Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A capacidade de armazenamento de água da Barragem de Corumana, na província de Maputo, vai sair dos actuais 720 para 1240 milhões de metros cúbicos, quase o dobro, até Dezembro do próximo ano, na sequência da instalação de comportas no evacuador de cheias, oficialmente iniciadas ontem.

Os trabalhos complementares vão incluir a construção de um dique de portela, infra-estrutura de protecção da barragem em caso de cheias, e de 132 casas para igual número de famílias a ser retiradas de zonas de risco de inundações. Está igualmente prevista a reabilitação de órgãos da barragem, casa de comando e instalados sistemas de monitoria de segurança do empreendimento, entre outros elementos.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que lançou a primeira pedra para a montagem de comportas, disse que os trabalhos vão durar 15 meses e custar 25 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Banco Mundial.

João Osvaldo Machatine explicou que com o aumento da capacidade de armazenamento, a área irrigada pela barragem ao longo do vale do Incomáti vai aumentar dos 25 para 36 mil hectares, o que contribuirá para a produção de mais comida nesta zona da província de Maputo.

A contenção da intrusão salina no estuário do rio Incomáti e o aumento de fiabilidade na geração de 16.2 mega watts (MW) na central hidroeléctrica da barragem é outro ganho que virá das obras iniciadas ontem.

A Barragem de Corumana foi construída entre 1983 e 1989, tendo entrado em funcionamento em 1990, mas devido à guerra que flagelava o país na altura e limitações de financiamento as obras não chegaram a ser concluídas. Ficaram por montar as comportas para permitir que a infraestrutura tivesse a capacidade inicialmente projectada.

É neste sentido que de há alguns anos o Governo vinha negociando com diversos parceiros a conclusão da obra. As negociações foram mais intensas quando o crescimento da demanda por água potável no Grande Maputo começou a exigir uma fonte alternativa dos Pequenos Libombos.

É neste sentido que a instalação das comportas está em articulação com o projecto de abastecimento de água ao Grande Maputo, que já contemplou a montagem de uma conduta adutora até Machava, município da Matola, numa extensão de 95 quilómetros.

Para a administrada da Moamba, Guilhermina Kumaguelo, as obras complementares vão aliviar a carência de água para o consumo humano, irrigação e abeberamento do gado.

Entretanto, o director do Banco Mundial em Moçambique, Mark Lundell, disse que Corumana faz parte de um lote de projectos de água e saneamento no país, avaliado em 600 milhões de dólares norte-americanos.

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O Presidente da República, Filipe Nyusi, garantiu ontem que o Governo vai continuar a envidar esforços para a construção de infra-estruturas económicas sociais para o bem-estar do cidadão.

Nyusi fez este pronunciamento na inauguração do novo edifício da conservatória de registos e notariado da Ilha de Moçambique, província de Nampula, no âmbito da celebração, hoje, dos 200 anos desta que foi a primeira capital do país.

As cerimónias serão dirigidas pelo Chefe do estado, estando previstas várias actividades, entre as quais um comício popular.

Entretanto, falando durante a inauguração da 2ª conservatória, o estadista moçambicano reafirmou o compromisso do seu Executivo de trabalhar para servir cada vez melhor o seu povo, em condições condignas e de qualidade, num espaço adequado. Neste sentido, ele apelou aos funcionários desta instituição a abster-se dos actos de extorsão aos utentes dos serviços.

 “É aqui onde a população da Ilha de Moçambique deve registar, gratuitamente, as suas crianças à nascença até aos 120 dias depois do nascimento, reconhecer os seus documentos, constituir família por via do casamento oficial, as suas empresas, associações, registar bens e aquisição de registo criminal entre outros actos”, observou Filipe Nyusi.

Na sua alocução, recordou que na Ilha de Moçambique foi onde funcionou o primeiro cartório, por ser a primeira capital do país, onde chegaram e naufragaram navios provenientes de vários cantos do mundo, forjando um rico património histórico-cultural e na relação com as populações nativas.

“É com muito orgulho que exibimos esta cerimónia aqui na Ilha de Moçambique, concretamente no posto administrativo de Lumbo, num ambiente festivo celebrando os 200 anos da sua elevação à categoria de cidade”, disse o Presidente da República.

A conservatória dos registos e notariado, construída de raiz, custou pouco mais 14 milhões e setecentos mil meticais.

À sua chegada, ontem, à Ilha de Moçambique, ido da cidade de Nampula, o Chefe do Estado recebeu a chefe do município das mãos do respectivo edil, Saíde Gimba.

Ainda ontem, Nyusi inaugurou um armazém regional norte de medicamentos na cidade de Nampula e procedeu à entrega formal de 90 mil carteiras escolares no distrito Monapo.

Com uma agenda bastante carregada, o Presidente da República inaugurou o centro de arqueologia, investigação e de recursos na Ilha de Moçambique e de uma galeria de artes e visitou a feira de gastronomia Tzsoziva, para além participar na gala cultural alusiva às cerimónias do bicentenário da Ilha.

Luís Norberto

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TODAS as províncias do país terão, até ao final do próximo ano, pelo menos uma maternidade-modelo para garantir que grande parte das mulheres usufruam de melhores cuidados de saúde durante a gravidez, gestação, parto e pós-parto.

A informação foi avançada, recentemente, por Páscoa Wate, falando no âmbito da acreditação de mais uma maternidade-modelo em Moçambique, que teve lugar em Sofala.

A chefe do departamento de Saúde da Mulher e Criança do Ministério da Saúde (MISAU) fez saber que, actualmente, o país tem 1436 unidades sanitárias com maternidades, contudo, apenas 14 é que estão acreditadas como modelo.

A fonte entende que esta realidade revela um desafio para a Saúde, atendendo os benefícios que uma maternidade-modelo tem na provisão de serviços de qualidade e humanizados aceites pela Organização Mundial da Saúde.

Referiu que este tipo de maternidade serve também de centro de “docência por excelência”, ao conferir formação contínua dos quadros da Saúde.

“A meta é termos pelo menos uma maternidade-modelo por cada uma das 11 províncias do país. Falta Niassa e a cidade e província de Maputo. Estamos a trabalhar no sentido de completar até ao fim de 2019. Contudo, temos desafios em termos de infra-estruturas e recursos humanos”, referiu.

Explicou que para que uma maternidade seja acreditada há vários critérios que deve reunir, entre os quais estar ligada a uma instituição de formação em saúde ou em altura de receber profissionais para o estágio. 

Para além disso, a unidade hospitalar deve permitir a participação da comunidade na qualidade de observadores.

Segundo a fonte, a participação dos membros da comunidade permite conquistar mais mulheres para usarem as maternidades para a realização do parto, contribuindo para a redução de mortes maternas e neonatais.   

“As maternidades-modelo incentivam o parto seguro, porque a comunidade mobiliza as mulheres a aderirem à consulta pré-natal no início da gravidez, para que beneficiem dos cuidados que necessitam para uma gravidez saudável”, reforçou.

O projecto faz parte das actividades previstas no Plano Nacional para a Qualidade e Humanização dos Cuidados de Saúde, aprovado em 2006.

A iniciativa é liderada e coordenada pelo MISAU com a assistência técnica e apoio financeiro da Agência Norte Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), através do seu programa global de saúde, sobrevivência materna, neonatal e infantil.

 

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) é chamada a aplicar medidas extraordinárias e inovadoras para reduzir as actuais taxas de mortalidade nas estradas em consequência de acidentes de viação.

Falando no decurso do XVIII Conselho Coordenador da Polícia da República de Moçambique (PRM) que terminou ontem em Boane, província de Maputo, o ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, exortou a corporação a dedicar atenção especial à situação dos acidentes de viação, que continuam ainda uma preocupação central do Governo pelos elevados índices de ocorrência e suas consequências.

“O vosso foco de análise deverá ter em vista a redução das taxas de mortalidade nas vias públicas como resultado dos acidentes de viação. Para este fim, exigimos medidas extraordinárias, inovadoras e realísticas que incidam, principalmente, sobre os condutores e peões, estes últimos as vítimas mais afectadas”, disse.

Apelou ainda à Polícia de Trânsito para considerar a conveniência de estabelecer períodos de educação cívica aos automobilistas sobre o actual código da estrada, em aspectos com potencial de contribuir para reduzir a ocorrência dos sinistros.

Só nos primeiros seis meses deste ano foram registados 810 acidentes de viação em todo o país, dos quais 97 causados por transportadores colectivos interprovinciais e internacionais de passageiros, e 89 por semicolectivos. Estes sinistros causaram 103 mortes e mais de duas centenas de feridos, entre ligeiros e graves, tendo alguns perdido a vida no leito do hospital.

 

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O Ministério Público acusou formalmente Momad Assif Abdul Satar (Nini) da prática dos crimes de falsificação de documentos, uso de nome falso e corrupção. Leia mais

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