, numa extensão de quase um quilómetro e meio, avaliada em pouco mais de cinco biliões de meticais.

 

Comments

O MINISTRO das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Osvaldo Machatine, lançou na sexta-feira, no distrito de Mueda, a primeira pedra, que simboliza o arranque das obras de asfaltagem da estrada, que liga aquela região, a Xitaxi, em Muidumbe, num troco de 54 quilómetros, actualmente, com sérios problemas de transitabilidade. Leia mais.

Comments

OS residentes do povoado de Muendaze, no distrito de Memba, vivem momentos difíceis por conta da destruição das suas habitações e perda de bens na sequência da passagem, na região, do ciclone Kenneth.

Muendaze situa-se a oito quilómetros a noroeste da vila-sede distrital, junto ao rio com o mesmo nome, e nela reside uma comunidade calculada em 6600 habitantes, sendo que 5200 foram afectados pelas inundações que se seguiram, o que corresponde a 78.8 por cento da sua população.

As acções de resgate levadas a cabo pelo Governo do Distrito, em colaboração com outras entidades, permitiram salvar 279 pessoas, das quais 170 crianças, 81 adultos e 26 idosos, os quais já se encontram no centro de acolhimento provisório.

As restantes famílias que não foram movimentadas continuam a viver em Muendaze na condição de incerteza e sofrimento pois as inundações levaram tudo o que tinham.

Na manhã do dia 24 de Abril passado Bernardo Jorge, de 53 anos de idade, saiu na companhia da esposa para visitar uma irmã doente e os seis filhos do casal ficaram em casa a fazer os trabalhos domésticos.

Estando no local da visita receberam a informação dando conta que as águas tinham tomado conta do bairro e no regresso tentaram atravessar, sem sucesso, o pequeno rio Maiaia, cujo caudal subiu de forma rápida.

“Decidimos subir para as árvores porque o nível das águas já ultrapassava os joelhos. Ficámos pendurados das 6.00 às 13.00 horas”, contou o interlocutor, que na ocasião não estava sossegado por causa dos filhos.

Bernardo deixou a esposa em cima da árvore e nadou até à aldeia para tentar salvar as crianças. Diz que quando chegou quase todas as casas já tinham sido destruídas e os menores tinham sido socorridos pelos vizinhos. Foi quando decidiu regressar ao encontro da esposa, mas não a encontrou.

“Fui informar ao líder da comunidade e mobilizámos uma canoa para fazer buscas. Mais tarde veio um homem a informar que havia socorrido a minha mulher para a outra margem”, disse.

Agifa Mahamudo, de 31 anos de idade, é uma mãe que por pouco perdia os seus filhos. No início das inundações ela estava na casa da mãe, numa distância relativamente curta. Chegou a ficar assustada porque não encontrou os filhos em casa, que tinham sido socorridos pelos vizinhos para a comunidade de Nathere.

Maria Saíde é outra cidadã que só conseguiu salvar a sua vida e a dos filhos, pois a invasão das águas não permitiu recuperar os seus bens. Aliás, não houve tempo porque as pessoas estavam preocupadas em se manterem sãs e salvas.

“Ficámos em cima das casas até à chegada das equipas de resgate”, deu a conhecer.

Os nossos entrevistados foram unânimes na manifestação de gratidão ao apoio alimentar que o Governo está a prestar às famílias que se encontram no centro de acolhimento.

Segundo as suas palavras, não existem razões de queixa, pois há disponibilidade de comida para as três refeições do dia, contudo há quem se sente insatisfeito devido à forma como a distribuição é feita, incluindo as quantidades.

Para Agifa Mahamudo, trata-se de cidadãos que querem viver como se estivessem em suas casas.

Áreas de produção

AS inundações no distrito de Memba provocaram o alagamento de 2166 hectares de culturas diversas, o corresponde a cerca de dois por cento dos 128.554 hectares semeados na presente campanha 2018/2019. As culturas perdidas representam uma perda de 8234 toneladas de produtos diversos.

O administrador do distrito de Memba, Cheamade Alide, deu conta que dos 2166 hectares dados como perdidos 1048 são da cultura de mandioca, 990 de feijões, 60 de amendoim, 28 de milho, 25 de arroz e 15 de batata-doce.

A produção de peixe, a actividade básica para o sustento da população de Memba, também está comprometida em virtude da destruição de 72 embarcações de pesca (29 parcial e 43 totalmente), incluindo 17 artes de pesca.

As inundações prejudicaram igualmente os negócios locais, ao se notificar a destruição de oito estabelecimentos comerciais e sete mesquitas. No que diz respeito às infra-estruturas sociais, houve a destruição de seis pontes e 16 salas de aula.

Neste momento os esforços estão concentrados na reconstrução, mas a falta de meios financeiros e materiais está a comprometer o rápido restabelecimento dos afectados.

CVM desdobra mais de 100 activistas

Cento e doze activistas da Cruz Vermelha de Moçambique (CVM) em Nampula foram desdobrados pelos distritos de Memba, Eráti e Nacala-à-Velha para assistência às famílias afectadas pelo ciclone Kenneth. 

Para além de prestação de primeiros socorros, os activistas estão a fazer visitas domiciliárias e a divulgar mensagens educativas sobre a necessidade de observância da higiene individual e colectiva, tratamento e conservação da água para o consumo e lavagem das mãos depois de uso de latrina.

Santos Inácio, tesoureiro do Conselho Executivo Provincial da Cruz Vermelha de Moçambique em Nampula, disse por ocasião de 8 de Maio, Dia Internacional da Cruz Vermelha, que esta organização humanitária está em prontidão para dar resposta às solicitações que forem feitas, no âmbito de emergência.

Comments

Cerca de 536 mil famílias, de 103 distritos de Moçambique, estão em risco de fome, devido aos efeitos combinados de estiagem, pragas e inundações, após os ciclones Idai e Kenneth, anunciou ontem o ministro da Agricultura.

“Estima-se que mais de 60 porcento das culturas nas áreas devastadas foram perdidas, podendo colocar a população em situação de insegurança alimentar”, precisou Higino de Marrule.

O governante falava na abertura do V Conselho Coordenador do Ministério da Agricultura no distrito de Gondola, província de Manica

Um total de 873 mil hectares de culturas diversas foram destruídas, das quais 684.171 hectares pelo ciclone Idai nas províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, enquanto no Sul, a seca provocou a destruição de 125.855 hectares de culturas alimentares, o que representa 13% da área semeada no país.

O responsável disse ainda que o sector pecuário perdeu 5.400 bovinos, 10.300 pequenos ruminantes e 123 mil aves, afectando cerca de 15 mil criadores, além da destruição de infra-estruturas cruciais nas regiões inundadas pelo ciclone Idai.

“Há necessidade de continuarmos a reflectir sobre como elevar os níveis de produção e produtividade, face aos actuais obstáculos, que se prendem com as mudanças climáticas, que estão cada vez mais acentuadas, com impacto significativo no sector agrário” disse Higino de Marrule. 

A reunião de dois dias, que decorre sob o lema “Moçambique no aumento da produção e produtividade rumo à fome zero”, vai adoptar um plano de recuperação, cujas intervenções estão viradas para a melhoria da capacidade produtiva dos camponeses e reabilitação de infraestruturas, além da repo

Comments
Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction