Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O índice de casamentos prematuros e gravidezes precoces tende a reduzir nas escolas do distrito de Moatize, na província de Tete.
Segundo a directora distrital da Educação, Juventude e Tecnologia de Tete, Rosinha Borges, o índice de casamentos prematuros situou-se em 12 casos, de Janeiro a Outubro deste ano, contra 18 de igual período do ano passado.
Por sua vez, sete raparigas ficaram grávidas este ano, contra 12 em 2017, uma redução de cinco casos.
“Em termos comparativos podemos dizer que em 2017 tivemos o registo de 12 casos, mas neste ano a anotação foi de sete raparigas que se deixaram engravidar precocemente”, explicou, citada pela AIM.
A fonte disse que a redução do índice de casamentos prematuros, bem como de gravidezes precoces resulta da campanha de sensibilização a nível das comunidades.
“Notamos com êxito o trabalho que realizamos, pois as comunidades estão a perceber o objectivo da sensibilização que fazemos junto aos pais, para deixarem estudar as raparigas para o bem delas e dos próprios progenitores”, afirmou a directora.
“Mas, apesar desta redução, o nosso sector não vai descansar antes de atingirmos a nossa meta, que é de zero casamentos prematuros e gravidezes precoces nas nossas escolas. É nossa aposta que as raparigas estejam em igual posição que os rapazes, em termos de progressão estudantil, pois, como se sabe, educar uma mulher é educar uma nação”, acrescentou.
Rosinha Borges garantiu que com o trabalho de sensibilização a situação de casamentos prematuros pode inverter-se para o melhor, “uma vez que as comunidades estão a corresponder com as nossas expectativas”.
“Esperamos que atinjamos os nossos anseios, para o bem de toda a sociedade, porque haverá mais mulheres educadas em igual circunstância dos homens”, disse.

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O Governador da província de Manica, Manuel Rodrigues, visita hoje a Direcção de Saúde local, no quadro do acompanhamento das realizações do sector no quinquénio que iniciou em 2015.
O programa da visita, a que a AIM teve acesso, refere que Manuel Rodrigues vai escalar, sucessivamente, algumas unidades sanitárias localizadas na capital provincial, Chimoio, incluindo as obras do novo edifício da Direcção Provincial de Saúde de Manica, departamentos, parque de viaturas e outros serviços anexos à instituição.
Nas unidades sanitárias, com destaque para o Hospital Provincial de Chimoio, o chefe do executivo de Manica pretende aferir o nível de resposta às preocupações da população, que diariamente procura cuidados médicos. Também vai interagir com alguns profissionais de saúde afectos à unidade sanitária de referência provincial.
O Hospital Provincial de Chimoio é tido como sendo o que regista mais casos de denúncias sobre mau atendimento de pacientes.
A enfermaria da respectiva maternidade, por exemplo, tem sido denunciada pela população, alegando cobranças ilícitas protagonizadas por profissionais de saúde ali afectos.
Esta é a segunda etapa da visita que o governador efectua às direcções provinciais, depois de ter escalado, semana passada, a de Agricultura e Segurança Alimentar, onde, igualmente, se inteirou do funcionamento da instituição.
Recentemente, o governador de Manica terminou um ciclo de visitas que vinha efectuando a doze distritos da província.

 

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O projecto da Sociedade do Notícias “Uma Escola, Um Jornal” já chegou a localidade de Lupi, posto administrativo de Iapala, no distrito de Ribáuè, província de Nampula, com a entrega, na sexta-feira, de quatro exemplares às escolas Primária de Ropé e Secundária de Riane. Leia mais

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UM programa de epidemiologia de campo laboratorial está a ser desenvolvido desde 2010 em Moçambique, tendo já sido formados 46 epidemiologistas de nível superior e 180 técnicos básicos e intermédios para dar resposta a epidemias que têm afectado o país.

A informação foi partilhada pela ministra da Saúde, Nazira Abdula, na abertura da reunião dos titulares da pasta da Saúde de África que decorre em Maputo, no quadro da 7.ª Conferência Científica da Rede Africana de Epidemiologia de Campo (AFENET). 

Abdula afirmou que este número de quadros ainda é insuficiente, sendo, por isso, que o Ministério da Saúde vai continuar a formar mais pessoal para responder à demanda e melhorar a saúde e o bem-estar dos cidadãos.

A titular da paste da Saúde fez perceber que a formação e retenção de epidemiologistas de campo e de laboratório devem constituir prioridade para a construção de capacidades sustentáveis para a detecção e resposta às ameaças em saúde no continente.  

A falta de quadros qualificados na área de epidemiologia é um problema de quase toda África, referiu o director do Conselho Directivo da AFENET, Mafuta Tshimanga.
Para Nazira Abdula, os desafios que o continente enfrenta no controlo destas doenças exige respostas coordenadas, inovadoras e solidárias de todos países, tendo em conta que estes enfrentam epidemias complexas que atravessam as fronteiras. 

“A construção de resiliência nos nossos sistemas de saúde não deve esperar pela epidemia seguinte. Este trabalho deve ser perpétuo e envolver a disponibilização de recursos financeiros para as prioridades nacionais, consolidação das nossas instituições, assim como a formação de recursos humanos com capacidades necessárias para lidar com os desafios actuais e do futuro”, observou Nazira Abdula.

O desenvolvimento de recursos humanos, assim como a definição dos desafios e prioridades para a construção de sistemas de saúde resilientes e sustentáveis constituíram o foco das discussões dos 30 ministros reunidos ontem em Maputo.

No fim do encontro, os ministros divulgaram um documento designado “Declaração de Maputo”, que mostra os caminhos a ser seguidos para o fortalecimento da saúde pública em África.

A 7.ª Conferência Científica da AFENET, que termina sexta-feira na capital moçambicana, decorre sob o lema “Construindo Sistemas de Saúde Sustentáveis e Resilientes em África, através do Treinamento em Epidemiologia de Campo” e é realizada, pela primeira vez, num país de língua oficial portuguesa e na África Austral.

O evento junta mais de 500 especialistas de países africanos das áreas de saúde, agricultura, pescas, ambiente e turismo, residentes e graduados dos programas de formação em epidemiologia de campo (FELTP), bem como representantes de autoridades regionais e parceiros internacionais de saúde, com o intuito de partilhar experiências e discutir questões que impactam na saúde pública em África.

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, quer maior celeridade na electrificação rural e no aumento de novas ligações, como forma de garantir o acesso universal de energia eléctrica até 2030.

A meta consta do Programa Nacional de Energia para Todos lançado ontem, em Maputo, pelo Chefe do Estado, que realçou a sua importância para a elevação da produtividade industrial e redução do ciclo de pobreza, por meio da electrificação rural.

O projecto prevê o incremento de novas ligações à rede nacional de energia eléctrica, das actuais 150 mil para 450 por ano, a partir de 2025. Estima-se que 72 por cento da população não tem acesso à energia eléctrica e, desta forma, a iniciativa inaugura uma nova etapa do desenvolvimento do país.

Filipe Nyusi reconheceu que com o actual número de novas ligações, à média de 150 mil por ano, dificilmente serão alcançados os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, não obstante os esforços na expansão da rede eléctrica.

O Programa Nacional de Energia para Todos prevê electrificação a dois níveis.

O primeiro abrangerá as zonas densamente habitadas, já com infra-estruturas de energia da rede nacional, mas que ainda não fazem o uso do recurso. Trata-se de áreas com potencial para actividades económicas e de rendimento, o que vai permitir, a médio prazo, a sustentabilidade do serviço de fornecimento de energia eléctrica.

O segundo é para as regiões fora da rede nacional, através de sistemas solares residenciais e em mini-redes, cobrindo pequenas comunidades.

Com recurso a energias renováveis, o programa prevê a electrificação de 715 centros de saúde, 804 estabelecimentos de ensino e operacionalizados 68 sistemas de abastecimento de água até 2030.

O Chefe do Estado destacou que a energia promove o desenvolvimento, gera emprego, viabiliza a sustentabilidade ambiental, dissemina a justiça social e a inclusão no acesso a recursos e oportunidades.

Assegurou que o fornecimento de energia eléctrica às famílias de baixa renda será feito sem negligenciar as parcerias para os projectos de produção com fins comerciais.

Para o sucesso na implementação do programa, Nyusi apelou a uma gestão transparente do volume de investimentos alocados.

O Banco Mundial vai desembolsar 400 milhões de dólares norte-americanos para o financiamento de projectos de transmissão de energia, no quadro do programa lançado ontem pelo Presidente da República.

A alocação da verba foi anunciada pelo representante do Banco Mundial no país, Mark Lundell, que precisou que o investimento vai permitir o uso eficiente da energia produzida a partir dos hidrocarbonetos, como gás e carvão.

Segundo Lundell, a aposta na distribuição de energia vai criar uma rede integrada. A fonte adiantou que a região Centro do país é uma das potenciais beneficiárias, uma vez que dispõe de poucos sistemas de conexão com a rede nacional de energia.

O Programa Nacional de Energia para Todos foi aprovado pelo Governo em Outubro.

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