Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Cerca de 65 mil pessoas residentes em seis distritos da província de Manica vão ter acesso à água potável graças ao lançamento de um programa que prevê a construção de 56 furos e cinco sistemas de abastecimento.

Para o efeito, foi lançada, ontem, a primeira pedra para a construção dos referidos sistemas no posto administrativo de Dacata, distrito de Mossurize,  incluindo quatro represas, no âmbito do Programa Água para a Vida (PRAVIDA).

Os distritos beneficiários são Tambara, Guro, Macossa, Báruè, Machaze e Mossurize, cobrindo um total de 64 537 pessoas, elevando, desta forma, a taxa de cobertura de água, dos actuais 46 para 56 por cento na província de Manica.
Neste momento, 879 300 pessoas residentes da província de Manica beneficiam de água potável nas zonas rurais. Com a conclusão das obras, a taxa de cobertura passará para 961 657 pessoas nas zonas rurais e 25.599 no perímetro urbano, abastecidas por 2214 infra-estruturas.
O Governador da província de Manica, Manuel Rodrigues, que presidiu a cerimónia, disse que a província passará a contar com maior capacidade de armazenamento de água, que vai permitir uma melhor mitigação da seca, aumentando a segurança alimentar e nutricional para a população, bem como a geração de novos postos de emprego nas zonas abrangidas pelo PRAVIDA.

“É nossa convicção que no lançamento deste programa esteja assegurada a divulgação da informação relevante sobre o abastecimento, disponibilidade, aumento de água e melhoramento do saneamento nas zonas rurais e urbanas”, disse Rodrigues à população de Dacata.

“O programa vai priorizar a construção de sistemas de abastecimento de água e saneamento em zonas críticas e em situações de emergência, bem como a construção de infra-estruturas hidráulicas, com impacto na provisão de água para consumo humano e actividades agropecuárias”, acrescentou, segundo a AIM.

Garantiu que o processo marca o início de um trabalho longo que será replicado em outros distritos da província.

Convidou a população para participar nesta actividade, garantindo a segurança e melhor uso para que as infra-estruturas durem muitos anos.

“Vocês têm um papel muito importante e responsabilidade neste trabalho, porque esse sistema é vosso e devem preservá-lo”. Consta do programa a construção de quatro represas nos distritos mais assolados pela seca. A ideia é garantir que as represas ajudem na agricultura e outras actividades desenvolvidas pela população”, sublinhou o governante.
O fiscal da obra, Virgílio Munguambe, explicou à reportagem da AIM que as obras estão a cargo da empresa moçambicana PALEEN, Lda, que vai reabilitar e ampliar o sistema de abastecimento de água no posto administrativo de Dacata-sede.
As obras, que deverão ser concluídas num período de nove meses, estão orçadas em 31,8 milhões de meticais, financiados pelo governo.

O sistema de Dacata compreende uma rede de nove mil metros e uma conduta adutora com uma extensão de 900 metros.

Numa primeira fase vai beneficiar 4500 pessoas, cifra que poderá aumentar para nove mil.
Virgílio Munguambe explicou que concluída a construção e reabilitação, o sistema deverá funcionar por um período superior a 20 anos.

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A falta de alimentos está a agravar-se em zonas do interior  na província de Cabo Delgado por causa dos ataques causados por grupos armados que têm levado a população a abandonar terras, alerta um relatório ontem divulgado.

Em vez de haver um risco mínimo de insegurança alimentar, passou a haver “uma situação de 'stress' em áreas afectadas por ataques em Cabo Delgado, onde as famílias são forçadas a abandonar suas casas”, refere o relatório da Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome (FEWS Net, sigla inglesa), consultado pela Lusa.

Fontes do Governo, citadas no relatório, indicam que “muitos agregados familiares deslocados regressaram às suas aldeias nos últimos meses, enquanto o Governo em coordenação com o Programa Alimentar Mundial (PAM) presta assistência humanitária aos retornados”. 

No entanto, a rede de vigilância nota que, “recentemente, ocorreram mais ataques, com potencial para aumentar o número de deslocados”.

“Se houver mais famílias sem acesso a alimentos e sem realizar actividades agrícolas, a segurança alimentar pode deteriorar-se”, acrescenta.

Numa escala de insegurança alimentar de 01 a 05 (de risco mínimo até fome, respectivamente), a rede coloca a zona litoral da província de Cabo Delgado no nível dois, mas se os ataques continuarem “podem surgir sinais de nível 03 (crise)”.

Desde Outubro de 2017 que grupos armados atacam aldeias remotas de Cabo Delgado, fazendo um número indeterminado de mortos, na ordem das dezenas, e um número ainda maior de deslocados.

Depois de terem surgido associados a cultos muçulmanos radicais, nomeadamente, numa mesquita de Mocímboa da Praia, os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.

A insegurança alimentar regista riscos mínimos na maior parte do resto do país, ou seja, situa-se no nível 01, acrescenta o relatório hoje divulgado, com excepção para situações de crise (nível 03) no Sul (províncias de Gaza e Inhambane) e no interior oeste (Tete).

O documento justifica a situação com uma colheita fraca.

“Devido aos resultados fracassados da colheita de 2018, ou significativamente abaixo da média, a situação de crise está presentes em áreas semi-áridas das regiões sul e central”, aponta o documento.

A previsão meteorológica de médio prazo aponta para uma “redução das chuvas” a sul, o que “provavelmente atrasará a disponibilidade de alimentos” fazendo com que, até Janeiro, “mais famílias enfrentem uma situação de crise” no acesso a alimentos, conclui.

O relatório da FEWS Net actualiza um outro publicado em Junho em que eram apontados sinais de crise (nível 03) no sul de Moçambique.

A maioria da população do país pratica agricultura de subsistência, tirando das suas hortas os produtos com que as famílias se alimentam.

A rede FEWS Net foi criada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em 1985, para apoio à tomada de decisões na gestão de apoio humanitário.

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O transporte de pessoas e bens no município de Metangula, província do Niassa, através do lago Niassa, reinicia este mês de Outubro.

Trata-se das rotas Metangula-Cóbuè, no distrito do Lago, no Niassa, e para Mikoma, uma pequena ilha malawiana.

Devido à avaria que se verificou nos finais de 2017, o “ferry-boat”, vulgarmente chamado “Chambu”, ficou atracado num porto malawiano para observações mecânicas, complicando, desde então, a vida de milhares de pessoas que se serviam deste meio de transporte lacustre.
Com efeito, “Chambu” desempenhava um papel de relevo aos munícipes de Metangula, e não só, no transporte de bens.

Falando ontem, durante o comício que orientou em Metangula, o chefe da brigada central para a assistência ao Niassa, Carlos Agostinho do Rosário, disse aos residentes que ao votarem na Frelimo estarão a garantir o recomeço das viagens do “Chambu”.

“Vamos recomeçar o transporte em Outubro aqui em Metangula”, disse Carlos do Rosário.
A promessa aconteceu no decurso da campanha eleitoral ora em curso e que entrou hoje no seu sexto dia consecutivo, na sequência das eleições de 10 de Outubro corrente em 53 autarquias do país.

Além do reinício do transporte lacustre, Carlos do Rosário promete a reabilitação de várias infra-estruturas locais, incluindo a estrada que liga Metangula e Lichinga, a capital da província do Niassa.

“Este Outubro vamos colocar um bloco operatório para as mães aqui em Metangula”, afirmou, acrescentando que, em Novembro, o sistema de abastecimento de água deverá entrar em funcionamento. “Já lançamos um concurso público para o efeito”, vincou.

Aliás, Carlos do Rosário apelou aos munícipes para que não dêem ouvidos às propagandas de outras formações políticas.

“Se vierem vos dizer votem em nós, digam a eles que já estão atrasados”, disse.

A Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior da oposição, também concorrem à presidência do conselho autárquico de Metangula.

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