Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

TRANQUILIDADE e ordem foi a nota dominante dos festejos da transição de 2017 para 2018, em todo o país. A ocorrência de três mortos em acidentes de viação acabou manchando a alegria da recepção de um novo ano.

Com efeito, houve registo de um morto, na capital do país, na sequência de um acidente de viação ocorrido na manhã de ontem, para além de outros registos em Sofala e em Nampula. 

Porque o 1º de Janeiro coincide com uma segunda-feira, o dia de ontem foi reservado pelos cidadãos para a reposição de energias, tendo em conta a retoma das actividades laborais prevista para hoje.

A PRM em Sofala, através do seu porta-voz, Daniel Macuácua, disse que a corporação registou cinco acidentes de viação que resultaram num óbito e dois feridos graves.

Macuácua referiu que os casos registados são em número reduzido se comparado com o ano transacto.

Com efeito, o corpo do Serviço Nacional de Salvação Público, vulgo Bombeiros, permaneceu todo o dia sem solicitações de emergência. O seu porta-voz, Gonçalves Botão, referiu que a corporação está em prontidão e apelou às comunidades para evitarem excessos.

A transição tranquila é testemunhada pelo director clínico do HCN, Wingi Oliver, cuja equipa continuava de prontidão para atender a qualquer eventualidade.

“Vamos aguardar e torcer para que a tranquilidade continue. Mobilizamos toda a equipa de trabalho entre pessoal de apoio, enfermeiros e médicos especialistas, e estamos preparados para atender os pacientes”, disse.

Por ter-se registado um calor intenso, com as temperaturas a marcarem o máximo de 34 graus, muitas famílias recorreram às praias do Estoril, Veleiro e Macúti para passar a festa.

A morte de um menor vítima de acidente de viação e a falta de água em alguns bairros residenciais da cidade de Nampula foram as principais manchas das festas de transição para 2018.

O menor consta entre as vítimas dos cerca de 30 casos de acidentes de viação registados no Banco de Socorros do Hospital Central de Nampula.

O chefe do Banco de Socorros daquela unidade sanitária, Frederico Sebastião, deu conta que foram atropelados dois menores, um dos quais veio a perder a vida no hospital, enquanto outro teve uma fractura no fémur.

O Banco de Socorros do Hospital Central de Nampula registou um total de 128 doentes, sendo 30 por acidentes de viação, 19 por agressão física, um por queda e igual número por queimadura por mau manuseio de objectos pirotécnicos de que resultou a amputação de três dedos da mão.

A fonte acrescentou que houve um aumento de um acidente de viação em relação à transição de 2016 para 2017. De salientar que nas vésperas, três acidentes de viação ocorridos na cidade de Nampula, vila de Rapale e Anchilo causaram 8 óbitos, além de feridos graves e ligeiros.

As autoridades policiais consideram, de um modo geral, que a festa da passagem do ano foi celebrada, em toda a província de Nampula, em ambiente de paz, ordem e tranquilidade, fruto do trabalho de sensibilização dos cidadãos feito pela corporação.

Mesmo a carestia de preços de alguns produtos alimentares verificada na véspera não ofuscou os festejos. Tal como é habitual, famílias juntaram-se para conviver, bebendo e comendo, num ambiente de verdadeira festa, tanto é que na capital provincial não houve ruptura de “stock” de bebidas, como cerveja e refrigerantes. Todos os depósitos de revenda estavam com grandes quantidades disponíveis para a comercialização.

Gente houve que preferiu os locais de diversão nocturna, onde passou a transição na companhia de amigos, e outros optaram por demandar às praias de Mossuril, Ilha de Moçambique, Nacala-Porto e Angoche.

Outras centenas de citadinos preferiram assinalar a transição na rua em locais como a Praça da Liberdade, Rotunda do Aeroporto, Jardim Parque e na Avenida Eduardo Mondlane.

De outras cidades da província de Nampula, nomeadamente Nacala-Porto, Ilha de Moçambique e Angoche, soubemos que as festas de transição do ano também foram calmas e ordeiras.

A falta de água, que é um problema crónico, que a terceira maior cidade do país vem enfrentando, fez com que alguns munícipes deambulassem, logo pela manhã, de latas ou baldes na cabeça, facto que tirou o brilho às festas.

De Gaza chega-nos a informação de que o Hospital Provincial de Xai-Xai atendeu durante a transição de ano 108 pacientes, dos quais 18 ficaram internados.

Dos 108 doentes, 14 foram atendidos depois de se envolverem em acidentes de viação, sendo que todos sofreram ferimentos ligeiros, daí que nenhum deles foi internado.

Não obstante a chuva, que caiu um pouco antes da meia-noite, as pessoas não se coibiram de festejar, sendo que, uma vez mais, a música moçambicana voltou a ser preferida dos convivas quer ao nível das residências, assim como das casas de pasto, para onde muitos turistas se deslocaram para passar o “reveillion”.

De acordo com o médico-chefe provincial de saúde, Sílvio dos Santos, a transição de ano foi tranquila, tomando em consideração que não houve casos preocupantes, sobretudo ligados a acidentes de viação.

Para o efeito, a maior unidade hospitalar da província de Gaza estava preparada para responder a qualquer eventualidade, uma vez que reforçou no número de profissionais, para garantir uma pronta resposta em caso de solicitação.

FERIDOS LIGEIROS EM TETE

Dois feridos ligeiros na sequência de igual número de acidentes de viação do tipo choque entre carro e motorizada e o despiste e capotamento ao longo da Estrada Nacional número 9, no bairro Chingodzi, na zona industrial da Tayana, no Município da Cidade de Tete, foram os únicos casos, dignos de registo, ocorridos na transição do ano 2017 para 2018 ao nível da província de Tete.

O chefe do departamento da Polícia de Trânsito no Comando Provincial da Polícia da República em Tete, Raimundo Robate, disse que os acidentes de viação ocorreram numa distância de apenas um quilómetro, todos na mesma via.

O primeiro caso foi registado por volta das 23 horas e envolveu uma viatura ligeira de marca Toyota Hilux e uma motorizada, e o segundo, momentos antes da passagem do ano, do tipo despiste e capotamento de uma viatura ligeira de marca Toyota Spacio, devido ao excesso de velocidade.

De referir que as autoridades estiveram empenhadas em campanhas de educação cívica dos automobilistas, peões sobre as boas maneiras de circulação na via pública. 

Raimundo Robate aponta que quer os condutores e a população no geral pautaram por um comportamento ordeiro.

Por outro lado, a oficial de imprensa no Comando Provincial da PRM em Tete, Lurdes Ferreira, disse que em toda a província houve um ambiente calmo e tranquilo.

“Não registamos nenhum caso criminal e não temos registo de casos de feridos que deram entrada nas unidades sanitárias da província, tendo como origem as agressões e manuseamento de fogo-de-artifício”, indicou a oficial da imprensa junto ao Comando provincial da PRM em Tete.

TRANQUILIDADE NO NIASSA

O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique no Niassa considera que o patrulhamento nos locais considerados susceptíveis de ocorrência de actos, que pudessem colocar em risco a ordem e segurança públicas, concorreu para o ambiente vivido.

Alves Mate, porta-voz da corporação, apontou o registo de dois feridos graves internados em consequência de um acidente de viação envolvendo duas motorizadas e uma violação sexual de uma menor de cerca de 12 anos de idade, como sendo os incidentes registados na transição. No mesmo período, três cidadãos foram detidos por condução ilegal.

Os dois feridos sofreram traumatismo craniano encefálico e foram submetidos à intervenção cirúrgica no Hospital Provincial, onde estão a recuperar com quadro clínico reservado.

Narcísio Randinho, director clínico do Hospital Provincial de Lichinga, disse que houve ainda o registo de 17 casos de agressão física.

Deram entrada naquela unidade sanitária 269 pacientes sofrendo de doenças como malária, infecções respiratórias e intoxicação por consumo de alimentos preparados de forma aparentemente incorrecta. A fonte deu conta que houve uma ligeira subida da procura de serviços de saúde, sobretudo por ferimentos resultantes de agressão física e de doença.

O “Notícias” testemunhou nos bairros da cidade de Lichinga um ambiente de alegria com os munícipes a desfilar nas ruas e avenidas antes e depois da transição do ano.

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