A DIRECÇÃO Nacional de Recursos Hídricos está a finalizar a elaboração dum plano de gestão que dê enfoque ao potencial de que o país dispõe e as opções a ter em conta na construção, reabilitação e manutenção de infra-estruturas hidráulicas e sua correcta operacionalização.

O plano deverá definir a melhor forma de suprir a desigual distribuição dos recursos no país.

Segundo o director nacional de Gestão dos Recursos Hídricos, Messias Macie, que falava ontem em Maputo, por ocasião do encontro de avaliação intermédia do processo de elaboração do Plano Nacional de Gestão de Recursos Hídricos em Moçambique, “o país tem água suficiente para todos, por isso ainda não se está numa situação de estresse hídrico. Porém, ainda temos uma distribuição desigual”.

A região sul é a que possui menos rios e alguns, como é o caso do Limpopo e Incomáti, são partilhados com outros países vizinhos, que também fazem uso deles. Na zona sul também é onde cai menos chuva.

Para garantir um consumo que seja sustentável para os países que partilham os rios, esclareceu o director, há comissões que negoceiam regularmente.

Macie acrescentou que o encontro visava fazer a análise do actual estágio do sector no país e definir um plano de actividade que vá até 2040.

“A partir deste plano teremos como responder às fraquezas hidrográficas que temos”, disse.

Por outro lado, o director nacional da Agência Coreana para a Cooperação Internacional (KOICA), Heeseok Ko, explicou que a instituição que dirige está a investir no país pelo facto de este possuir um grande potencial de desenvolvimento, não obstante ser regularmente assolado por secas e cheias.

A expectativa, continuou, é que outros parceiros nacionais e internacionais se apropriem do resultado do plano para definir as suas estratégias no campo dos recursos hídricos em Moçambique.

“Pretendemos passar a nossa experiência para Moçambique. De 20 em 20 anos vamo-nos reunir para discutir e definir um plano para a gestão dos nossos recursos hídricos”, acrescentou.

A expectativa é que o plano esteja concluído até finais do próximo ano, o que permitirá um melhor conhecimento sobre o potencial de que o país dispõe e as opções a ter em conta na construção, reabilitação e manutenção de infra-estruturas hidráulicas e sua correcta operacionalização.

Para o efeito, estão a ser investidos cinco milhões de dólares norte-americanos doados pelo Governo da Coreia, através da KOICA, em trabalhos de consultoria técnica para a elaboração do instrumento, a cargo do consórcio Yooshin & Kunhwa.

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