TRANSPORTADORES e criadores de gado das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane queixam-se da morosidade na emissão de credenciais e guias para a movimentação de animais dos locais de produção para os matadouros.

A queixa foi feita há dias, em Maputo, durante um encontro conjunto entre os criadores, transportadores e técnicos da Direcção Nacional de Veterinária (DINAV) e tinha como objectivo divulgar as medidas de controlo de movimentação de animais.

A obrigatoriedade de porte de documentos por parte dos transportadores foi reforçada na sequência da eclosão da febre aftosa, que afectou no mês de Dezembro sete províncias das regiões centro e sul.

Devido à demora na emissão da documentação os transportadores dizem que viajam de noite com os animais e muitas vezes quando chegam aos matadouros municipais os serviços estão encerrados.

No entanto, segundo suas palavras, o gado permanece nos camiões e, pior ainda, quando coincide com uma sexta-feira os animais acabam reduzindo o peso, uma vez que só são processados na segunda-feira seguinte.

Alberto Malendza, criador no distrito da Namaacha, disse que actualmente o matadouro municipal não está a operar, por isso são obrigados a transportar os animais até aos matadouros da vila de Boane ou da Machava.

Neste sentido, segundo a fonte, há demora na tramitação das guias de marcha que autorizam a movimentação do gado para os matadouros.   

Joanisse Fernando, transportador de gado em Gaza, disse que muitas vezes as guias são emitidas nas tardes de quinta ou sexta-feira, facto que prejudica os transportadores.

Referiu, por exemplo, que de Chicualacuala para Maputo são cerca de 510 quilómetros, e com as vias em péssimas condições são obrigados a conduzir a uma marcha lenta e não conseguem abater os animais no mesmo dia.

No entanto, Américo da Conceição, director da DINAV, disse que os participantes ao encontro foram unânimes em considerar que as medidas de controlo de movimentação dos animais estão a melhorar, mas ainda prevalecem problemas de emissão dos documentos.

Reconhece haver problemas no sector, no entanto disse que vai trabalhar com os técnicos dos distritos e das províncias para inverter a situação. Elucidou que vai-se criar mecanismos para facilitar a movimentação do gado, mas sem prejudicar a saúde pública.

“Há lentidão na tramitação dos documentos sim, mas outra situação que é preocupante tem a ver com a degradação das vias de acesso, sobretudo nesta época chuvosa. Também sentimos que alguns transportadores não são honestos, porque solicitam guias para um certo número de animais e transportam mais ou menos”, disse.

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