Pelo menos 70 raparigas abandonaram o ensino, no ano passado, devido a casamentos prematuros na província de Manica, centro de Moçambique.
O número representa um aumento em seis casos, em relação a 2017, em que foram registados 64 desistências.

Alguns pais e encarregados de educação forçam as suas educandas a se casarem, com o objectivo de angariarem algum dinheiro.
Os casamentos prematuros são apontados como sendo a principal causa que tem influenciado o abandono do ensino pelas raparigas.
Os dados foram revelados há dias pelo director provincial de Educação e Desenvolvimento Humano de Manica, Estevão Rupela, durante a reunião provincial de planificação que decorreu na cidade de Chimoio.
No ano passado, de acordo com Rupela, o distrito de Macate, por exemplo, registou 15 casos, Mossurize 12, Machaze oito e Manica seis. Os distritos de Tambara, Báruè e Macossa tiveram quatro casos cada e Chimoio, a capital provincial, registou três, entre outros.
”O combate a estas práticas é um dos desafios ao sector, a par do cumprimento das metas de ingresso das raparigas na 1ª, 6ª, 8ª e 11ª classes em tempo previsto. Isso exige do sector esforços redobrados e grande capacidade de resposta firme e célere”, frisou Rupela, apelando a todos actores de educação a se empenharem com vista a remover as barreiras existentes e garantir que as raparigas permaneçam mais tempo na escola.
”Esse trabalho envolve todos os segmentos da sociedade. Estamos a falar, inclusive, dos líderes comunitários, religiosos e outras figuras influentes na comunidade. São esses que devem servir de exemplo para que a população siga o mesmo caminho de combater os casamentos prematuros”, acrescentou, segundo a AIM.
Rupela afirmou que o sector que dirige trabalha no sentido de persuadir a rapariga a prosseguir com os estudos, sendo um dos exemplos a introdução, nas escolas, de algumas iniciativas que têm como objectivo manter as crianças, sobretudo a rapariga, no ensino. Sem entrar em detalhes, referiu que tais iniciativas têm o apoio directo de alguns parceiros que operam no sector de educação.

A reunião de planificação decorreu na cidade de Chimoio e durou três dias. No encontro, em que participaram directores distritais, técnicos a vários níveis e parceiros, estiveram em debate vários aspectos ligados ao funcionamento do sector.
(AIM)

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Pelo menos 19 pessoas, entre crianças e adultos, morreram de Janeiro a esta parte na província de Tete, vítimas de malária, revelou Aléx Bertil, chefe do Departamento da Saúde Pública.
No entanto, de acordo com a fonte, houve uma redução de mortes por malária este ano, tendo em conta que no mesmo período de 2018 o sector registou 21 óbitos.
“Mesmo assim estamos preocupados porque trabalhamos para zero mortes por malária”, referiu Bertil, falando em conferência de imprensa na cidade de Tete.
“Registamos de Janeiro a esta parte, nas nossas unidades sanitárias, um total de 151 mil casos. Se compararmos com igual período do ano passado notamos que houve um aumento de casos em 36 por cento, porque houve maior procura de tratamento hospitalar”, explicou.
“Este aumento de casos preocupa-nos muito, porque o normal seria não termos casos de malária. Estamos a falar da erradicação da malária”, afirmou Bertil, citado pela AIM.
Acrescentou que “o aumento de casos de malária deveu-se às chuvas excessivas nos princípios deste ano e também ao facto de não termos feito, ainda, a pulverização intradomiciliária”.
Segundo Bertil, com a pulverização intradomiciliária os casos reduziriam, porque seria eliminada uma grande parte da população de mosquitos, vector transmissor da malária.
Disse que o sector reconhece que aqueles dois factores, chuvas excessivas e falta de pulverização, contribuíram em grande medida para mais casos de malária.
De acordo com Bertil, a distribuição de redes mosquiteiras nas consultas pré-natais a mulheres grávidas consta do rol de actividades em curso, que visam o combate à malária na província de Tete.
“Também celebramos um contrato com os governos distritais para cada sector de actividades fazer a sua parte no concernente ao combate à malária. Julgamos que a junção e conjugação de esforços poderão contribuir, significativamente, para a redução de casos de malária, bem como dos óbitos causados pela doença”, sublinhou.

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A Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), a nível da cidade de Maputo, suspendeu durante o mês de Maio do ano em curso 30 trabalhadores estrangeiros contratados ilegalmente por diferentes empresas localizadas na capital moçambicana.
A actividade inspectiva, que culminou com o desmantelamento da rede de emprego de mão-de-obra estrangeira ilegal, incidiu sobre empresas do sector de prestação de serviços, comercial e da construção civil.
Dos 30 trabalhadores em situação irregular, 16 desempenhavam as suas actividades no ramo da construção civil.

Em termos de nacionalidades, a China é que introduziu maior número de trabalhadores estrangeiros ilegais na cidade de Maputo, num total de 26, vinculados às empresas CIGICOP, Jin Xim Aluminium, China Jiangsun International e Ting Trading.
As outras nacionalidades foram a paquistanesa, com três trabalhadores, e portuguesa, com um.
Um comunicado da Direcção do Trabalho da cidade de Maputo, recebido pela AIM, refere que as empresas implicadas na contratação ilegal de mão-de-obra estrangeira foram chamadas a esclarecer a situação dos seus trabalhadores e, não tendo dado explicações plausíveis, as autoridades inspectivas decidiram pela sua suspensão.
A lei de trabalho prevê que as empresas que operam no território nacional devem integrar trabalhadores nacionais nas diversas áreas de maior complexidade, seja técnica, administrativa ou de gestão, prevendo, igualmente, que a contratação de mão-de-obra estrangeira só pode ocorrer, somente, quando em Moçambique não se encontre resposta, em termos de candidatos nacionais qualificados para ocuparem determinado posto.

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O governo vai introduzir, em Janeiro do próximo ano, o Fundo Nacional da Educação Profissional.
Trata-se de um fundo que resulta da negociação com os empregadores para que seja uma contribuição de 0.6 por cento da carga salarial mensal destinada a  financiar a área de formação.
O director-geral do Instituto Nacional de Formação Profissional Alberto Cassimo, Anastácio Chembeze, disse que o Fundo vai trazer resultados encorajadores e alavancar a área de formação profissional.
Em entrevista à Rádio Moçambique, Chembeze disse, à margem da Conferência Nacional de Formação Profissional, realizada semana finda, em Maputo, que a formação profissional é subsidiada por ser cara.
Com vista a melhorar a empregabilidade dos jovens, de 2015 a Março do presente ano os centros de formação proporcionaram 23 mil estágios pré-profissionais.
Este exercício permite a descoberta de talentos, segundo disse o Vice-Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Osvaldo Petersburgo.

 

 

 

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Aumentar a disponibilidade de água para a produção de alimentos é um dos resultados esperados com a implementação do Projecto de Recuperação da Seca e Resiliência Agrícola, a ser implementado nas províncias de Maputo e Gaza. LEIA MAIS

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