Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Os partidos da oposição sul-africana estão a aumentar a pressão, através do parlamento, para que Jacob Zuma se demita do cargo de Presidente da República, antes de proferir o seu discurso sobre o Estado da Nação.

Para tal, os partidos da oposição aproximaram-se ao parlamento, com a Aliança Democrática (DA) à procura de adiar o discurso do Estado da Nação e os Lutadores pela Liberdade Económica (EFF) a pedirem que seja debatida uma moção de censura sobre a liderança de Zuma.

O Movimento Democrático Unido (UDM) também pediu uma reunião com todos os partidos da oposição na sexta-feira para discutir a proposta da moção de censura.

Há também uma forte pressão dentro do Congresso Nacional Africano (ANC) para que os membros mais influentes do partido (top 6) peçam a Zuma que se demita, com alguns membros do Comité de Trabalho Nacional a dizerem à News24 que a saída deve acontecer antes do discurso sobre o Estado da Nação.

O Secretário-geral do ANC, Gwede Mantashe, disse esta terça-feira à News24 que os seis maiores do partido (os mais influentes) se encontrariam com Zuma para discutir “opções“ para evitar que seja destituído pelo parlamento.

“Há um debate sobre o que está no ar, a questão da melhor opção, melhor do que a possibilidade de impeachment e uma moção de censura, ou fazermos algo diferente”, disse Mantashe à News24.

Enquanto isso, o líder da Aliança Democrática (DA), Mmusi Maimane, anunciou ontem que havia pedido ao parlamento para adiar o discurso sobre o Estado da Nação até que Zuma fosse afastado como Chefe de Estado.

“Assim como estão as coisas não seria do interesse da África do Sul que o presidente Zuma faça o discurso sobre o Estado da Nação, quando existe uma grande incerteza sobre se ele permanecerá presidente”, disse Maimane.

O EFF escreveu uma carta à presidente da Assembleia Nacional, Baleka Mbete, a pedir que seja debatida uma moção de censura contra Zuma.

O líder do EFF, Julius Malema, é citado pela News24 a afirmar que não deveria haver um discurso sobre o Estado da Nação nesse dia, se for para ser feito por Zuma.

“Ele está a representar a sua própria causa”, disse Malema, alegando que Zuma não tinha mandato para presidir a África do Sul.

O líder do EFF enumerou as decisões do Tribunal Supremo do norte de Gauteng em relação à questão da captura do Estado, bem como as conclusões do Tribunal Constitucional sobre um pedido de impeachment feito pelo EFF, como algumas das razões pelas quais eles querem que seja debatida uma moção de censura.

Na carta que ele enviou a Mbete, Malema disse que acreditava que o Parlamento chegaria a uma conclusão diferente sobre uma moção de censura.

Zuma sobreviveu a inúmeras moções de censura no passado.

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