A província de Manica registou no ano passado uma produção global estimada em 77.3 mil milhões de meticais, representando uma realização de 99,8 por cento em relação ao planificado, que é de 77 470, 38 milhões de meticais.

Os dados foram tornados público em Chimoio pelo governador da província de Manica, Manuel Rodrigues, na abertura da IX sessão ordinária da Assembleia Provincial (AP).

Rodrigues considera que a província está a apresentar índices assinaláveis de crescimento na esfera de desenvolvimento social e económico, olhando para os resultados alcançados no ano de 2018.

Em 2017, a produção global situou-se em 71 127, 29 milhões de meticais, enquanto em 2018 foi de 77.3 mil milhões de meticais, representando um aumento na ordem de 8,7 por cento.

Os sectores de agricultura, produção animal, exploração florestal, comércio, transportes e comunicações são os que mais contribuíram na balança de produção. O comércio participou com 23,9 por cento, enquanto agricultura aparece com 50,6 por cento, transportes e comunicações com 10,75 por cento.

“Os resultados foram alcançados graças ao envolvimento da população na cadeia de produção a todos os níveis. Em todas as áreas tivemos bons indicadores, o que nos encoraja a dizer que temos que continuar juntos, independentemente das diferenças existentes, engajados no processo de produção”, vincou.

A produção agrícola foi de 3.4 milhões de toneladas alcançados no ano transacto, contra 3.3 milhões de toneladas de 2017, representando um crescimento de cerca de cinco por cento. À semelhança da agricultura, outros sectores de actividades registaram bons resultados, onde se destaca, igualmente, o sector de saúde, educação e desenvolvimento humano.

“Na saúde, educação e desenvolvimento humano vimos a construção de novas unidades sanitárias e salas de aula com respectivas carteiras. A taxa de cobertura de abastecimento de água, no meio rural, também conheceu um crescimento bastante elevado, naquilo que é o cumprimento do Plano Económico e Social (PES)”, disse.

Segundo Rodrigues, a atracção de investimentos para dinamizar a economia da província continua a ser a aposta do governo, pois Manica é uma das regiões com grande potencial a ser explorado para a melhoria das condições de vida da população.

A IX sessão ordinária da Assembleia Provincial, iniciada terça-feira, vai debater vários aspectos ligados à situação política, económica e social da província de Manica.

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Moçambique é um dos 21 países africanos que vão poder beneficiar de uma iniciativa do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) dirigida a mulheres empreendedoras, que vai receber 61,8 milhões de dólares 

Segundo um comunicado do BAD, a verba vai ser alocada pela Iniciativa Financeira para as Mulheres Empreendedoras (We-Fi), uma parceria do Banco Mundial, que reúne 14 governos doadores, oito bancos de desenvolvimento multilaterais e outras entidades do sector público e privado.

O programa do BAD, designado Acção Financeira Afirmativa para as Mulheres em África (AFAWA, na sigla inglesa), pretende melhorar o acesso ao financiamento de pequenas e média empresas pertencentes a mulheres, em 21 países africanos de baixo rendimento: Botswana, Burundi, Chade, Comores, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Etiópia, Quénia, Mali, Mauritânia, Moçambique, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, África do Sul, Tanzania, Tunísia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe.

“As actividades financiadas pela We-Fi estão alinhadas com a abordagem holística da AFAWA face à diferença de 42 mil milhões de dólares entre empreendedoras e empreendedores”, salienta o BAD.

A AFAWA pretende melhorar o acesso a instrumentos financeiros inovadores direccionados para mulheres, capacitar e formar empreendedoras e tornar o ambiente de negócios mais favorável às mulheres.

Segundo a AFAWA, o Continente Africano tem a taxa mais elevada de mulheres empreendedoras do mundo, com uma taxa de 25,9% de empreendedores femininos na África Subsahariana, o que significa que uma em cada quatro mulheres cria ou gere uma empresa.

 

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O GOVERNO de Sofala desafia os produtores do sector familiar no sentido de relançar a produção nesta 2ª época da campanha agrária 2018/2019, depois da passagem do ciclone tropical Idai, que devastou extensas áreas com culturas já na fase de colheita. Leia mais

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MOMADE Assif Abdul Satar, mais conhecido por Nini, pediu ao tribunal uma condenação com pena atenuada pelo uso de passaporte e nome falso e a absolvição dos co-réus Cidália dos Santos e Sahim Mommad Aslam, seu sobrinho. Leia mais

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A RECONSTRUÇÃO das infra-estruturas destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth no Centro e Norte do país, respectivamente, vai custar 3.2 biliões de dólares americanos, segundo projecção anunciada ontem pelo Governo. A necessidade será com a comunidade doadora, na conferência internacional a ter lugar nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, na cidade da Beira.

Daquele montante, perto de três biliões destinam-se a custear a reposição dos danos causados pelo ciclone Idai, que em meados de Março atingiu as províncias de Sofala, Manica, Zambézia, Tete e norte de Inhambane.

A porta-voz da 16ª sessão do Conselho de Ministros, realizada ontem em Maputo, explica que o valor está inscrito no relatório de avaliação das necessidades pós-ciclones, também designado de PDNA Moçambique 2019, aprovado no encontro. Segundo Ana Comoana, o documento apresenta um diagnóstico detalhado das principais ocorrências, seus impactos e a resposta dada.

O documento avalia igualmente os danos, perdas e apresenta as necessidades para a reconstrução, sendo que os 3.2 biliões servirão para reactivar os sectores social, produtivo e a área de infra-estruturas, severamente afectada.

Tratando-se de um evento extremo e não previsto, o Governo não possui nenhuma verba para a reconstrução das áreas afectadas, segundo clarificou a fonte, razão porque se está a organizar a conferência da cidade da Beira, para a mobilização dos fundos necessários para a reconstrução.

Acrescentou que o relatório, que servirá de base para a conferência de doadores, foi elaborado em coordenação com parceiros de cooperação como a União Europeia, Nações Unidas, entre outros.

Perto de 700 participantes oriundos de organizações internacionais, doadores, personalidades do sector privado e da sociedade civil são esperados no evento, que constitui uma das grandes esperanças dos moçambicanos para a reconstrução das províncias destruídas pelos ventos, chuvas intensas e inundações subsequentes.

A fonte clarificou que anualmente serão aprovados um plano de trabalho e respectivo orçamento até que os trabalhos previstos sejam cobertos.

Ainda ontem, o Governo apreciou informações que dão conta da redução do número de centros de acomodação ainda a funcionar, sendo 12 em Sofala e oito em Cabo Delgado e Nampula, como resultado dos projectos de reassentamento em curso.

Face ao cenário, o Executivo desactivou o alerta vermelho que vigorava no Norte do país desde meados de Abril, altura em que a zona foi atingida pelo “Kenneth”, e levantou a situação de emergência decretada logo depois do fenómeno “Idai”.

Contudo, continua-se a prestar apoio e assistência às vítimas das calamidades até que a sua vida volte à normalidade.

Ainda na 16ª sessão, o Conselho de Ministros actualizou a legislação sobre os projectos de gás natural na Bacia do Rovuma e apreciou a reforma em curso na administração pública e outros assuntos de interesse nacional.

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