Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Já estão instaladas as tendas para o isolamento de doentes, em caso da eclosão da cólera, na cidade e vila de Moatize, na província de Tete.
Trata-se de uma medida preventiva, do sector da Saúde, para que o pessoal sanitário não seja apanhado de surpresa, segundo disse ontem à AIM o chefe do Departamento da Saúde Pública, Aléx Bertil.
“As medidas de prevenção incluem também a preparação dos recursos humanos e os medicamentos para atender os doentes, que, eventualmente, possam ser afectados por diarreias e cólera”, referiu.

Segundo a fonte, até ao momento, a província de Tete não registou nenhum caso de cólera. “Mas isso não nos sossega, porque estamos no período chuvoso, característico para eclosão desta epidemia”.
Bertil disse que as medidas, que estão a ser tomadas, desde Novembro do ano passado, resultam, positivamente, o que é testemunhado pela ausência do surto de cólera. “Estamos encorajados a prosseguir com as mesmas, porque não queremos que tenhamos cólera na nossa província”.
As atenções da Saúde estão viradas para cidade de Tete e vila de Moatize por serem regiões propensas à epidemia de cólera, como aconteceu no ano antepassado, uma situação que obrigou o sector a “andar às correrias,” para o atendimento dos doentes desta que é chamada doença das mãos sujas, cujo balanço situou-se em 15 mortos, de um cumulativo de milhares de casos.
“O ano passado não tivemos nenhum caso de cólera, porque as nossas medidas preventivas estão a surtir os efeitos desejados. Mas mesmo assim, não devemos cruzar os braços”, alertou o chefe do Departamento da Saúde Pública.
Explicou ainda que as medidas não só estão a ser tomadas na cidade de Tete e vila de Moatize, como também em todos os distritos da província de Tete.
Em Novembro passado, o sector da Saúde anunciou que estava em estado de alerta sobre a cólera, que eclodiu no vizinho Zimbabwe.
Sobre como vão as medidas de prevenção nos postos fronteiriços de Mucumbura, no distrito de Mágoè, e Cuchamano, em Changara, Aléx Bertil disse que “essas medidas continuam, por isso que ainda não temos cólera na nossa província. Os passageiros e outros cidadãos, que atravessam as nossas fronteiras são obrigados a lavarem as mãos com água com cloro para a sua desinfecção. O mesmo acontece com os meios de transportes, que também são desinfectados”.
Segundo a fonte, também são difundidas mensagens nos postos fronteiriços, abrangendo as comunidades locais, bem como são feitas palestras por activistas da Saúde.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Nampula apresentou, ontem, dois irmãos, um homem e uma mulher, indiciados do crime de homicídio do cunhado e esposo, respectivamente.
O porta-voz da PRM em Nampula, Zacarias Nacúti, disse que o caso ocorreu no domingo, durante uma briga entre o casal. No intuito de acudir, o irmão envolveu-se na briga e com recurso a um instrumento perfurante pôs fim à vida do cunhado.
“Uma cidadã, residente na zona do Waresta, bairro de Murrapaniua, arredores da cidade, com o auxílio do seu irmão, agrediu o esposo até à morte. Os dois irmãos estão sob custódia policial e seguem-se diligências para o esclarecimento deste crime”, disse o porta-voz durante o habitual encontro semanal com a imprensa.
Entretanto, os dois irmãos acusam-se, mutuamente, da autoria do homicídio, para além de apresentarem versões contraditórias às autoridades policiais.
“Eu fiquei três dias fora de casa, tinha ido assistir “muali” (cerimónia final dos ritos de iniciação para raparigas) e, no regresso, como não me despedi do meu marido, ele bateu-me, aliás como o fazia muitas vezes. O meu irmão, que estava deitado na varanda lá de casa veio acudir-me. Ele pegou numa faca que estava na bacia da loiça e esfaqueou o meu marido. Surpreendeu-me, pois pensei que queria só ameaçá-lo. Daí, corri, fui chamar a Polícia, eles trouxeram-me mesmo ontem (domingo) aqui para a esquadra. Não tenho nem notícias sobre o funeral dele”, contou a detida.
A indiciada disse à AIM ter 29 anos de idade, casada com o ora finado desde 2005 e mãe de quatro filhos.
“Eu sou inocente. Minha irmã desapareceu de casa desde sexta e quando voltou ontem (domingo) estava a brigar com o marido. Eu estava distante de casa, mas foram-me chamar para acudir. Abri a porta do quintal e vi o cunhado no chão cheio de sangue. Foi ela que o esfaqueou. Trouxeram-me aqui para a esquadra”, disse o jovem tractorista de 32 anos.
Noutras ocorrências policiais, o porta-voz da PRM em Nampula disse que no período de 11 a 17 de Janeiro foram detidos 12 indivíduos envolvidos em diversos actos criminais.

“Neste período tomamos conta de dez crimes, nove dos quais esclarecidos e foram recuperados diferentes bens roubados, como 16 motorizadas, utensílios de uso doméstico e bens alimentares”, afirmou.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve no fim-de-semana cinco indivíduos indiciados de prática de vários crimes na cidade de Chimoio, capital provincial de Manica.
Segundo o porta-voz da PRM em Manica, Mateus Mindú, deste grupo, três são acusados de roubo em residências e sobre outros dois cidadãos pesa-lhes o crime de furto de material eléctrico, para o fabrico de panelas.
Os assaltantes faziam suas incursões nos bairros 3 de Fevereiro, 5 FEPOM, Josina Machel, bem como no Centro Hípico e Nhamadjessa, de onde subtraíam electrodomésticos, telemóveis, colchões, roupa, cobertores, aparelhos sonoros e motorizadas, conforme explicou Mateus Mindú., porta-voz da Polícia no comando provincial de Manica.

Segundo a fonte, os assaltos eram protagonizados à calada da noite, com recurso a objectos contundentes, com os quais ameaçavam suas vítimas, algumas das quais abusavam sexualmente.
Sobre o caso de roubo de material eléctrico, os dois indivíduos foram flagrados pela Polícia com material pertencente à empresa Electricidade de Moçambique (EDM)   transportando-o para uma mini-fábrica de produção de panelas e outros utensílios de cozinha.
Mateus Mindú explicou que a detenção do grupo foi possível graças à colaboração polícia-comunidade.
“Recebemos denúncias e iniciámos um trabalho de inteligência que culminou com a captura destes cidadãos. Três dedicavam-se a assaltos a residências. Outros dois foram flagrados a levar cabos eléctricos da EDM que utilizavam para o fabrico de panelas e frigideiras. Para este caso, eles são confessos”, disse Mindú no habitual encontro semanal com a imprensa.
“Já lavrámos os respectivos expedientes. Todos serão levados ao tribunal para serem responsabilizados. A Polícia continuará a trabalhar com a população no combate ao crime. Daí que renovamos o apelo para que denunciem qualquer situação que possa concorrer para a perturbação da ordem pública”, afirmou.
Entretanto, Aurélio Pedro, de 18 anos de idade, nega o seu envolvimento no roubo em residências, afirmando que os bens encontrados em sua casa são do seu irmão, admitindo, porém, ter ficado preso no ano passado por roubo em residências.
“Roubei só uma vez no ano passado. Nunca mais voltei a cometer o mesmo crime. Meu irmão foi roubar e trouxe essas coisas. Não sei onde ele encontrou isso. Algumas coisas são minhas, porque comprei com meu dinheiro. Estou aqui inocentemente. Espero que a justiça seja feita e se encontrem os verdadeiros culpados”, referiu.

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A defesa do jornalista Amade Abubacar, detido há 16 dias em Cabo Delgado, apresentou, ontem, um pedido de liberdade sob pagamento de caução.

“Remetemos hoje (segunda-feira) o pedido de liberdade provisória sob caução”, referiu Augusto Messariamba, em entrevista à Lusa, depois de entregar o requerimento ao juiz do tribunal de Macomia, província de Cabo Delgado, que agora terá que o sujeitar à apreciação do Ministério Público.

O advogado está “confiante” na liberdade de Amade até final da semana, uma vez que cumpre todos os requisitos para sair sob caução, disse.

“É um réu primário, nunca foi acusado de qualquer crime, nunca foi levado a tribunal” e tem emprego e residência fixa na vila de Macomia, dispondo-se a manter colaboração total com a justiça, para esclarecer o caso, referiu.

Amade Abubacar, jornalista da rádio comunitária Nacedje e colaborador do portal Zitamar News, foi detido a 05 de Janeiro na vila de Macomia, província de Cabo Delgado, quando fotografava famílias que abandonavam a região com receio dos ataques armados que ali acontecem em locais remotos, há cerca de um ano.

Primeiro ficou detido numa base militar em Mueda, incomunicável, e só na última semana foi transferido para um comando da Polícia, para depois ver a detenção confirmada por um juiz, acusado de crimes de violação do segredo de Estado e instigação pública com recurso a meios informáticos, detalhou o advogado, que refere que o jornalista não cometeu os actos de que é acusado.

Augusto Messariamba disse à Lusa que a contestação será feita em momento oportuno e que, para já, a prioridade é libertar Amade de uma detenção, que classifica como “ilegal”, para que possa “voltar à sua vida normal, enquanto o processo decorre”.

Organizações da sociedade civil e entidades ligadas à liberdade de imprensa moçambicanas e estrangeiras têm exigido a libertação de Amade Abubacar, considerando tratar-se de uma detenção ilegal e uma intimidação à liberdade de imprensa.

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PELO menos 62 mil pessoas residentes em 20 povoados do distrito de Molumbo, na província da Zambézia, beneficiaram da transferência de tecnologia para a produção agrícola e melhoria das suas condições de vida. Leia mais

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