Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O MINISTRO das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Bonete mostrou-se esta semana preocupado com a transformação de escolas em centros de acomodação, das pessoas que foram desalojadas pela depressão tropical, que assolou a zona norte, particularmente, num momento como este, em que o ano lectivo 2018 já arrancou.

Em função disso, segundo o ministro, que esteve de visita a alguns centros de acomodação na provincia de Nampula, particularmente, nos distritos da Ilha de Moçambique, Mossuril,  Monapo e Nacala, tem que se acelerar a criação de condições necessárias, para que estes estabelecimentos de ensino sejam evacuados e as pessoas que agora ocupam, sejam encaminhadas para as zonas de reassentamento seguras, que já existem.

O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, reiterou o apelo às populações que residem nas zonas de risco, na província de Nampula, a abandonarem os locais, com vista a reduzir danos maiores que são causados pelas calamidades naturais, com destaque para a destruição de suas casas.

Os centros funcionam na escola secundária da vila sede distrital de Monapo e nas primárias e completas de Naguema, em Mossuril e de Entete, na Ilha de Moçambique, onde se encontram acomodadas centenas de pessoas de várias idades afectadas pela intempérie.

O apelo foi feito durante os encontros que o ministro teve com os afectados, onde o dirigente avaliou as actuais condições que dispõem, sobretudo de saneamento e assistência médica e medicamentosa com vista a evitar a eclosão de doenças, como diarreias ou cólera.

“O que pedimos a vocês é que não continuem a construir as casas em zonas de risco. Devem servir de exemplo, explicando ou aconselhando as outras pessoas para que não construam as casas onde passam os rios, porque quando cai muita chuva, perdemos pessoas, casas e outros bens”, disse Carlos Bonete.

À margem da visita, o titular do pelouro das Obras Públicas e Habitação e Recursos Hídricos, disse haver necessidade de no país se construírem, infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas, para que os efeitos das calamidades não sejam tão negativos como se tem vindo a assistir.

“Estamos a falar por exemplo, de infra-estruturas para o abastecimento de água as populações, dos estabelecimentos de ensino, dos hospitais e outras incluindo pontes, que resistam a essas mudanças”, explicou.

Falando a jornalistas na cidade de Nacala, disse ter visto de facto os danos provocados pelas intensas chuvas na província de Nampula, que precisam de um esforço visando a sua recuperação.

Lamentou o facto de as chuvas terem atingido algumas machambas dos camponeses nas áreas com potencial produtivo, destruindo culturas, o que eventualmente pode comprometer a produção agrícola na presente campanha.

Carlos Bonete reconheceu haver prontidão e empenho das autoridades governamentais locais, na recuperação do que foi destruído pelo mau tempo, principalmente as vias de acesso, em função sobretudo das capacidades financeiras e outras, aspecto que encorajou a continuarem a ser observados nesta dura tarefa de reposição das infra-estruturas.

Aquele dirigente destacou a coordenação na reconstrução das infra-estruturas, entre os governos locais e o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), tal como aconteceu com a reposição da ponte sobre o rio Muecate, que resultou no restabelecimento da ligação rodoviária entre Naguema e Chocas-Mar, no distrito de Mossuril.

Nas três províncias do norte do país, nomeadamente, Nampula, Cabo Delgado e Niassa, o governo central necessita de 450 milhões de meticais para executar as acções de emergência, em consequência das destruições provocadas pelas chuvas.

Em Nampula, durante dois dias, o Ministro das Obras Públicas e Habitação avaliou igualmente a actual situação do sistema de abastecimento de água à cidade da Ilha de Moçambique, que funciona através de furos mecânicos abertos na zona de Entete e o drama da erosão em Nacala-Porto.

Mouzinho de Albuquerque

 

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