Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O governador da província de Nampula, Victor Borges, lançou ontem a campanha de prevenção contra a malária, apelando ao uso de melhores estratégias de comunicação.

Nampula é a província que apresenta endemicamente o maior número de casos de malária no país, situação ilustrada com o aumento de casos de 2017 a 2018, tal como referiu o governante.
“Da análise feita, nos últimos 9 meses a província aumentou os casos de malária em 21 por cento, ao registar 1.829.886, contra 1.511.209 casos reportados em igual período de 2017, pese embora terem-se reduzido as mortes, saindo de 173 nesse ano, para 161 em 2018”, afirmou, segundo a AIM.

Para dar resposta a esta situação, Victor Borges recomenda que as estratégias de abordagem sejam melhoradas, sobretudo a nível da comunicação.

“Precisamos de nos comunicar em línguas que a população entende. Usar estratégias de comunicação baseadas em contextos socioculturais dos locais onde os moçambicanos vivem”, defendeu.

A campanha ora lançada tem como lema “zero malária começa comigo” e é um apelo dirigido ao público de todo o Continente Africano para uma África sem malária.

“A campanha visa incentivar movimentos de base nos quais indivíduos, famílias, comunidades, líderes, gestores públicos e privados, entre outros membros da sociedade, deverão assumir uma responsabilidade no combate à malária”, sublinhou o governador de Nampula.
No final deste primeiro fórum provincial sobre malária os administradores dos 23 distritos de Nampula assinaram um contrato de gestão, como sinal de compromisso no combate à malária.

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Moçambique perde anualmente cerca de 1,6 mil milhões de dólares devido à desnutrição crónica, segundo anunciou segunda-feira, em Maputo, o representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Olman Serrano. Leia mais

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AS condições de trabalho dos professores em Nampula têm registado melhorias, com a implementação de alguns direitos como progressões, mudanças de carreira e assistência médica e medicamentosa. Leia mais

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Moçambique perde anualmente cerca de 1,6 bilhões de dólares devido à desnutrição crónica, anunciou segunda-feira, em Maputo, o representante da FAO em Moçambique, Olman Serrano.

Explicou que na escala global a malnutrição custa à economia mundial cerca de 3,5 triliões de dólares.

“Em Moçambique, o estudo sobre a fome, realizado no ano de 2017, revelou que o país perde anualmente mais de 10,9 do seu PIB, devido à desnutrição crónica, que corresponde à perda, anualmente, de cerca de 1,6 bilhões de dólares. A fome é principalmente circunscrita à área específica, nomeadamente, terras degradadas pelos conflitos, secas, pobreza”, disse Serrano durante uma mesa-redonda sobre os desafios da segurança alimentar e nutricional face à fome zero em Moçambique.

O encontro, de um dia, reuniu especialistas da FAO e do governo moçambicano e insere-se nas comemorações do Dia Mundial de Alimentação que se assinalou ontem.
Serrano fez questão de chamar atenção sobre o rápido crescimento populacional que se regista em Moçambique.

Advertiu que, por isso, o aumento da produção e produtividade deverá ocorrer na mesma superfície de terra disponível. Aliás, a FAO estima que 70 por cento de tal crescimento terá que advir da eficiência gerada por avanços tecnológicos.

Por seu turno, o ministro moçambicano da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino Marrule, reconhece que apesar dos sucessos registados no combate à insegurança alimentar ainda persistem desafios.

“Moçambique já deu passos significativos ao reduzir a prevalência da população sujeita à insegurança alimentar de 50 para 24 por cento nos últimos dez anos.
Contudo, entendemos que ainda é pouco, pois apesar desses esforços ainda persistem desafios ligados ao acesso a alimentos nutritivos e à resiliência aos choques climáticos que têm um grande impacto na produção agrícola, quer ao nível mundial, quer ao nível local.
Por isso, as políticas do governo estão orientadas para as zonas rurais, como forma de alavancar o papel da mulher rural destas zonas, em particular, e produtores, de uma forma geral, que na sua maioria praticam uma agricultura de subsistência”, disse Marrule.

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou uma quadrilha que se dedicava ao roubo de cabos eléctricos da rede pública, na província de Manica, para fabricar e vender utensílios de cozinha, disse hoje à Lusa fonte da corporação.

O resultado foi a apreensão de material que daria para apetrechar muitas cozinhas: 952 panelas, 105 frigideiras, 475 tachos e 39 ferros de engomar a carvão.

Os 17 suspeitos, entre artesãos e vendedores, agora detidos, tinham a sua própria linha de produção: roubavam os cabos eléctricos e peças de alumínio da rede pública de distribuição de energia, material que era depois fundido em fornos tradicionais.

A operação decorria nos distritos de Chimoio, Manica e Gondola, entre o Zimbabwe e a Serra da Gorongosa.

"O caso está a seguir os trâmites legais", disse à Lusa, Elsídia Filipe, chefe do Departamento das Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia de Manica, salientando que esta foi uma apreensão recorde.

Entre os detidos, disse, uns foram apanhados em flagrante na posse de vários metros de cabos eléctricos e peças de suportes às linhas nos postes de energia, enquanto outros vendiam o produto final, tachos, panelas e outros, em mercados informais.

Os utensílios, geralmente, vendidos a baixo preço - quase metade do que custam numa loja - têm sido o recurso de numerosas famílias de baixos rendimentos.

O delegado da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM), em Chimoio, considera que a vandalização e roubo têm provocado um retrocesso na expansão da rede e no projecto de electrificar o país até 2030.

"Se continuarmos com estes actos de vandalismo o que vai acontecer é que temos que voltar atrás para fazer a reposição, em vez de electrificar outros postos administrativos, que é o nosso desafio", disse Eduardo Pinto.

O roubo de material à EDM provocou prejuízos de cerca de sete milhões de meticais  na província de Manica em 2017.

Nos primeiros três meses deste ano a perda é estimada em  dois milhões de meticais.

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