O CONSELHO Municipal da Cidade de Pemba, delegado do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), não está a cumprir cabalmente o seu dever de agente fiscalizador na venda de produtos nos principais mercados da cidade.

Conforme constatou a reportagem do “Notícias” numa ronda pelos mercados das zonas suburbanas, nomeadamente de Alto Gingone, Natite, Paquitequete e Central, a maior parte dos comerciantes retalhistas usa balanças sem o selo do INNOQ, confirmando que não foram inspeccionadas.

E a viciação de balanças constitui um dos grandes problemas dos consumidores da cidade de Pemba, o que concorre para o aumento do custo de vida dos consumidores, pois as quantidades de produtos que recebem no acto da compra não correspondem ao que pagam.

Maria L. Zacarias, munícipe ouvida pelo “Notícias”, disse que a viciação de balanças é um assunto sério e que o Conselho Municipal devia intervir.

“Cada um de nós sabe que maior parte das balanças usadas nos nossos mercados está adulterada. Isso vê-se a olho nu”, considerou Maria Zacarias.

De referir que, no âmbito da celebração do Dia Mundial da Metrologia, assinalado a 20 de Maio, o INNOQ realizou em Pemba um seminário provincial sobre a importância de medições para o dia-a-dia.

Na ocasião, alguns participantes denunciaram a adulteração dos instrumentos de medição, principalmente as balanças, no circuito comercial local.

Iolanda Almeida, uma das participantes no seminário, questionou se seria ilegal um consumidor passar a levar a sua própria balança às compras, a fim conferir o peso. Sobre esta preocupação, foi explicado que, desde que a balança do consumidor tenha sido certificada, não havia nenhum constrangimento, embora a prática demonstre que é remota a possibilidade de o vendedor aceitar tal procedimento.

Presente no evento, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Pemba, Tagir Carimo, justificou que se tem realizado trabalho de fiscalização das balanças, mas a maior parte dos vendedores, em caso de avaria das inspeccionadas, não tem comunicado à edilidade sobre a sua troca, daí a proliferação de instrumentos de medição não certificadas nos diversos mercados da praça.

 

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