DIVERSAS instituições públicas são chamadas a explicar a existência de funcionários a mais no seu quadro de pessoal, problema detectado pela prova de vida realizada pela primeira vez de forma electrónica em 2015.

À partida, o Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP) acreditava que o Estado tinha 357 mil funcionários e agentes. No entanto, o processo indicou a existência de cerca de 8600 funcionários a mais, não se percebendo como é que continuavam registados como activos. 

O director de Sistemas e Tecnologias de Informação, Feliciano Chavana, garantiu que a plataforma usada para o registo de funcionários e agentes de Estado indica com precisão as instituições onde as irregularidades aconteceram.

Neste sentido, os titulares das áreas tinham até 30 de Abril para explicar ao MAEFP como é que continuavam nos seus registos com gente já falecida, expulsa e/ou reformada, baralhando completamente as estatísticas e orçamentos.

O responsável acrescentou que, dos cerca de 8600 funcionários e agentes fictícios, pelo menos 2760 auferiam salários normalmente.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, falando recentemente no Conselho Consultivo que orientou no Ministério da Administração Estatal e Função Pública, exigiu a realização de um levantamento dos responsáveis por estas anomalias para posterior responsabilização.

O Chefe do Estado reiterou a necessidade de os funcionários e agentes de Estado serem responsabilizados pelos todos os seus actos. É que, actualmente, há em muitas instituições pessoas que faltam e pouco produzem, mas nada lhes acontece.

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