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HÁ aproximadamente um ano, o Presidente da República de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, nomeou Félix Paulo para governador da província central de Sofala, em substituição de Carvalho Muária agora a assumir a função de Ministro do Turismo. Félix Paulo está assim há quase um ano nessas funções. Há muito que "caçávamos" este bate-papo mas razões de agenda não permitiram que tal sucedesse.

De todas as formas, a entrevista aconteceu e no meio de toda a simplicidade que caracteriza a sua forma de estar.   Foi nos seguintes termos:

Notícias (Not.) - Está há quase um ano nessas funções. Que Sofala encontrou e em que ponto Sofala se encontra?

Félix Paulo (FP) -Encontrámos a província de Sofala em franco desenvolvimento social e económico. O que nós estamos a fazer é dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo feito. O que mudou foram as pessoas, o governo é o mesmo. Estamos a crescer. No ano passado registámos um crescimento de cerca de 9.6 por cento. Neste momento estamos com uma produção global de cerca 10 por cento, isso significa que estamos a evoluir e esperamos até 2014 atingir cerca de 11 por cento. No turismo, por exemplo, que é uma área importante na nossa província, conseguimos registar 13 projectos, só neste semestre estamos a continuar a desenvolver Sofala. Na área da rede comercial crescemos em pouco mais de oito por cento. Na agricultura, de uma forma geral, crescemos cerca de 15 porcento. Na saúde, em que já estamos com 155 unidades sanitárias, conseguimos reduzir as distâncias que a população percorre para encontrar uma unidade sanitária. Evidentemente que precisamos de encurtar mais. De qualquer maneira já temos um médico por cada distrito e agora estamos a avançar para postos administrativos como Estaquinha, no Búzi e Tica, em Nhamatanda. Mas é verdade que temos que fazer mais para, realmente, minorar o sofrimento da população.

Not. - Sofala continua a enfrentar problemas na questão das estradas. Haverá soluções definitivas já em curso?

FP- Pensamos que essa  é uma preocupação legitima. Soluções  definitivas é o que nós sempre desejamos mas nem sempre é assim se não ficamos estáticos. Cada vez que resolvemos um problema criamos outro. O que estamos à procura são soluções alternativas mas temos que pensar na questão das estradas como uma questão essencial, a ligação entre os distritos para a livre circulação de pessoas e bens e levar a produção de um canto para outro e dinamizar o desenvolvimento. Outro facto é que as estradas têm custos elevados para a sua reparação e, muitas vezes, temos que recorrer a financiamentos externos e os financiadores têm as suas imposições e, muitas vezes esses mesmos financiamentos, não aparecem nos momentos em que esperamos. Há projectos, por exemplo, que estamos a implementar hoje mas que já foram desenhados há dois anos e, muitas vezes, isso traz outros problemas decorrentes, por exemplo, da depreciação da moeda, mas há esforços. Estamos a trabalhar para a reabilitação da estrada Tica/Guara-Guara que vai facilitar a ligação no sul da província também a construção da ponte sobre o rio Búzi onde tem havido muitos problemas principalmente no tempo chuvoso mas também temos e depois de muitos anos a questão da EN6 que é sempre colocada em primeiro lugar. Para quando? Mas como dizia, todo o processo já está encaminhado, está em curso o projecto de construção de uma estrada de quatro faixas Beira-Machipanda que vai facilitar o tráfego internacional através do porto da Beira com o hinterland. Enquanto isso, há soluções alternativas em curso, ficou um troço entre Nhamatanda e Inchope mas a informação que temos é que até finais de Setembro estará reparada mas também melhorou bastante a transitabilidade na EN1 Inchope-Gorongosa. Continuamos, no entanto, com problemas na estrada de Gorongosa a Nhamapadza e até Caia. Temos igualmente um grande desafio na estrada Dondo-Muanza-Cheringoma-Chemba, o mesmo com as estradas terciárias ou vicinais. Por isso adoptámos uma estratégia em que cada distrito tem que ter um conjunto de equipamentos básicos para a reabilitação de estradas e isso vai facilitar que, o próprio governo distrital, possa fazer pequenas intervenções no interior do distrito. Existe, igualmente, a perspectiva de construção de portagens e através disso teremos sustentabilidade em termos de reparação porque, como dizia, a estrada é muito cara para a sua manutenção. Às vezes construir é mais fácil.

Not. - Uma das grandes potencialidades de Sofala está nas florestas, no entanto, parecem persistir casos de desmandos. O que é que poderia comentar a propósito?

FP- Aparentemente é isso. Quando a gente olha pensa assim. Ouvimos falar de exploração desenfreada, mas os números dizem o contrário. O volume anual é de 81 mil metros cúbicos e nós estamos a explorar cerca de 50 a 75 por cento. Ou seja, nem chegamos a atingir o volume admissível. Então, já não é desenfreada, essa palavra fica fora, temos que arranjar outra palavra. Não há isso, estamos a cortar abaixo do que é permitido pela lei. O  que nos pode induzir em erro é vermos muitos camiões com madeira e pensarmos que a nossa floresta está  a ser explorada de maneira desenfreada, como dizem, mas da inspecção que está a ser feita por uma equipa multissectorial que envolve a Agricultura, Alfândegas, Trabalho, Finanças, o que  vemos é que cerca de 80 por cento da madeira é da Zambézia, Nampula e Inhambane que passa por aqui para ser exportada através do porto da Beira. Então, podemos fazer uma avaliação errada. O governo tomou uma decisão em que deixou de existir a licença simples que de anual passou para cinco anos mas a exigência aumentou porque é preciso ter um plano de maneio, além de que damos 180 dias para o operador legalizar. Só assim pode começar a fazer o seu trabalho.

Not. - Um pouco em jeito de brincadeira as pessoas dizem que temos muita madeira mas muitas crianças vão à escola e sentam-se no chão, não têm carteiras...

FP- De facto, mas esse é um assunto que está a ser gradualmente resolvido. Os operadores estão a fornecer carteiras, é certo que isso ainda não é suficiente, mas está se a apostar no fabrico de carteiras. Toda a madeira está a ser entregue à Educação mas nós não somos uma sociedade estática. As necessidades vão crescendo, o número de alunos e de escolas anualmente está a aumentar mas é uma situação que está a ser resolvida.

Not. - A província tem vivido alguns momentos de desestabilização. Isso não tem estado a afectar o desenvolvimento. Retracção de investimentos, por exemplo?

FP-Como governo é certo que temos que garantir a ordem e a segurança públicas. É verdade que aqueles tumultos poderão ter abalado psicologicamente as pessoas, mas não é verdade que isso tenha abalado os investimentos. Nós temos andado pelos distritos e vemos o entusiasmo com que a população está a trabalhar normalmente e, por todos estes sítios, a primeira coisa que constatamos é que a segurança alimentar está garantida, o que a população, muitas vezes, nos pede são outros investimentos. Agora, por exemplo, estávamos em Cheringoma e a população pediu energia para poder frequentar o curso nocturno e uma pessoa que assim fala está preocupada com o desenvolvimento. Não é uma pessoa que está preocupada com a segurança, está a olhar para frente, o país está a andar. Só neste semestre já tivemos cerca de 15 novos projectos, estamos a ter mais investidores. Temos novos projectos de cimento no Dondo e algodão em Nhamapadza, de processamento de tomate, em Nhamatanda, além de ananás de Muxúnguè que é outro projecto que está em carteira e que, a qualquer momento, pode entrar em processamento. Não há retracção de investimentos em consequência dessa aparente instabilidade.

ELISEU BENTO

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