Imprimir
Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
Visualizações: 456

A Ministra da Saúde, Nazira Abdula, disse que Moçambique continua na lista dos países classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como tendo alta carga de tuberculose, co-infecção TB/HIV e tuberculose resistente a medicamentos.
A governante, que falava ontem, em Maputo, durante a abertura oficial da reunião do Comité Consultivo Regional (RAC) do Projecto sobre a Tuberculose e Reforço dos Sistemas de Saúde da África Austral (SATBHSS), afirmou que com uma incidência estimada de 551 casos por 100 mil habitantes, a taxa de detecção da tuberculose situa-se em cerca de 57%.
“No nosso país, a epidemia da tuberculose é influenciada por vários factores, destacando-se a alta prevalência do HIV/SIDA (13,2%), pobreza e a migração mineira”, disse.
“As nossas intervenções, no âmbito da implementação deste projecto, já estão a produzir impacto. Em 2018 logramos diagnosticar, notificar e iniciar tratamento a 93.402 pacientes com tuberculose de todas as formas, contra 86.515 casos do mesmo período do ano anterior, sendo 12.522 crianças (em 2017 foram 11.198 no mesmo período) e 1.231 casos de tuberculose resistente a medicamentos (contra 943 do mesmo período do ano anterior) ”, referiu.
O aumento na notificação de casos, segundo a ministra, está a reduzir, gradualmente, a lacuna existente entre as estimativas globais e o número de casos diagnosticados no país.
“As nossas intervenções permitiram, ainda, tratar com sucesso cerca de 90% dos pacientes com tuberculose e colocar em tratamento anti-retroviral 96% dos pacientes infectados pela dupla infecção TB/HIV; reforçar a capacidade dos nossos recursos humanos através da realização de treinos nas áreas de laboratório, manejo clínico de doenças, inspecções de trabalho, entre outras realizações”, disse
Nazira Abdula defende que a luta contra a tuberculose exige um compromisso de todos.
“Temos que ser pacientes mas também persistentes e ajustar as nossas estratégias em função das condições locais e estar sempre prontos para rever e corrigir as abordagens. Se fizermos as coisas, sempre da mesma maneira, o mais provável é obtermos os mesmos resultados”, sublinhou.
A tuberculose foi declarada emergência de saúde pública pela OMS há cerca de 25 anos. Desde então, vários países, incluindo Moçambique, têm feito muito esforço para o seu controlo efectivo.
Participam no encontro delegações do Lesotho, Malawi, Zâmbia, representantes do Banco Mundial, parceiros de cooperação do sector Saúde, entre outros.