Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A SEMANA que termina foi marcada em todo o território nacional pelo encerramento do recenseamento eleitoral com vista ao pleito autárquico de Outubro.

Como se sabe, o censo em questão arrancou a 19 de Março nas 53 regiões autarquias do país e terminou a 17 deste mês de Maio.

Os postos de recenseamento estiveram abertos todos os dias, incluindo fim-de-semana para que as pessoas, efectivamente, tirassem um pouco do seu tempo a fim de irem registar-se sem “stress”.

Foram mais de dois meses com os postos abertos e à espera dos potenciais eleitores apesar dos problemas técnicos que se registaram no início, mas que foram sendo superados propiciando assim uma melhor fluência do processo.

Ainda assim, e como já era de prever, portanto bem à nossa maneira, tudo ficou para a última hora.

As pessoas, movidas por outras agendas, foram arrastando e deixando as coisas para depois e o tempo, que não espera por ninguém, foi se escoando até que chegamos ao último dia.

Se os derradeiros momentos já mostravam a tendência, aliás também previsível, de as pessoas despertarem e começarem a aproximar-se dos postos de recenseamento, o próprio dia 17 só veio confirmar tudo: mais uma vez, muitos dos meus compatriotas voltaram a deixar tudo para esse dia.

Ignoraram, portanto, todos os apelos que foram sendo feitos ao longo do período previsto para que se fossem registar porque no último dia podiam ter contratempos pessoais, familiares, profissionais ou de outra natureza como até a avaria das máquinas.

Resultado: milhares de pessoas, pelo menos na cidade da Beira, foram aos postos no último dia, mas voltaram para casa sem se terem recenseado, mesmo tendo havido o alargamento de mais duas horas diárias.

Qual é aqui o problema? Educação cívica? Educação patriótica?

Pois, se tudo isso era previsível porque recorrente, já não era de prever que as pessoas faltassem descaradamente à verdade quando chamadas a justificarem-se.

Em vez de assumirem a sua responsabilidade, não foram poucos os que preferiram acusar os outros, o tal fenómeno de “desresponsabilização”.

Se calhar fosse melhor cada um dizer apenas que não teve tempo porque esteve a trabalhar, a estudar, tinha viajado, esqueceu-se, desleixou-se mesmo, por aí fora, e não procurar culpados.

Lendo e ouvindo muitos compatriotas entrevistados já nas longas filas do último dia, apercebemo-nos de algumas justificações muito próximas da falsidade, para não usar uma expressão pouco digna.

Falaram, por exemplo, de que sempre que iam aos postos as máquinas estavam avariadas o que foi liminarmente desmentido não apenas pelos órgãos de administração do processo mas pelos próprios fiscais dos partidos políticos.

Lemos e ouvimos compatriotas a culparem os seus chefes e/ou patrões por não os terem deixado recensear-se, o que não parece de todo crível.

Outros ainda contaram histórias de que estavam com dificuldades de localizar os seus próprios documentos nas suas próprias casas o que só foi possível no dia 16, portanto a escassas horas do fim do processo!

Enfim, justificações pouco responsáveis que me levam mesmo a concluir que no fim a verdade já não conta.

Eliseu Bento

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