O país espera concluir, até Maio de 2020, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas e a Identificação e Mapeamento de Áreas-chave para a Biodiversidade em Moçambique que, para além de identificar essas áreas, vai, também, gerar informações sobre uma potencial lista de espécies protegidas, conforme o previsto na legislação.

O projecto da lista vermelha de espécies ameaçadas, lançado hoje em Maputo, é uma ferramenta que permite informar os governos, agências internacionais, sector público, privado e Organizações Não Governamentais (ONGs) sobre as políticas e acções no planeamento e gestão da biodiversidade.
Hugo Costa, da “Wildlife Conservation Society” e gestor do projecto, disse que se espera desenvolver um mecanismo formal estabelecido para promover a monitoria a longo prazo e a conservação das espécies e áreas-chave para a biodiversidade. Prevê-se que o projecto, iniciado em Fevereiro, termine em Maio de 2020
“O projecto permitirá uma lista de espécies ameaçadas estabelecida para alguns grupos, que deverá ser usada para informar a adopção de uma lista de espécies protegidas para o país”, disse Costa, que falava à margem do seminário, que assinalou, ontem, o Dia Mundial da Biodiversidade.
A Lei da Conservação postula, no seu artigo 46, que tem de ser pública a lista de espécies protegidas. O país possui uma lista das florestas e fauna bravia, mas muito antiga, que já está desactualizada, pelo que tem de ser novamente publicada de acordo com a nova lei de conservação.
Segundo Costa, citado pela AIM, o projecto, que recorre a dados disponíveis, fará uma avaliação global de espécies de fauna endémicas e quase endémicas de répteis, anfíbios, peixes de água doce e borboletas, com vista à elaboração da lista vermelha e, com base nesses dados e outros existentes, proceder à identificação e mapeamento de áreas chave de biodiversidade (KBAs).
Moçambique é um país com uma grande diversidade de ecossistemas e rico em recursos naturais. Contudo, todo o potencial se encontra ameaçado pela degradação ambiental causada pela caça ilegal, desmatamento e a sobrepesca, segundo o recente relatório do Painel Intergovernamental para a Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES).
Guilhermina Amurane, da Direcção Nacional do Ambiente (DINAB), disse que o projecto vem cumprir com os desafios de conservação, porque o país tem a necessidade de conservar a biodiversidade, na terra, água e no ar. Iniciativas deste género vêm,, exatactamente, valorizar a biodiversidade, com vista a que possam ser tomadas medidas à conservação das espécies em risco de extinção.
Amurane reconhece que o estágio de conservação da biodiversidade no país não é o ideal, daí haver a necessidade de cada um olhar para o assunto com maior preocupação, em particular hoje, data em que se assinala, a nível mundial, o dia da biodiversidade, que representa a nossa saúde, alimento e tudo aquilo que diz respeito à vida na terra.
“Este é o lançamento do mapeamento, para que possamos dizer, há 20 anos, algumas espécies estavam em risco e hoje quais são as espécies que estão em risco”, disse Amurane, apontando que o lançamento é, por outro lado, uma nova abordagem de avaliação, para que se saiba quais as espécies em risco e o posicionamento a tomar pelo governo.
Segundo a fonte, os resultados podem ser uma recomendação ao governo, para a necessidade de definição de novas áreas de conservação, em particular nas quatro categorias contempladas pelo projecto da lista vermelha (anfíbios, mamíferos, borboletas e répteis).

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