OS docentes devem dominar o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para melhor orientarem os estudantes a saberem explorá-los como meios auxiliares na sua formação académica e instrumento de apoio no desenvolvimento do pensamento crítico.

Esta alocução foi feita por José Libânio, professor catedrático da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, no Brasil, falando na aula inaugural que marcou a abertura do ano académico da Universidade Pedagógica, delegação de Nampula, realizada este ano sob o lema “Desafios da Formação de Professores do Século XXI”.

O orador defendeu que nenhuma tecnologia substitui um professor, por isso, anotou, o ensino não deve ser uma actividade solitária, mas de complementaridade. No entanto, a dinâmica tecnológica exige que os docentes do presente século sejam indivíduos com capacidade de visão crítica e transformadora.

A conectividade, avançou José Libânio, exige igualmente que, ao aceitar o desafio desta profissão, o professor assuma que não estará estanque no mundo que rodeia a sua disciplina. Mas deve, antes, ter um espírito de abertura e com capacidade de lidar e/ou interpretar diversos fenómenos do seu país e do mundo.

Sublinhou ainda que um bom professor deve garantir o desenvolvimento da sua personalidade, por meio da organização de um código de conduta, coerência e credibilidade para orientar os motivos dos alunos para propostas dignas, projectos emancipadores, no sentido de o sujeito desenvolver a sua respectiva forma autónoma.

“Se um indivíduo não tem noção do colectivo, consciência da importância de uma comunidade de aprendizagem, mas também se a direcção do estabelecimento de ensino onde trabalha não lhe propicia essa comunidade de aprendizagem, então esse professor não pode falar do seu sofrimento, das suas dificuldades e frustrações, porque dar aulas é muito mais do que parar em frente aos alunos e falar”, referiu Libânio.

Porém, segundo fez saber, o trabalho colectivo não deixa que um professor fique solitário na sala de aula e o ambiente de uma escola ajuda, no dizer da fonte, na educação e no desenvolvimento dos alunos, através da respectiva organização da instituição escolar.

“A escola é um estabelecimento de ensino que deve ajudar os alunos no seu desenvolvimento pessoal. E isso faz-se através do ensino, apoiando-os a desenvolverem as suas capacidades intelectuais de modo que possam enfrentar os desafios do século XXI. E é esta visão educativa que mobiliza os professores a esta causa”, explicou.

Presente na abertura do ano académico da Universidade Pedagógica, o governador de Nampula, Victor Borges, sublinhou que as instituições do Ensino Superior não devem ser apenas centros de transmissão de conhecimentos, mas sim de produção de saber através da investigação.

Referiu ainda que a produção do conhecimento científico deve estar em consonância com as necessidades intrínsecas da formação integral do Homem, sendo papel das instituições do Ensino Superior no país, particularmente a UP, assegurar que os seus curricula sejam flexíveis, mas sem perder de vista que o centro das atenções deve ser sempre o desenvolvimento social.

“É altura de formar quadros com qualidade que possam, com o seu saber, contribuir para a melhoria das condições de vida das suas famílias, comunidades e, acima de tudo, dinamizar as instituições onde se encontram afectos”, disse.

“A Universidade Pedagógica tem contribuído significativamente com cerca de um terço do total dos estudantes matriculados no sistema do Ensino Superior, onde são 8500 estudantes, num universo de 24 mil matriculados nestas instituições este ano em Nampula”, reconheceu Borges.

 

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction