Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), uma organização não-governamental moçambicana, alerta para os perigos da prevalência do elevado índice de desnutrição crónica infantil no país, que, segundo um estudo conduzido por aquela instituição, se situa na ordem dos 43 por cento em crianças de zero a cinco anos de idade. 
O estudo aponta como principais causas do fenómeno a insegurança alimentar, os cuidados inadequados às mulheres grávidas e crianças e o provimento deficitário dos serviços de saúde, água e saneamento em quase todo o país, situação que concorre para a eclosão de doenças infantis, nomeadamente, hidrocefalias, anacefalias e espina bífida.
“O cenário da desnutrição crónica no país é bastante preocupante e os números são assustadores. Cerca de 43 por cento são assoladas por este mal e isso significa que as necessidades fisiológicas de nutrientes não estão sendo atendidas”, disse a directora executiva da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Zélia Menete, em declarações à AIM.
“A ausência de um acompanhamento nutricional, boa alimentação das mulheres grávidas, lactantes e  crianças de 0-5 anos é a causa principal deste problema”, vincou Zélia Menete, falando da necessidade de dotação orçamental pela Assembleia da República (AR), Parlamento, para as actividades ligadas aos desafios de nutrição em Moçambique, no âmbito do Plano Económico e Social (PES-2019).
De acordo com a fonte, as consequências que advêm da falta de investimento no combate à desnutrição crónica em Moçambique são os riscos de morte materno-infantil, doenças infecciosas e degenerativas (obesidade e diabetes) e diminuição do desempenho cognitivo, bem como a baixa produtividade.
“Este problema causa 26 por cento de mortes de crianças de 0-5 anos. Este problema está directamente ligado ao fraco desempenho académico nas crianças. A desnutrição crónica nas crianças representa um atraso de quatro anos de escolaridade”, explicou.
Segundo o estudo, cerca de 60 por cento da população adulta em Moçambique sofreu de desnutrição infantil e, como consequência, hoje enfrentam um outro problema de diminuição da capacidade de trabalho, que se salda na perda de produtividade, de 10 por cento do PIB, calculado em 1,6 mil milhões de dólares/ano. 
A fonte afirma que para a resolução da problemática da desnutrição crónica em Moçambique exigem-se recursos e compromisso a longo prazo entre todos os intervenientes e vontade política expressa ao mais alto nível.
“As estratégias sectoriais devem priorizar a nutrição, monitorar-se a inclusão de acções sensíveis à nutrição nos PES e garantir o orçamento. Investir-se num sistema de informação (monitoria e avaliação) eficaz  ao mais alto nível”, defendeu.
Recentemente, o FDC realizou um encontro de advocacia para a nutrição em Moçambique com os deputados da Assembleia da República, no sentido de chamar a sensibilidade dos parlamentares em relação à problemática da desnutrição, como um fenómeno que deve merecer atenção daquele órgão legislativo.
 

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